Jornalismo on-line

 

Jorge Pedro Sousa

Universidade Fernando Pessoa

 

Falar de jornalismo on-line implica, obviamente, falar da Internet e das transformações que a tecnologia provocou e provoca no jornalismo.

De facto, não restam dúvidas de que os meios de comunicação tendem a aproveitar a evolução tecnológica. Essa realidade não é de hoje. A imprensa modificou-se com a rotativa, o off-set e os meios de paginação electrónica. A rádio transformou-se com a chegada do transístor, com o RDS e está a sofrer transformações com o advento do DAB. A televisão transformou-se com a melhoria dos sistemas televisivos e está a sofrer grandes modificações com a interactividade, a alta definição, os sistemas digitais e a convergência com a informática e as telecomunicações. Não é, assim, de estranhar que o aparecimento da Internet, uma rede de redes de computadores multimédia, tenha gerado transformações no jornalismo. Essas transformações fizeram-se sentir, essencialmente, a dois níveis: em primeiro lugar, nas rotinas jornalísticas de produção de informação; e em segundo lugar, nas formas e formatos de difusão de informação, ou seja, no produto jornalístico. O jornalismo on-line não exterminou o jornalismo noutros media, mas modificou-o, obrigando-o a uma adaptação constante, num processo que Roger Fidler denomina mediamorfose.

A Internet é, neste momento, o meio de comunicação que mais torna visível a convergência dos media, ou seja, a integração dos media num único suporte. Num futuro próximo, talvez este cenário se venha a materializar na televisão interactiva, para onde também convergirá a Internet, mas para já ainda não é assim, ou pelo menos a televisão interactiva ainda não está suficientemente disseminada para que seja assim. Ora, a Internet, enquanto medium convergente, possibilita aos jornais a incorporação de recursos antes exclusivos das rádios e televisões, sem modificarem a sua essência, já que o texto mantém-se como o principal suporte da informação. Estudos comprovam que os utilizadores não vêem como concorrentes as edições on-line e impressas de um mesmo jornal, mas como complementares, e continuam muitas vezes a comprar a versão impressa ainda que também consultem a versão on-line. Aliás, vários estudos têm mostrado que em vez de perderem audiência com as versões on-line, os jornais em papel ganharam novos leitores, que foram conquistados, inicialmente, pelo apelo da informação jornalística disponível na Internet.

A migração dos meios jornalísticos, e, em particular, dos meios jornalísticos impressos, para o ciberespaço tem antecedentes directos muito recentes. Fizeram-se tentativas de criar jornais, ou, pelo menos, de difundir informação jornalística, através do videotexto, do teletexto, do audiotexto, do jornal por fax e do jornal em CD-ROM. No entanto, essas primeiras experiências falharam, segundo os estudos que foram feitos, devido à falta de motivação da audiência por uma tecnologia pouco atraente, cara e pouco amiga do utilizador. A Internet, porém, mudou as coisas.

Os meios jornalísticos impressos, radiofónicos e televisivos começaram a criar versões on-line a partir do final da década de oitenta, nos Estados Unidos, mas o grande impulso ocorreu já nos anos noventa. Os jornais foram os primeiros a migrar para o novo meio, talvez porque percepcionaram a aparição da Internet como mais uma ameaça à sua sobrevivência. O primeiro jornal diário a criar uma versão on-line foi o San Jose Mercury News, em 1994. A grande inovação trazida por este jornal on-line, além do acesso aos seus conteúdos do dia, foi a possibilidade do leitor interagir com os conteúdos, através de motores de busca e da navegação; de interagir com os jornalistas, através do e-mail; e de participar em fóruns de discussão propostos pelo jornal - tudo receitas que ainda hoje se mantêm.

