Concede-me esta dança?

O sangue "dança" nas veias de dois bailarinos

 

Elisabete Gonçalves

4║ ano do Curso de Comunicação Social

Ana Luísa Silva e Sabrina Mouta

2║ ano do Curso de Português/Francês

 

 

Willt e Ailton dançam já desde pequenos. E quem não dá o seu "pezinho de dança" quando é criança?... Mas, o gosto pela arte de dançar nasceu com eles e a força de continuar fê-los dançarinos profissionais no mercado português.

A dança africana, sobretudo, lançou estes dois jovens para o mundo dos espectáculos. O encanto e a complementarização que sentem quando exercem a sua actividade fez com que continuassem com mais força e mais confiança.

A nossa oportunidade de falar com os dois dançarinos concretizou-se num espectáculo do Axel, realizado na Feira de S. Mateus, aqui, na cidade de Viseu.

 

Willt Dias de 22 anos entregou-se plenamente à dança há quatro anos atrás, pois sentia-se com maturidade suficiente para levar esta profissão a sério.

Desde os nove anos que abarcou uma experiência preponderante para a sua vida profissional, mas com uma formação na Companhia de Dança, além de outras conseguiu alcançar a felicidade. Esta felicidade é bastante perceptível quando afirma convictamente que a dança faz parte dele e a sua energia está nela depositada.

Além disso, completa com as palavras de que "estar a fazer outra coisa, por um lado não estava a ser feliz."

Contudo, o mercado português é sempre um entrave. A sua limitação não ajuda qualquer artista de dança a fazer o que realmente pretende. É o caso de Willt que declara já conhecer o mercado português, por isso não querer "ficar por aqui."

Apesar das poucas facilidades que o mundo da dança portuguesa oferece, Willt remata que já participou em duas grandes produções. Uma delas, na Expo 98, mais exactamente no Pavilhão da Utopia com a presença de cerca de 60 participantes. Mais tarde, entrou no Espectáculo dos Oceanos adjectivado como uma "óptima produção", diz Willt.

Os obstáculos que encontrou não foram um impedimento na sua carreira, afirma ter realizado vários anúncios e "se tudo correr bem" vai "para Londres" aventurar-se com outra sorte.

Com um percurso semelhante, Ailton começou a profissionalizar-se como dançarino com oito anos de idade na Escola Tradicional de Danças Africanas. Mas, nessa altura sentia que esta actividade não passava de um hobby. Com o passar dos tempos, começou "a gostar, a adorar e a perceber que era aquilo que queria."

Com cerca de 16/17 anos teve início a uma carreira mais vincada na seriedade e no trabalho em equipa.

Durante toda a sua actividade de bailarino quase sempre trabalhou em grupo. Para ambições futuras, Ailton pensa continuar ligado ao mundo dos espectáculos, das produções, dos artistas. Mas, por enquanto vai dançar até os ossos lhe doerem. Revela que "neste momento a prioridade é a dança, por gosto."

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