CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PARTICIPA NO 3º ENCONTRO "COMUNICAÇÃO SOCIAL NO MUNDO RURAL"
Luís Miguel Oliveira de Barros Cardoso
Docente do Curso de Comunicação Social
Relembramos, no conjunto de textos que se segue, a participação de uma delegação do Curso de Comunicação Social no 3º Encontro "Comunicação Social no Mundo Rural", realizado em Vouzela e organizado pela Câmara Municipal.
Do vasto leque de intervenções, salientamos, em síntese, a estrutura temática deste Encontro.

O primeiro painel reflectiu sobre os Órgãos de Comunicação Social locais face à educação, emigração, cidadania, poder local e a rádio no mundo.
Conclusões
- O jornal escolar é um instrumento informativo e formativo, não só no âmbito escolar, mas também no âmbito da comunidade envolvente;
- O jornal local é uma "ponte" essencial na ligação entre os membros de uma comunidade, ultrapassando as dificuldades geográficas e criando laços constantes de informação e de espírito;
- A imprensa regional deve ser uma referência da comunidade, dos seus valores, da sua identidade, e deve contribuir para a valorização da cidadania;
- As rádios locais têm uma função relevantíssima para a preservação das características e de valores locais, devendo procurar uma posição de independência e de rigor.

O segundo painel foi promovido pelo Curso de Comunicação Social da Escola Superior de Educação de Viseu. Relativamente à comunicação apresentada, destacamos os seguintes vectores temáticos:
- Nos dias de hoje, as esferas da comunicação encontram-se entre a espiral da massificação informativa e o labirinto dos valores;
- Deve-se substituir a cultura da informação padronizada, a visão mercadológica, pela cultura da pluralidade;
- A espiral deve ser contrariada pela "contra – espiral", ou seja, a globalização deve ser contrariada pela "glocalização";
- Para ultrapassar o labirinto da informação, devemos propiciar ao futuro profissional da Comunicação Social uma formação ética e deontologiacamente forte, que crie no destinatário da informação uma consciência viva para a cidadania.
O terceiro painel foi iniciado pelo Dr. Álvares de Carvalho. Da sua intervenção, destacamos o problema dos direitos de antena que constituem uma área complexa e que deveria privilegiar a realidade municipal, o direito à diferença e à cultura.
A segunda intervenção foi levada a cabo pelo Dr. Hernâni Carvalho. Da sua intervenção, destacamos os seguintes elementos:

- O jornalismo de guerra é uma experiência – limite, paga, muitas vezes, com a própria vida;
- É importante reflectir sobre a cobertura jornalística de guerra, considerando, em primeiro lugar, o desempenho do jornalísta para além dos órgãos de comunicação social que representam;
- Devemos reflectir sobre a informação jornalística, conforntar fontes para se construir a verdade, para além da "verdade conveniente" das visões unilaterais;
- O papel do jornalista de guerra é procurar a realidade dos factos (e não reproduzir as informações que recebe), verificar as fontes, investigar os acontecimentos, optar pela verdade e assumir plenamente esta escolha.
sumário