O facto de os jornais terem sido os primeiros meios jornalísticos a migrar para a Internet contribuiu para o seu sucesso na Rede, embora a dificuldade que rádios e televisões sentem para manter a mesma qualidade na Internet, a custos suportáveis para a audiência, também tenha contribuído para o sucesso da imprensa on-line, sobretudo quando se compara o êxito da imprensa ao relativo insucesso da rádio e da televisão on-line. A Internet também permitiu aos jornais tradicionais disponibilizados na Rede a possibilidade de rentabilização dos recursos humanos e financeiros, cobrando pelos acessos à informação disponibilizada, sem necessitarem de arcar com as despesas decorrentes da reprodução e distribuição de milhares de exemplares em papel. Além disso, apesar da Internet ser um meio multimédia, o facto é que é o texto, e não o som ou a imagem, o principal recurso procurado por quem busca informação na Internet. Os jornais tradicionais também se foram capacitando de que a sua sobrevivência, pelo menos a médio prazo, não é colocada em risco pela emergência da Internet e pelas novas tecnologias que substituem o papel.

A adaptação ao on-line não foi fácil. Por um lado, surgiu a necessidade de se descobrirem as características da linguagem do novo meio e de se adaptar o discurso jornalístico a essa nova realidade. Por outro lado, os meios jornalísticos também sentiram a necessidade de afectar recursos humanos e financeiros ao jornalismo on-line e de capacitar os seus profissionais para o novo meio.

Inicialmente, os jornais em papel que migraram para o ciberespaço quase apenas disponibilizavam on-line cópias das edições impressas, com os objectivos de alargar a audiência, de aumentar o prestígio e de ampliar o alcance geográfico. Por vezes, as cópias disponibilizadas eram do dia anterior, pois havia receio de que versões actualizadas pudessem afastar os leitores das edições em papel. Porém, os jornais constataram que não bastava estar na Rede para terem vantagens competitivas - era preciso fabricarem um produto específico para a Internet. Assim, numa segunda fase, os jornais começaram a incluir conteúdos e serviços exclusivamente on-line e a inserirem hiperligações para o aprofundamento da informação noutras páginas e sites e para acesso a registos sonoros e audiovisuais. Posteriormente, começaram a fazer a actualização permanente do noticiário.

Isto conduz-nos, obviamente, a algumas das características que hoje em dia os jornais on-line ostentam, de forma geral. De uma maneira sistemática, mas não exclusiva, poderíamos descrever as principais características dos jornais on-line em torno de alguns vectores fundamentais:

 

· interactividade, ou seja, a possibilidade de o receptor participar e interagir com o jornal e até de noticiar e funcionar como fonte de informação; deste modo, assiste-se a um nivelamento do jornalista com o leitor;

 

· hipertexto, ou seja, a possibilidade de se estabelecerem sucessivamente ligações entre textos e outros registos, o que torna o consumo informativo individualizado;

 

· hipermédia, ou seja, a união num único suporte de conteúdos escritos, sonoros e imagéticos, sejam as imagens fixas ou animadas;

 

· glocalidade, ou seja, fabrico local mas alcance mundial;

 

· personalização, ou seja, a possibilidade de o leitor interagir sobre a forma e o conteúdo do jornal, para consumir unicamente o que quer e como quer, dentro dos condicionalismos do software; os alertas noticiosos, o recebimento de um jornal a la carte, o recebimento de newsletters, etc. podem incluir-se na personalização;

 

· instantaneidade, ou seja, a possibilidade de as notícias serem transmitidas no momento em que são finalizadas ou em directo;

 

· apetência pela profundidade através da navegabilidade, ou seja, a possibilidade de o utilizador aprofundar a informação consumida navegando pela Internet de site em site e de página em página, usando hiperligações.

