Comemoração do Dia do Instituto Politécnico de Viseu

Presidente do Instituto reafirma papel central do Politécnico de Viseu

no futuro do ensino superior público da região

 

A Aula Magna do IPV acolheu esta sexta-feira (dia 18), a cerimónia solene do Dia do Instituto Politécnico de Viseu. Dia comemorativo com a presença de inúmeros convidados e representantes de diversas entidades oficiais, académicas, militares e religiosas. Do público interno, estiveram presentes membros do Conselho Geral, presidentes e vice-presidentes das escolas superiores, conselhos técnico-científicos, pedagógicos, professores, funcionários, alunos e representantes das associações de estudantes do IPV.

Após a receção aos convidados, foi inaugurada uma exposição de pintura, mostra coletiva levada a efeito pelo IPV e pela Académie Européenne des Arts Portugal.

Depois de oficialmente aberta a sessão, pelo Vice-Presidente do IPV, Professor José Costa, que conduziu a cerimónia, usou da palavra o Presidente da Associação Académica do IPV, Tiago Santos, que na sua intervenção colocou o acento tónico nas preocupações sentidas pelos estudantes face às indefinições havidas quanto aos apoios sociais, mormente no que concerne às bolsas de estudo.

Seguidamente, o Presidente do CCISP (Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos), Professor Doutor Sobrinho Teixeira, abordou a importância, cada vez mais acentuada, do ensino politécnico para o desenvolvimento de Portugal, destacando a sua fase de grande afirmação e maturidade nos dias de hoje. Para o Presidente do CCISP "os Politécnicos têm sido muito proativos na qualificação da população ativa". De igual modo, referiu a necessidade de se repensar a política da educação no nosso país, recentrando a capital importância da existência dos institutos politécnicos para o desenvolvimento harmonioso e sustentável do país, mais concretamente os institutos das regiões do interior do país.

Enfatizou ainda a contribuição das instituições politécnicas que integram a rede europeia de universidades de ciências aplicadas no desenvolvimento dos países europeus, nomeadamente dos mais desenvolvidos.

Do discurso do Presidente do Instituto, Engenheiro Fernando Sebastião, quatro ideias centrais sobressaíram.

A primeira, centrada no decisivo contributo que o Politécnico de Viseu tem tido ao longo das três últimas décadas para o desenvolvimento regional, assente nas suas diversas vertentes: ensino, investigação e ligação à comunidade, devidamente evidenciado "no facto de um número muito significativo de quadros superiores das empresas e outras instituições públicas e privadas da região, muitos dos quais ocupam lugares de destaque, terem realizado a sua formação neste instituto, não só ao nível de licenciatura mas também ao nível de mestrado ou outras pós-graduações". Para o Engenheiro Fernando Sebastião "o desenvolvimento do IPV contribuiu de forma efetiva para a fixação de quadros na região e facilitou a criação e instalação de novas empresas e a modernização de empresas existentes".

A segunda ideia, assente na relevância da aposta na Qualificação para o futuro do país, uma vez que os portugueses continuam a ser no contexto da União Europeia dos menos qualificados. Para o Presidente do IPV é pois pacífico que "a saída da crise passa pelo desenvolvimento da economia, pela inovação, pela modernização e pela internacionalização das nossas empresas. No entanto, este desenvolvimento só será possível se as empresas puderem contar com técnicos cada vez mais qualificados". Acrescentou ainda, nesta matéria, que "o desemprego, apesar de elevado, no atual contexto, é mais baixo nos indivíduos com formação superior".

Na terceira ideia, o Engenheiro Sebastião apontou o Empreendedorismo como um dos trilhos a seguir para o desenvolvimento de Portugal "não haverá empregos se não houver o desenvolvimento ou a criação de novas empresas e isso só acontece se existirem empreendedores. Nesta medida e tendo em conta que, no mundo global em que vivemos, a competitividade das empresas está dependente da investigação e da inovação, facilmente poderemos concluir que empresários com formação superior estarão mais preparados para a criação de empresas inovadoras". As instituições de ensino superior, para além de continuarem a formar empregados altamente qualificados, devem ter, cada vez mais, "a preocupação e a ambição de formar empreendedores de nível superior. Não descurando a formação científica e tecnológica torna-se fundamental preparar os nossos alunos para serem empreendedores".

A quarta ideia foi direcionada rumo ao futuro da instituição, afirmando o seu líder claramente que "face ao crescimento e à evolução qualitativa verificada nos últimos anos, com esta ou outra designação, o futuro do ensino superior público, na região, passará sempre pelo Instituto Politécnico de Viseu".

