Entrevista Manuel Martins e Paulo Bruno Alves

Fotos Luís Miguel Cardoso

Forum Media entrevistou o Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Professor Doutor João Pedro de Barros, para conhecer o passado, o presente e o futuro do ISPV, em geral, e do Curso de Comunicação Social, em particular.

"Enquanto não conseguirmos atingir todos os objectivos que definimos como relevantes para o desenvolvimento de Viseu e região não estaremos nunca satisfeitos."

Forum Media - De quem partiu a ideia da criação de uma Escola Superior de Educação em Viseu já que, e pelo que julgamos saber, a verdadeira história está por contar?

 

Presidente do IPV - Sim, a verdadeira história está por contar. A ideia partiu, obviamente, do governo sombra do PSD no tempo do Dr. Francisco Sá Carneiro sendo potencial Ministro da Educação o Prof. Victor Crespo, como veio a acontecer. Estamos em plena Aliança Democrática.

A história da criação e implementação continua por contar e estou mesmo convencido que vai continuar a ficar muita coisa na penumbra por, talvez ainda não seja o tempo oportuno.

O que se pode, desde já, adiantar é que o seu aparecimento teve dois momentos bem diferentes nomeadamente os que se referem à criação e o que concerne ao início do seu funcionamento.

A criação?

O seu início teve lugar num encontro para o qual fui convidado expressamente e ao qual assistiram algumas outras pessoas. Nessa reunião o Senhor Professor Victor Crespo convidou-me para fazer parte de uma possível Comissão Instaladora da Escola Superior de Educação.

É evidente que aceitei o desafio sem saber muito bem o que era uma Escola Superior de Educação, sabia apenas que representava um desafio e eu deliro com desafios.

É preciso lembrar que a aceitação representava a minha saída do cargo de Director da Escola do Magistério Primário, então um cargo de enorme relevância a nível nacional e para o qual entrei por eleição directa pelos meus colegas de então.

A partir do momento em que aceitei e o Governo tomou posse entrou a Escola do Magistério num processo de esvaziamento começando por não ter alunos no 1º ano.

Os problemas estavam ainda para aparecer. É que o Magistério Primário ficou desactivado e a Escola Superior de Educação não fazia a sua aparição como tinha ficado combinado.

Fui entretanto nomeado Governador Civil em 1980 tendo, então, possibilidade de interferir mais directamente no processo de funcionamento da cobiçada e esperada Escola Superior de Educação de Viseu.

Aqui começa uma parte perfeitamente desconhecida do grande público em geral e do de Viseu em particular.

A Escola Superior estava criada no papel mas não havia autorização do seu funcionamento e, por conseguinte, da sua entrada em funções.

Foi, então, necessário montar uma estratégia que possibilitasse a autorização da sua abertura que contava com enormes oposições como se veio a verificar mais tarde pelos lobies de poder que verificámos existirem em Portugal na área das estruturas de Ensino Superior.

É que, com a abertura de uma qualquer escola de Ensino Superior viabilizava-se o aparecimento de uma estrutura concorrente que era, no seu todo, e na sua maior extensão, o Ensino Politécnico como se veio a verificar e que, hoje, conta com 42% dos alunos do ensino superior em Portugal.

A estratégia foi bem montada por mim e pelo Senhor Dr. João Tavares Salgado, ao tempo Chefe de Gabinete do Senhor Primeiro Ministro, Dr. Francisco Balsemão. A autorização foi dada, o Senhor General Ramalho Eanes, Presidente da República, promulgou-a no dia imediato e o Senhor Ministro da Educação teve conhecimento quase só pelo Diário da República.

A Escola Superior de Educação iniciou as suas actividades em Março de 1983.

Note-se que nem toda a dimensão da estratégia fica aqui apresentada. O resto virá a seu tempo. Bom é poder verificar, hoje, que, com o início das actividades da Escola Superior de Educação, se deu verdadeiramente início ao surgimento em Portugal de um novo paradigma de Ensino Superior, isto é, fez o seu aparecimento a um Portugal espantado, o ensino politécnico com créditos firmados em países como a Alemanha há mais de cem anos. Portugal é assim, nunca sabe muito bem o que quer.