 

Algumas das características dos jornais on-line levantam questões e problemas de vários tipos. Por exemplo, o hipertexto permite ao leitor decidir o seu próprio percurso pela informação, deixando o jornalista sem controle da situação comunicacional, o que poderá gerar significados não pretendidos ou enviusados para as mensagens jornalísticas, que nem sempre são consumidas integralmente pelo leitor. A instantaneidade põe em destaque o estreitar das deadlines, o que representa dificuldades acrescidas para o jornalista em termos de verificação da informação, contrastação de fontes, recuo, contexto e vitória sobre o tempo. A interactividade pode gerar pressões sobre os jornalistas e pode deixar o leitor frustrado quando não vê satisfeitas as suas eventuais solicitações de comunicação. Mas se as características dos jornais-on.line levantam problemas, também oferecem novos horizontes ao jornalismo. A interactividade, por exemplo, permite ao jornalista buscar a informação de várias maneiras, em mais locais e junto de mais pessoas, em todo o mundo.

Na Internet, os jornais on-line não concorrem apenas com outros media, mas também com outros sites. A lógica, porém, não é só de competição. Também é de complementaridade. O leitor pode ter acesso à informação que busca através de hiperligações colocadas propositadamente pelo jornalista no enunciado.

O jornalismo on-line e o aparecimento da Internet colocaram, como é visível, vários desafios e questões ao jornalismo. Neste cenário, há, talvez, duas questões a que os académicos têm procurado responder. A primeira delas prende-se com o futuro dos jornais on-line e dos jornais em suporte papel. A segunda diz respeito ao futuro do próprio jornalismo.

Vamos então à primeira questão - os jornais on-line exterminarão os jornais em papel? A médio prazo pode dizer-se que não. Estudos comprovam que a leitura no ecrã exige cerca de trinta por cento mais de esforço dos olhos do que a leitura em papel e tão cedo não teremos uma tecnologia de ecrãs ou de e-paper capaz de contornar este problema. Além disso, o papel é portátil e manuseável. A isto acresce que os jornais com versões impressas e on-line também têm apostado numa lógica de complementaridade e não de competição entre ambas, com a utilização de serviços on-line, como os votos, os concursos e a consulta de anúncios de classificados, para estimular a adesão aos jornais impressos. O investimento nos meios on-line, por parte dos jornais tradicionais, tem sido, normalmente, bem sucedido. As versões on-line dos jornais tradicionais de qualidade contabilizam-se entre os sites mais acedidos, com tudo o que isso representa em contrapartidas publicitárias. O sucesso das versões on-line dos grandes jornais tradicionais é de tal forma grande que alguns desses jornais já têm conteúdos pagos e conteúdos especiais para assinantes. Mas o preço crescente do papel de jornal, o aparecimento do e-paper e as crescentes potencialidades da informática e das telecomunicações podem, a longo prazo - embora não tão longo quanto isso- contribuir para que o jornal de papel pouco mais venha a ser do que uma peça de museu e para que o jornal on-line e personalizado ascenda ao estrelato.

Passemos, agora, à segunda questão: qual o futuro do jornalismo, num cenário de convergência dos media cujos primeiros indícios se encontram na Internet e na primeira fase da televisão interactiva?

A Internet impôs ao jornalismo mudanças na busca, no processamento e na difusão de informação. Os jornalistas usam a Internet como fonte e como veículo de comunicação com os seus pares, as fontes e os seus superiores. Já vimos, aliás, que o contacto com as fontes pode ser mais intensivo, selectivo e abrangente, o que representa uma vantagem importante. Porém, o excesso de fontes disponíveis também pode representar um acréscimo de stress para o jornalista, na hora de seleccionar fontes e informações e sob o estigma da concorrência. A abundância de informação, incluindo a informação disponibilizada por meios concorrentes, e de fontes na Internet coloca ainda ao jornalista o problema da avaliação da fonte, no que respeita ao interesse, veracidade e importância da informação e credibilidade da própria fonte, num quadro de grande concorrência. A resolução deste impasse poderá residir nas ferramentas habituais do jornalismo: a contrastação de fontes, a rede de facticidade discursiva, a inquirição sobre quando a informação disponível foi elaborada e disponibilizada. Mesmo assim, corre-se o risco de se acentuar o recurso às fontes de rotina, devido à falta de tempo para se avaliarem todas as fontes e informações disponíveis mas relativamente desconhecidas do jornalista, que serão cada vez mais.