Relevando a importância do subsistema de ensino politécnico, hoje em dia bem distribuído por todo o país, e que urge preservar tendo em consideração o papel determinante que têm tido no desenvolvimento e no combate à desertificação do interior, o Presidente do IPV defendeu "a alteração de designação das instituições politécnicas portuguesas para Universidades de Ciências Aplicadas", terminologia já utilizada na Europa, resolvendo desta forma, em grande medida e sem qualquer custo adicional "as reservas culturais ainda existentes".

No entanto, se se verificar a evolução, por parte da tutela, no sentido da integração dos dois subsistemas do ensino superior "a forma de preservar e rentabilizar o investimento realizado no Instituto ao longo de cerca de 30 anos, em infraestruturas e na qualificação do seu corpo docente, passa, necessariamente, pela evolução do IPV para Universidade Pública de Viseu". De acordo com o Presidente do IPV "neste processo não pode deixar de se ter em conta a sua dimensão atual e as possibilidades de crescimento, a necessidade de melhorar a sua atratividade, bem como a importância que a cidade de Viseu tem, como grande pólo de desenvolvimento desta vasta região da Beira Alta, onde, atualmente, não existe qualquer outra instituição pública universitária".

Em síntese, "o Instituto Politécnico de Viseu é uma instituição, de grande relevância regional, que deve ser preservada com a sua autonomia, acarinhada e defendida pela população e pelas forças vivas da cidade".

O Programa continuou com as cerimónias de entrega dos Prémios Caixa Geral de Depósitos aos melhores alunos finalistas do Instituto do ano letivo 2010-2011.

Alunos contemplados:

Escola

Nome do aluno

Curso

Escola Superior de Educação

Luís Manuel Soares Dias Bravo

Mestrado em Desporto e Atividade Física

Paula Alexandra Cruz da Silva Xavier

Mestrado em Intervenção Psicossocial com Crianças e Jovens em Risco

Tadeu Ferreira Sousa Celestino

Mestrado em Desporto e Atividade Física

Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu

Carlos Miguel da Silva Salomão Pereira

Engenharia Informática

Filipe André Pereira Ferreira

Tecnologias e Design Multimédia

Luís Miguel Carolino Mineiro

Engenharia Informática

Paulo Alexandre Garcia de Sá

Engenharia Madeiras

Rita Alexandra Azevedo Lopes

Turismo

Sandrina Fernandes de Carvalho

Marketing

Escola Superior Agrária

Cristophe Ferreira Gonçalves

Engenharia Agronómica

ESTG Lamego

Ermelinda dos Prazeres Reis Osório

Gestão Turística, Cultural e Patrimonial

Escola Superior de Saúde

Ana Raquel Pires Parente

Enfermagem

Os Prémios Caixa Geral de Depósitos são atribuídos anualmente aos doze estudantes com melhor desempenho do Instituto Politécnico de Viseu, dando cumprimento ao estabelecido no protocolo entre o IPV e a CGD. O seu valor unitário é de 500 euros e foram entregues pelos dirigentes da CGD, Eng. Rui Soares – Diretor Coordenador da Direção Centro da CGD, Dr.ª Margarida Nave - Diretora Comercial da Região de Viseu da CGD, pelo Presidente do IPV, Engenheiro Fernando Sebastião, e pelo Presidente do CCISP, Prof. Doutor Sobrinho Teixeira.

Após a entrega dos prémios, seguiu-se a assinatura de protocolos celebrados entre o IPV e instituições e empresas da região e estabelecimentos de ensino, que visam contribuir para o reforço da partilha do conhecimento entre o Instituto Politécnico de Viseu e a comunidade.

A ligação do IPV à comunidade constitui-se como um elemento chave da estratégia da instituição. O Politécnico de Viseu pretende privilegiar as atividades que conduzam a uma forte e estreita interação com o meio envolvente, seja ele de cariz empresarial, institucional, ensino ou outro. Esta é, de facto, uma das missões centrais do IPV, que parcialmente o justificam.

A Instituição tem vindo a consolidar-se como um pólo de coesão e promoção do desenvolvimento regional. A internacionalização é outro vector que tem vindo a ser desenvolvido pelo IPV. Nesse sentido, procedeu-se, nesta data, à assinatura de dois protocolos que irão contribuir, seguramente, para o reforço destas vertentes.

Protocolo celebrado ao nível de Empresas e Instituições:

- Protocolo IPV/Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRDão)

O Instituto Politécnico de Viseu e a CVRDão, empenhados na consecução dos objetivos e na concretização da sua missão, veem interesse numa cooperação entre ambas as instituições, capaz de potenciar as capacidades de cada uma, possibilitando uma comunicação sistematizada, facilitando a formação pessoal e profissional dos vários atores institucionais, otimizando os recursos humanos, materiais e financeiros, a promoção do emprego e estágios, bem como o desenvolvimento de projetos de investigação e experimentação conjuntos nas áreas de interesse comum. No âmbito do presente protocolo, está também consignada a atribuição de um prémio de mérito, anual, no valor individual de 750,00 euros, ao melhor estudante diplomado no ano letivo anterior, do curso de Engenharia Agronómica, ramo de Viticultura e Enologia.