 

Forum Media - O período de 1983 a 88 foi complicado?

 

Presidente do IPV - Foi muito complicado e muito cansativo. Vivíamos um período de enorme entropia legislativa que possibilitou enganos entre os professores que, entretanto, tinham sido colocados na Escola para apoiar os estágios pedagógicos. Esta situação, mal definida pelo Ministério da Educação, induziu em erro todos esses docentes possibilitando confrontos verbais e a publicação de artigos em jornais de âmbito local , regional e nacional.

Houve muitas perseguições, incompreensões, movimentos saudosistas de professores do antigo Magistério, bem escondidos da opinião pública, com exposições a solicitar a reabertura da Escola e aproveitando para me zurzirem por a ter desactivado sem ter de imediato posto a funcionar a Escola Superior.

"Somos uma das instituições de ensino superior politécnico e mesmo universitário em Portugal que possui mais pós-graduados."

 

Tive a oportunidade de conhecer todos estes movimentos por ter regressado ao Governo Civil em 1986 e ter encontrado esses documentos. Ficam para a História para que os Visienses fiquem a saber quem sempre esteve com eles e quem apenas deles se serviu para se alcandorar a posições de algum relevo.

Sinceramente, penso que valeu a pena. Hoje, temos uma Instituição bem alicerçada, com créditos bem firmados, fazendo esquecer os momentos menos bons que apenas serviram para nos motivarem ainda mais.

Mas que foram anos terríveis, isso foram.

 

Forum Media - Quais foram as verdadeiras razões para a criação de um pólo da ESEV em Lamego?

 

Presidente do IPV - Lamego foi sempre para mim uma verdadeira paixão desde pequeno. Sou transmontano, vivi muitos anos em Chaves até vir para Viseu com 10 anos e recordo que, ainda a viver nessa metrópole flaviense, Lamego era já qualquer coisa de mais além.

Mais tarde, já investido de funções políticas, lutei muito para manter o distrito unido tentando levar para essa pérola do Douro tudo quanto pudesse engrandecê-la.

Lamego tinha uma Escola do Magistério que ficou desactivada como aconteceu em Viseu. Era preciso dotar essa região com um equipamento que substituísse o que lhe tinha sido retirado. Foi o que fizemos criando um pólo da Educação e preparando com objectividade a criação de uma instituição autónoma. Assim aconteceu embora não fosse exactamente o que desejávamos. Queríamos uma Escola Politécnica que abrangesse várias áreas científicas e não só uma Escola de Tecnologia e Gestão que, na sua essência, pode ser entendida numa perspectiva redutora inclusive geradora de conflitos com a Escola de Tecnologia e Gestão de Viseu. O que nós desejávamos para Lamego era uma Instituição com um perfil mais abrangente. Mas foi o que se conseguiu nas dificílimas negociações com o Ministério. Competirá agora às entidades públicas e políticas desenvolver actividades compatíveis com as respectivas ambições locais.

Estamos conscientes que tudo fizemos para que em Lamego existisse um ensino de qualidade. Vamos aguardar.

 

Forum Media - Novas Escolas implicam novas estruturas?

 

Presidente do IPV - Certamente. E por isso desde muito cedo iniciámos estudos nesse sentido.

Mas convém esclarecer com verdade que não foi a nossa primeira e mais significativa prioridade. A maior preocupação foi sem dúvida a formação científica dos nossos docentes. Sempre pensámos que era por aqui que deveríamos começar por termos a consciência que, mais tarde ou mais cedo, teríamos que nos confrontar com critérios de qualidade dos dois subsistemas de ensino superior. Alguns anos, apenas, bastaram para nos darem razão. Somos uma das instituições de ensino superior politécnico e mesmo universitário em Portugal que possui mais pós-graduados. E não será por acaso que se nota uma significativa preferência dos estudantes portugueses pelo nosso Instituto.

É evidente que tivemos também em atenção a questão das novas estruturas. Por isso, desde cedo, começámos a conceber um plano global para instalarmos todas as unidades orgânicas no mesmo local, ou seja, criar um Campus moderno que dignificasse não só todos quanto nele trabalhassem como inclusive honrasse a própria cidade de Viseu e o distrito.