A abundância de fontes e de informação é um dos factores que incentivará o processo de especialização jornalística. Só um jornalista crescentemente especializado e capaz de fazer análise e associar ideias e informações poderá mover-se num cenário de super-abundância de recursos informativos. Imaginemos, por exemplo, um jornalista de ciência. Ao ritmo a que cresce a produção científica nos dias que correm, nos diferentes domínios das ciências, será manifestamente impossível para um cientista - e também para um jornalista- conhecer tudo o que é novo. No domínio dos estudos sobre jornalismo e comunicação social, que é a área que mais directamente nos diz respeito, a primeira revista científica, a Journalism Quarterly, nasceu nos anos vinte, nos Estados Unidos; hoje estimam-se que existam vários milhares de revistas científicas sobre comunicação, crescentemente especializadas - dedicadas ao jornalismo, às relações públicas, à publicidade, ao marketing, aos estudos sobre comunicação e cultura, aos estudos sobre comunicação em geral, aos estudos sobre comunicação visual, à história da comunicação, à informação internacional, etc. Este cenário obriga, claramente, a uma especialização crescente por parte dos cientistas e por parte de quem selecciona e descodifica a informação para o grande público, o jornalista, que necessitará, cada vez mais, de possuir formação superior e de fazer formação ao longo da vida, o que nos direcciona para qual deve ser o perfil curricular dos cursos de jornalismo, discussão que não cabe neste colóquio.

A abundância de informações também exerce uma enorme pressão sobre o campo jornalístico, no sentido de tornar mais elásticas as suas fronteiras. Estudos comprovam que desde o advento dos primeiros jornais se tem alargado o leque do noticiável e que este processo se tem acelerado desde as duas últimas décadas do século passado. Como o ciberespaço também é elástico, garantem-se condições para que haja mais notícias, sobre mais temas, nos meios on-line, o que remete para o leitor a tarefa de selecção. Não de uma selecção primária, mas sim de uma selecção secundária, depois do filtro jornalístico. E é precisamente devido à overdose informativa que a generalidade dos académicos, entre os quais me incluo, acredita que o jornalismo como o conhecemos não estará em perigo nos tempos mais próximos, apesar do campo jornalístico também estar a ver diluídas as suas fronteiras em proveito da figura do produtor de conteúdos e não apenas em proveito do aumento dos temas noticiáveis. De facto, num mundo sobre-informado, torna-se premente quem seleccione, processe, sintetize, organize e hierarquize as informações, sendo esta a tarefa que desde sempre foi atribuída ao jornalista e ao jornalismo e que, no futuro, com mais premência, continuará a ser a deles.

O jornalista pode ter deixado de possuir a função quase exclusiva de gatekeeper do espaço público informativo. Os jornais e os restantes meios jornalísticos on-line competem com um número inquantificável de sites onde é possível ir beber directamente a informação, sem passar pelo crivo do jornalista. Assistimos à época da libertação dos conteúdos, cujos primeiros indícios se notaram aquando do escândalo Clinton-Lewinski. O escândalo rebentou no site de um jornalista marginal, o Drudge Report, e só depois os grandes jornais e revistas pegaram nele, apesar de alguns deles já terem a informação sem a terem revelado. O relatório do procurador especial que investigou o caso foi disponibilizado na Internet antes de ser tratado pelos jornais. Mas tirando casos pontuais desse tipo, em que as pessoas recorreram a fontes alternativas não jornalísticas ou para-jornalísticas para encontrar a informação que lhes interessava, no dia a dia as pessoas continuam a preferir - e eu diria até a necessitar- da informação seleccionada, avaliada, hierarquizada, organizada e muitas vezes com uma mais valia de análise e de opinião que lhes é oferecida pelos jornalistas e pelos meios jornalísticos. Por isso, conforme destaquei, a concorrência entre provedores de informação na Internet contribui para modificar o jornalismo, mas também é a sua garantia de sobrevivência e de crescente qualidade.

