Engenheiro Fernando Sebastião empossado

Presidente do Instituto Politécnico de Viseu

A Aula Magna do IPV acolheu no dia 13 de setembro a cerimónia solene de tomada de posse do reeleito presidente do Instituto Politécnico de Viseu, engenheiro Fernando Sebastião.

O ato académico decorreu no seguimento da eleição do dia 4 de junho no seio do Conselho Geral da instituição, órgão soberano do Politécnico de Viseu, que reconduziu, por unanimidade, o engenheiro Fernando Sebastião como Presidente do IPV para o quadriénio 2013/2017. O ato eleitoral foi homologado pelo Secretário de Estado do Ensino Superior a 4 de julho do ano em curso. Relembre-se que o engenheiro Fernando Sebastião havia já sido eleito pela primeira vez como presidente do IPV no dia 30 de julho de 2008, sendo mais tarde reeleito a 16 de julho de 2009, de acordo com o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), Lei nº 62/2007 de 10 de setembro.

O engenheiro Fernando Sebastião, professor coordenador de nomeação definitiva da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu do IPV, foi empossado perante uma plateia de cerca de 400 convidados, entre os quais o Ministro da Educação e Ciência, professor doutor Nuno Crato, presidente da Câmara Municipal de Viseu, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, deputados da Assembleia da República, presidentes das câmaras municipais de Tondela e Vouzela, Ministra Conselheira da Embaixada de Angola, representante da Embaixada de Moçambique, presidente do CCISP, presidentes e vice-presidentes de diversos institutos politécnicos do país, presidente do Centro Regional das Beiras da Universidade Católica, presidente e vices da CCDRC, presidente da CIM Dão Lafões, vereadores dos municípios de Viseu e Lamego, Inspetor Geral de Educação e Ciência, deputados da Assembleia Municipal, presidentes de juntas de freguesia, candidatos autárquicos, entidades civis e militares, bem como representantes dos órgãos de comunicação social.

Do público interno, estiveram presentes os membros do Conselho Geral, vice-presidentes, administrador e provedora do estudante, todos os presidentes das escolas superiores e representantes dos seus diversos órgãos, presidente da ADIV, professores, alunos e funcionários do IPV.

A mesa de honra contou com a presença do professor doutor Nuno Crato, Ministro da Educação e Ciência, engenheiro Fernando Sebastião, presidente do Instituto Politécnico de Viseu, professor Joaquim Mourato, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e do dr. João Rebelo Cotta, presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu.

A cerimónia teve o seu início com um sublime momento musical com a performance da soprano Cristina Aguiar, professora da Escola Superior de Educação de Viseu, acompanhada ao piano pela professora Ala, docente do Conservatório de Música Azeredo Perdigão.

Depois de oficialmente aberta a sessão, foi conferida posse ao reeleito presidente do Instituto Politécnico de Viseu, engenheiro Fernando Sebastião, pelo presidente do Conselho Geral do IPV, dr. João Cotta. Um ato muito ovacionado, de pé, por todos os presentes.

De seguida, o presidente do Politécnico de Viseu assinou os despachos de nomeação dos vice-presidentes da instituição, que tomaram posse de imediato. Assim, foram empossados na qualidade de vice-presidentes do Instituto (função que também exerceram no mandato anterior) a professora doutora Maria Paula Carvalho, professora coordenadora da Escola Superior de Educação de Viseu, professor doutor Pedro Rodrigues, professor adjunto da Escola Superior Agrária de Viseu e professor José dos Santos Costa, professor coordenador da Escola Superior de Saúde de Viseu.

No início das intervenções, usou da palavra o presidente do Conselho Geral do Instituto, que centrou a sua intervenção na extrema relevância que o IPV tem para a região de Viseu e para o seu desenvolvimento sustentado. Para o dr. João Cotta, e fundamentando a sua afirmação na opinião generalizada dos empresários, "o Instituto Politécnico é a instituição mais importante para o desenvolvimento do distrito e região de Viseu". Nas palavras do presidente do Conselho Geral, a instituição "é mais importante que qualquer rede viária", enfatizando ainda "a plena aceitação dos diplomados do IPV no mercado, ocupando lugares de destaque nas empresas e serviços da região". Para o futuro apontou "o caminho da excelência" como único trilho a seguir. Concluiu a sua intervenção propondo ao Ministro da Educação e Ciência que os "institutos politécnicos passem a designar-se como universidades de ciências aplicadas".