Assinaram o protocolo o Presidente do IPV, Engenheiro Fernando Sebastião, e o Presidente da CVRDão, Prof. Doutor Arlindo Cunha.

 

Protocolo celebrado ao nível do Ensino Superior:

- Protocolo IPV/UniCV – Universidade de Cabo Verde

O IPV e a UniCV propõem-se estabelecer formas de colaboração, considerando:

- ser do interesse mútuo estabelecer, desenvolver e reforçar os vínculos de cooperação que envolvam os dois países;

- a crescente necessidade de troca de experiências para o desenvolvimento do conhecimento;

- o relevante papel do intercâmbio técnico, científico e cultural para o desenvolvimento das instituições e das comunidades em que estão inseridas.

Assinaram o protocolo o Presidente do IPV, Eng. Fernando Sebastião, e o Reitor da Universidade de Cabo Verde Presidente, Prof. Doutor Paulino Lima Fortes.

O programa prosseguiu com a Revista Millenium do IPV, que este ano comemora 15 anos de existência ininterrupta. A Professora Maria de Jesus Fonseca, Diretora da revista científica do Politécnico de Viseu fez uma alocução à história de Millenium e à sua evolução para revista de cariz científico, estando neste momento a seguir os trâmites para a sua indexação a bases de dados científicas internacionais.

A seguir, tempo para um momento musical, com a performance arrebatadora de 11 acordeonistas do Conservatório de Viseu, Dr. José Azeredo Perdigão, que interpretaram dois temas: Oblivion, de Astor Piazzolla, e Marcha Radetsky, de Strauss.

A encerrar a sessão, relevo para a apresentação pública do 9º Poliempreende, com a entrega dos prémios referentes à oitava edição. O Poliempreende, criado no âmbito dos politécnicos, pretende a disseminação da cultura empreendedora, o fomento de novas ideias, a criação e inovação de novos negócios, criando produtos de sucesso e de grande impacto. A apresentação deste evento nacional, coordenado este ano pelo Instituto Politécnico de Viseu, esteve ao cargo do Professor Samuel Barros, responsável institucional do projeto. O Patrocinador Oficial dos Prémios Nacionais do 9º Poliempreende é a Caixa Geral de Depósitos.

 

Prémios 8º Poliempreende

Prémios

Projeto

Equipa

Escola

BIOPELLETS (Produção de pellets

a partir de biomassa)

Christophe Ferreira Gonçalves

ESAV

Hugo Filipe Afonso Trindade

Paulo Barracosa Correia da Silva

Cristina Amaro da Costa

Hélder Filipe dos Santos Viana

AUDITWORK (Soluções informáticas para gestão de recursos humanos e tecnológicos)

António Almeida

ESTGL

Nuno André

Ricardo Gama

Paulo Santos

Márcio Almeida

INOVAR NA TRADIÇÃO (Produção e transformação de avelã Grada de Viseu)

Francisco Cabral de Almeida

ESAV

José Germano Claro

João Daniel Neves

Sandra Cristina R. Ventura Lourenço Santos

Participação

AGROPEC

Davide Gomes Pinto

ESAV

José Rafael Guimarães de Almeida

Ricardo Fonseca Feio

Fernando Alexandre Almeida Esteves

IN a MOMENT

Ana Rita Barreiros de Carvalho

ESTGV

Nádia Filipa Rodrigues Vieira

Filipa Isabel Seco Ferreira

KAILAS

Célia Regina Marques Botelho

ESTGV

Isabel Aparício

Alexandra Figueiredo

PROVE TRADIÇÃO

Rui Marques

ESAV

Patrícia Cardoso

Carlos Duarte

SOS24 LUDOTECA

Maria de Lurdes Gomes Portela Santos

ESTGL

Maria Jacinta do Carmo Oliveira

Nelma Cardoso Félix Azevedo

Maria de Fátima P. Batista da Silva Rebelo

O dia terminou com a atuação sempre entusiasmante da Tunadão – Tuna do Instituto Politécnico de Viseu, seguida do tradicional Dão de Honra.

Discurso do Presidente do IPV

 

Viseu, 21 de novembro de 2011

Texto: Joaquim Amaral - jamaral@pres.ipv.pt

Gabinete de Comunicação e Relações Públicas IPV

Fotografia: João Ferreira - jdomingos@pres.ipv.pt

Serviço de Comunicação, Cultura e Documentação IPV