A questão da qualidade do jornalismo on-line põe-se também sob outro prisma: a do aproveitamento das potencialidades da Internet e a da adaptação da linguagem jornalística às características deste novo meio. Já dissemos aqui várias vezes que uma das coisas que a Internet trouxe de novo foi a convergência mediática num único suporte. Porém, estudos comprovam que raramente os jornalistas e os meios jornalísticos tiram da Internet todo o proveito que poderiam tirar. As notícias disponíveis continuam muitas vezes a ser apenas texto e não um espaço multimédia, mesmo que assente no texto. Grande parte das imagens e gráficos são estáticos. Os textos são muitas vezes longos, ignorando que os diversos estudos que têm sido realizados sobre legibilidade na Internet reforçam a ideia de que os textos devem ser curtos e conclusivos, sendo acedidos através de hiperligações - é ao utilizador que cabe passar de texto para texto, consoante a sua necessidade de informação. Isto não impede que textos maiores e mais densos não possam ser colocados on-line, inclusivamente para poderem ser impressos. É óbvio que podem e devem, mas desde que sejam acessíveis através de hiperligações incluídas em sumários dos mesmos. De qualquer maneira, a ideia principal que eu queria transmitir é, como disse, a de que os jornalistas e os meios jornalísticos tendem a não aproveitar todas as potencialidades expressivas da Internet no fabrico da webnotícia, mas é importante que o façam, ainda que isso exija esforço e a aquisição de novas competências técnicas por parte dos jornalistas.

Isto leva-nos a outra questão já aflorada - a da formação do jornalista em geral e do ciberjornalista em particular. Um jornalista bem preparado, na actualidade, tem de dominar a linguagem e a técnica de diferentes meios e de especializar-se em determinados conteúdos, para poder encontrar a melhor informação num espaço sobre-informado, o que implica uma reformulação nos curricula dos cursos que formam jornalistas, ideia que, digo-o mais uma vez, não quero aprofundar porque não é este o espaço ideal.

O ciberjornalista também tem de ser um jornalista mais preocupado com o leitor. De uma forma ou de outra, o ciberjornalista tem de ter mais presente o leitor na notícia, pois o leitor não apenas determinará o sucesso ou insucesso do jornalista como também poderá interagir mais com o jornalista e até com as fontes referenciadas nas notícias e ainda determinará a sequência de navegação entre a informação que lhe é oferecida em várias páginas e sites. O ciberleitor é mais do que um leitor tradicional, pois é pro-activo e não passivo ou reactivo. Aliás, o próprio medium lhe exige essa postura pro-activa, de interactividade forçada.

Finalmente, uma derradeira questão tem aflorado entre os académicos que se dedicam aos estudos jornalísticos - o jornalismo on-line exige uma nova ética? A resposta mais comum tem sido a de que os grandes valores jornalísticos devem ser reforçados - o rigor, a intenção de verdade, a intenção de objectividade, os princípios da verificação da informação e da contrastação de fontes, etc. Talvez não haja, assim, nada de verdadeiramente novo no campo da ética profissional, mas sim a reformulação da postura ética tendo em conta as novas variáveis trazidas pelo ciberjornalismo. Por exemplo, se o jornalista vai a um chat em busca de informações, deve identificar-se como jornalista ou não? Que links devem ser colocados numa notícia? Como ultrapassar o problema da instantaneidade e como e quando corrigir informação falsa? Como distinguir informação de publicidade, reportagem e aquilo que Manuel Carlos Chaparro chama reportagem de mercado? São questões ao mesmo tempo novas e velhas que parecem confirmar que os valores que norteiam a profissão de jornalista são os valores que a devem nortear no futuro e que num mundo sobre-informado, no qual há fortes pressões tendentes a diluir as fronteiras do campo jornalístico, a imposição dessas fronteiras, desses limites, àquilo que é e não é jornalismo, se torna ainda mais necessária.

sumário