Assim, recuperámos o edifício da antiga escola do Magistério para nele instalar a Escola de Educação tendo-se investido cerca de 300 mil contos nessa obra.

Construiu-se a moderna e funcional Escola de Tecnologia, já pequena para tantos alunos, duas residências para estudantes, um magnífico parque de jogos, estando em construção o edifício da Presidência do Instituto, Serviços Centrais e Serviços Sociais, com inauguração prevista para Outubro do ano 2000. Ainda durante este ano lectivo lançaremos a construção de mais duas residências bem como do moderno edifício da Escola Agrária. Este conjunto de equipamentos custarão cerca de 2 milhões de contos, grande parte dois quais da responsabilidade das verbas geradas pelo próprio Instituto.

Está igualmente previsto a construção no Campus, ainda este ano, um pavilhão gimno-desportivo, balneários e um equipamento para refeições rápidas de apoio ao desporto.

Estamos convictos de que estamos a construir o futuro de que fala Shumacher quando refere "que só vale a pena falar no futuro quando se começa a agir no presente".

A Escola de Educação entrou em projecto preliminar devendo instalar-se também no Campus onde tem terreno já demarcado.

 

Forum Media - De facto, o que é o ISPV, dado que um recente trabalho elaborado por uma colega de Comunicação Social, revela que a Instituição ainda hoje é pouco conhecida?

 

Presidente do IPV - O Instituto Politécnico é uma instituição de ensino superior , ainda muito jovem, que tem de vida pouco mais de década e meia. Quando comparamos a sua idade com o outro subsistema de ensino superior, com mais de 8 séculos, tornam-se claras as razões que conduzem ao menor conhecimento por parte da opinião pública do que é o ensino politécnico no seu todo.

Quando falamos em opinião pública temos que nos precaver, como refere Karl Popper, contra uma quantidade de mitos muitas vezes aceites sem qualquer crítica. Acrescenta Popper que bastaria lembrar a afirmação "vox populi ,voz dei" que atribui à voz do povo uma espécie de autoridade e de sabedoria definitivas para termos a consciência de quão complexa é a opinião pública.

A opinião pública faz-se muitas vezes sem sabermos bem como. Se assim é, temos que admitir que está feita à medida do tempo de vida do subsistema universitário. È uma realidade que, pensamos, tem vindo a alterar-se com o decorrer do tempo.

O trabalho a que fazem referência e a que o Instituto deu todo o apoio, chega a conclusões aceitáveis, mas de algum modo ultrapassadas quando verificamos que esgotámos completamente na primeira fase de ingresso no ensino superior as vagas que pusemos a concurso. Ou seja entraram 1497 novos alunos enquanto muitas Universidades, mesmo as mais antigas, ficaram com muitas vagas por preencher.

Sinceramente pensamos que algo está a mudar na própria opinião pública.

Lembro-me sempre de uma afirmação do General Ramalho Eanes quando em determinada altura afirmou que os "votos não têm cheiro". Os grandes empresários também sabem que os técnicos não têm cheiro. Querem os melhores e por isso, segundo o Instituto Nacional de Estatística, em trabalho recente, conclui que o desemprego é menor nos licenciados dos institutos e que a remuneração atribuída é maior para os nossos licenciados .

Tirem os vossos leitores as conclusões.

 

Forum Media - Não está preocupado com os indicadores que apontam para uma estabilização do número de alunos no ensino superior?

 

Presidente do ISPV - Não, pelo contrário, estou aflito porque temos alunos a mais. Já estão a transformar garagens em salas de aula, lá em cima, no edifício novo da Tecnologia, e já estamos a prever nos próximos anos construir mais dois blocos na Escola de Tecnologia, no seguimento daquilo que já existe. Só a Gestão, neste momento, tem quase tantos alunos como a Universidade Católica em Viseu.

 

Forum Media - Qual tem sido a receptividade por parte do Governo face a este crescimento do ISPV nomeadamente ao nível financeiro?