Seguidamente, o presidente do CCISP, professor Joaquim Mourato, abordou a importância, cada vez mais acentuada, do ensino politécnico para o desenvolvimento de Portugal, aludindo à realidade europeia onde em alguns países "o ensino politécnico tem uma relevância determinante para o desenvolvimento sustentável das nações". O impacto socioeconómico dos institutos politécnicos portugueses nas regiões nas quais estão inseridos e as virtualidades, bem como as dificuldades que a conjuntura atual propicia, do ensino politécnico, foram outras das temáticas centrais abordadas.

No seu discurso de posse, o reeleito presidente do Instituto Politécnico de Viseu, engenheiro Fernando Sebastião, apresentou as linhas programáticas para os próximos quatro anos de mandato. Após os cumprimentos aos convidados e a referência ao presente da instituição, o presidente focou a sua comunicação nos novos desafios que se deparam às instituições de ensino superior em geral, e ao IPV em particular, muito pela realidade da conjuntura económico-financeira que o país atravessa "reassumo funções como presidente do Instituto Politécnico de Viseu num momento particularmente difícil, num contexto de grave crise económica que se reflete no défice e dívida pública do Estado Português, na elevada taxa de desemprego e na redução do rendimento das famílias e das empresas. Esta situação tem, naturalmente, implicações no Instituto, refletindo-se na redução do seu financiamento e nas dificuldades acrescidas dos estudantes no acesso e no prosseguimento de estudos no ensino superior". Para o presidente do IPV "em períodos de crise, o imobilismo é a pior estratégia a ser seguida por qualquer organização. A flexibilidade e a adaptação ao contexto envolvente são, por isso, condições essenciais à sobrevivência e ao sucesso da nossa instituição". Sobre o Instituto a que preside, quer pela diversidade da oferta formativa que oferece, quer pelo desenvolvimento de projetos de investigação aplicada e da ligação que tem vindo a ser efetivada com o tecido empresarial e demais organizações públicas e privadas, considera-a inequivocamente como "um pilar estruturante do desenvolvimento da região, na medida em que cria condições para a inovação e reforço da competitividade das empresas e modernização das demais instituições". Afirmou ainda que "não se pode deixar de realçar a importância do Politécnico, dado o número de empregos gerados e fixação na cidade de 6 000 estudantes, pelo impacto que tem ao nível do comércio e demais atividades económicas locais e pela animação que trazem à cidade. Julgo ser fácil de constatar que ao aumento populacional que tem vindo a verificar-se na cidade de Viseu não é alheia a existência do IPV". O elevado impacto económico regional do Instituto, recentemente quantificado em estudo elaborado pelo CI&DETS, Centro de Investigação do Politécnico de Viseu, foi outro tema de destaque na intervenção do engenheiro Fernando Sebastião, realçando que "cada euro despendido pelo Estado gera um nível de atividade económica de 5 euros. O Orçamento de Estado relativo ao IPV, no corrente ano, é da ordem dos 15 milhões de euros sendo o seu impacto direto e indireto de 70 milhões, valor que corresponde a 5 % do PIB da região. Para além disso, o IPV gera, de forma direta e indireta, 3300 empregos que correspondem a 6 % da população ativa de Viseu e de Lamego".

As linhas estratégicas para o novo mandato assentam na qualificação do corpo docente, através da atribuição de 150 bolsas de doutoramento, operada no anterior mandato da presidência, sendo que "a curto prazo, o Instituto poderá contar com cerca de 300 professores doutorados, mais de 70% do seu corpo docente, situação que reforça a sua capacidade científica e, em consequência, a qualidade da formação ministrada, a investigação e a transferência de conhecimento", bem como no empreendedorismo, que tem vindo a ser incrementado, evidenciado na recente construção do CITTEC – Viseu, que integra uma unidade incubadora de empresas, na investigação e no reforço de parcerias e ligação com a comunidade envolvente. Concluiu a sua intervenção resumindo os cenários presente e futuro da instituição "no atual contexto, estando fora de questão qualquer possibilidade de crescimento, a estratégia do IPV passa pela consolidação e melhoria contínua da qualidade de formação, investigação e dos serviços que presta, com a consciência de que o reconhecimento da relevância do IPV tem sido e continuará a ser, no futuro, um fator essencial para a captação de mais e melhores estudantes".