 

Presidente do ISPV - Pode desagradar a muita gente, mas não temos tido grandes problemas de financiamento. Não abunda, obviamente, mas não é por falta de dinheiro que nós não fazemos as coisas. O Governo tem atribuído o dinheiro em função das nossas criteriosas necessidades. O Governo sabe que a nossa Instituição tem feito uma aplicação visível do dinheiro e em conformidade com os interesses dos alunos e do País.

 

Forum Media - Esta evolução, em apenas quinze anos, revela uma boa gestão ou, por outro lado, é uma consequência das reivindicações da própria comunidade?

 

Presidente do ISPV - Revela ,obviamente uma boa gestão e também a existência de uma óptima equipa de trabalho que se conseguiu.

Lamento que a opinião pública da nossa região leve tanto tempo a concluir que tem na cidade de Viseu uma instituição, como a nossa, que tem vindo a colaborar numa verdadeira revolução económica, social e de estruturas mentais.

Que retém a nossa massa cinzenta impedindo que ela vá enriquecer outras regiões do país, que impede a desertificação do nosso interior, que cria riqueza, que desenvolve a economia e fomenta a unidade da família.

A questão que se nos coloca é saber se a simples mudança de nome de Instituto para Universidade altera a capacidade científica da instituição ou se é apenas uma questão social intolerável neste fim de milénio. Gostaria de lembrar aos mais cépticos que Albert Einstein se licenciou no Instituto Politécnico de Genéve na Suiça.

Temos a plena consciência de que estamos a trabalhar para os jovens da nossa região e também do país. É só isso que nos interessa . O resto são questões menores que a própria evolução do sistema vai ultrapassar.

A verdade é que temos nas várias formações quase 7 mil alunos e 400 professores evoluindo até ao fim do próximo ano para os 100 doutores e 200 mestrados, e 35 licenciaturas. Em colaboração com o ISCTE e com a Universidade de Salamanca estamos a fazer mestrados e doutoramentos e, se tudo se desenvolver como esperamos, dentro de muito pouco tempo ficaremos com a possibilidade legal de formarmos completamente o nosso corpo docente.

Como se pode ver em 15 anos fez-se obra em Viseu .É pouco? É preciso pressionar todos os actores sociais, políticos e outros para uma colaboração mais intensa sem preconceitos ou má fé.

Forum Media - Quais seriam os caminhos a trilhar pelo ensino Superior Politécnico para se diferenciar do outro sistema?

Presidente do ISPV - A diferenciação está definida pela lei de bases do sistema educativo e nós queremos continuar a trilhar essa diferença. Quem não quer são exactamente as universidades que tudo têm feito para se aproximar do modelo politécnico naquilo que constituía de mais positivo o nosso paradigma.

Presentemente temos cerca de 42% do total de alunos do ensino superior em Portugal. Em Viseu, como já afirmei, nas várias formações possuímos quase 7 mil alunos em apenas três escolas e pólo de Lamego. Se juntarmos a estas a Enfermagem , a Saúde (prometida pelo governo) e ainda a Escola de Comunicação e Artes e a unidade orgânica de Lamego, poderemos aspirar aos 9 mil alunos e aproximarmo-nos da nossa meta que são os 10 mil.

Continuaremos, sem desfalecimentos, a lutar por mais alternativas para os jovens portugueses em geral e para os da nossa região em particular.

 

Forum Media - A aposta futura passa pelo aumento quantitativo ou qualitativo?

 

Presidente do ISPV - O futuro passa obviamente pelo aumento qualitativo e quantitativo como já referi até à exaustão nas respostas anteriores e sem desfalecimentos. A motivação é enorme. Vamos continuar a lutar.

 

Forum Media - A criação de um Curso de Comunicação Social enquadra-se nessa filosofia e na resposta de qualidade imposta pela realidade social? Que objectivos presidiram à sua criação?

 

Presidente do ISPV - Melhorar a qualidade da Comunicação Social e aumentar o leque de oportunidades de formação.

 

Forum Media - A criação deste curso implicou contactos com outras instituições existentes no nosso país?