Discurso de Tomada de Posse


No encerramento dos discursos, o Ministro da Educação e Ciência, professor doutor Nuno Crato, começou por saudar o reeleito presidente do Instituto, cumprimentando-o ainda pela grande ovação que a plateia lhe proporcionou, demonstrativa "da estima e apreço que tem pelo seu presidente". Para o ministro "é de lideranças fortes, mas partilhadas, que precisamos nos nossos politécnicos". Para o professor Nuno Crato "os politécnicos são parte da solução dos problemas do país e estão a responder bem aos problemas que atualmente vivemos". Com uma intervenção muito centrada nos jovens, referiu ainda que "quanto melhor preparados estiverem, com maiores habilitações e qualificações, melhor será o seu futuro". Concluiu a sua intervenção incentivando os jovens a prosseguirem os seus estudos e exortando o Politécnico de Viseu a uma crescente proximidade às empresas e ao tecido produtivo.

Antes das inaugurações previstas no programa, tempo ainda para mais um momento mágico de performance musical, de novo a cargo da soprano Cristina Aguiar, acompanhada ao piano pela professora Ala.

 

Após a sessão solene, o programa contemplou ainda a inauguração do novo Pavilhão Polidesportivo do IPV e do CITTEC – Viseu (Centro de Inovação e Transferência de Tecnologia do Instituto Politécnico de Viseu), que inclui a nova unidade incubadora de empresas.

Estas novas valências da instituição, com um custo total de dois milhões de euros, tiveram um financiamento da Administração Central de duzentos mil euros, tendo o restante sido obtido através de receitas próprias do Instituto Politécnico de Viseu. A aquisição do mobiliário, no valor de cinquenta mil euros, foi assegurada pela ADIV, unidade interface do IPV. O novo edifício fica localizado dentro do campus politécnico.

No final da cerimónia, os participantes desfrutaram de um Dão de Honra.

Perfil do Presidente do Instituto Politécnico de Viseu

 

Natural de Mortágua, onde nasceu em 20/02/1958, Fernando Lopes Rodrigues Sebastião reside atualmente em Viseu. Professor coordenador de nomeação definitiva da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu iniciou as suas funções na ESTGV em agosto de 1988.

Licenciado em Engenharia Eletrotécnica pela Universidade de Coimbra, concluiu Mestrado em "Políticas e Gestão do Ensino Superior", na Universidade de Aveiro.

Dos muitos cargos exercidos, relevem-se os 10 anos de presidência da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu, de 1995 a 2005. De igual modo, é ainda de realçar o cargo que desempenhou como vogal da Comissão Instaladora da ESTGV, no arco temporal compreendido entre 1988 e 1995, ano em que se tornou o primeiro presidente eleito desta escola superior do IPV.

É Presidente do Instituto Politécnico de Viseu desde 15 de setembro de 2008.

Esta nova eleição, reconduziu o engenheiro Fernando Sebastião à liderança do Politécnico de Viseu para exercer um novo mandato para o quadriénio 2013/2017.


Perfil dos vice-presidente do Instituto Politécnico de Viseu

 

Maria Paula Martins de Oliveira Carvalho é professora coordenadora da Escola Superior de Educação do IPV, onde pertence à Área Científica de Ciências da Natureza desde 1983. Como funções dirigentes destaque-se o facto de ter sido presidente da Comissão Instaladora da ESEV, de 1992 a 1996, e presidente do Conselho Científico da mesma Escola, de 1996 a 1998. É licenciada em Física, Ramo Educacional, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Educação em Ciências, pela Universidade de Londres – King’s College London.

Pedro Rodrigues é professor adjunto da Escola Superior Agrária do IPV, na área de Engenharia Rural. Entre julho de 2000 e janeiro de 2006 exerceu o cargo de presidente do Conselho Diretivo da ESAV. É licenciado em Engenharia Agronómica, Ramo de Engenharia Rural, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, mestre em Engenharia da Rega e dos Recursos Agrícolas, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e doutorado em Engenharia dos Biossistemas, pela Universidade de Lisboa.

José dos Santos Costa é Professor Coordenador da Escola Superior de Saúde do IPV, pertencendo à Área Científica Médico-Cirúrgica. Como funções dirigentes exercidas relevem-se as de Presidente do Conselho Científico, de 2003 a 2005, e de Vice-Presidente do Conselho Diretivo da mesma Escola, de 2005 a 2008. É licenciado e Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica e em Medicina Dentária, pela Universidade Católica do Porto/Centro Regional das Beiras e Mestre em Ciências de Enfermagem, pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto.

 

* Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Viseu, 16 de setembro de 2013

 

Joaquim Amaral

Gabinete de Comunicação e Relações Públicas do Instituto Politécnico de Viseu

jamaral@pres.ipv.pt

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