 

Presidente do ISPV - Na criação deste curso, comecei por ver o que estava a acontecer em Lisboa, no Instituto Politécnico, onde funciona um curso de Comunicação Social e onde praticamente todos os jornalistas de top a nível nacional são professores. Procurei saber como as coisas se faziam, o que se atingia com aquela formação e depois, tendo nós a consciência do que entendia que devia ser um curso de Comunicação Social e recebendo os ensinamentos que eles nos deram, pedindo inclusivamente a alguns dos nossos professores que se deslocassem a Lisboa para terem reuniões e para verem como funcionava, é que realmente o curso foi criado.

"Pretendemos criar uma escola que não seja só um curso, mas uma escola com outras dimensões, que possa realmente ser, depois apetrechada com tudo aquilo que sejam as modernas tecnologias e num espaço condigno, com autonomia, para instalar a Comunicação e as Artes, uma escola que venha ao encontro do nosso património cultural."

 

Foi criado quase como um curso de formação de professores, porque não havia no início uma grande preocupação com a especificidade. Aliás, inicialmente, pretendia-se que os jornalistas e os homens da comunicação aprendessem literatura, português, uma língua estrangeira e outras coisas, para alargarem horizontes, para depois poderem fazer uma formação compatível.

Digamos que observámos quanto havia de melhor no País e depois avançámos para a criação do curso.

Forum Media - Criado o Curso de Comunicação Social foi tornada pública a sua vontade de o integrar numa Escola Superior de Comunicação e Artes.

 

Presidente do ISPV - Exactamente. Pretendemos criar uma escola que não seja só um curso, mas uma escola com outras dimensões, que possa realmente ser, depois apetrechada com tudo aquilo que sejam as modernas tecnologias e num espaço condigno, com autonomia, para instalar a Comunicação e as Artes, uma escola que venha ao encontro do nosso património cultural. Nós somos das regiões do país que tem maior património cultural. Fico profundamente admirado quando vejo que há nas outras regiões escolas de Artes, e nós, que temos todas as condições para as ter aguardamos ainda com paciência a sua criação. Portanto, temos aqui um conjunto de potencialidades que urge desenvolver através da criação de um saber científico que venha alojar-se entre nós e que possamos tirar partido disso. Não é crível que nós tenhamos que ir buscar indivíduos a Braga para vir aqui fazer a pintura das nossas igrejas, das talhas douradas, etc. Devem ser os nossos técnicos que aqui têm de ser formados, a realizar esses trabalhos, para podermos realmente dinamizar a nossa região.

 

Forum Media - A futura Escola Superior de Comunicação e Artes estará vocacionada só para cursos de âmbito cultural e artístico?

 

Presidente do ISPV - Depois da escola estar criada, será a equipa de dirigentes e de professores e o Conselho Consultivo que fará uma auscultação ao mercado e verá aquilo que melhor interessa à Instituição. O tempo do «magister dixit» acabou, pelo que tudo tem de ser feito de comum acordo e em função das reais necessidades.

Forum Media - Conhecida e reconhecida a sua capacidade de liderança e a evolução do ISPV, em apenas 15 anos, tem algum limite na sua ambição pessoal?

 

Presidente do ISPV - A minha ambição pessoal tem limites. Mas a minha ambição institucional não os tem realmente. Nesse campo os limites são os do mundo inteiro.

Enquanto não conseguirmos atingir todos os objectivos que definimos como relevantes para o desenvolvimento de Viseu e região não estaremos nunca satisfeitos.

Fomos sempre assim e não será agora que iremos mudar.

 

Forum Media - Aceita que o ISPV é a maior obra na história recente de Viseu?

 

Presidente do ISPV - É indiscutivelmente uma das maiores obras do século. O Instituto tem gerado todas as condições para reter massa cinzenta e dinamizar o tecido produtivo. São muitas as empresas que se têm alojado entre nós (distrito) porque sabem que formamos os técnicos necessários ao seu funcionamento. A AIRV (Associação Industrial da Região de Viseu) tem um estudo, aliás feito por professores do curso de Gestão, que demonstram bem a relevância da Instituição Politécnica para o desenvolvimento integrado de toda esta grande região. Só não vê quem não quer ou é cego de espírito. Se não é a maior, é pelo menos, das maiores. Onde estão as outras?

PÁGINA PRINCIPAL ½ ISPV em crescendo