à memória de ...

 

 

 

 

Percurso pela poesia e pela pintura de nomes que em Viseu nasceram ou viveram uma parte das suas vidas, O Regresso à Condição junta em livro e em exposição alguns dos mais proeminentes criadores do distrito e região de Viseu.

Geografia do pensamento, de emoções e de linguagens que o disseminam, O Regresso à Condição é, simultaneamente, produção e reprodução de uma identidade cultural fortemente eivada de experiências e influências polifacetadas de universalismo.

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António Quadros (Santiago de Besteiros, 1933 - Santiago de Besteiros, 1994).

António Augusto de Melo Lucena e Quadros, de seu nome completo. Frequentou a E.S.B.A.L., posterior transferência para a E.S.B.A.P. (hoje, F.B.A.U.P.), onde cursou pintura e se diplomou com uma tese - Óleo Sobre Tela de Serapilheira (1961). A segunda metade dos anos 50 foi o artista polifacetado que era o Quadros, de intensa produção e alguma visibilidade, mais conhecido no Porto, onde vivia e granjeou a fama merecida de talentoso pintor, virtuoso desenhador, inovador esteta e competente pedagogo. Estudou ainda pintura e gravura em Paris, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (1858 e 1959). Expôs individualmente no Porto, Lisboa e Lourenço Marques. Participou em inúmeras exposições colectivas nacionais, destacando-se as realizadas na Sociedade Nacional de Belas Artes, (Lisboa), e outras colectivas em Lisboa, Porto e Viseu. Realizou exposições no estrangeiro, I Bienal de Paris (1959) V e VII Bienais de S. Paulo, entre outras exposições colectivas em Lugano, Roma, Génova, Pretória, Durban, Bruxelas, Hanover, Madrid, Barcelona e Paris. Esteve representado em grandes mostras. Foi distinguido com o Prémio Marques de Oliveira (1955); Prémio Armando de Basto (1956); Prémio Domingos Sequeira (1960); Prémio Nacional de Design (1966); Prémio da Crítica, Paris (1969), e ainda o Grande Prémio, da Fundação Calouste Gulbenkian (1958/59). Está representado em colecções do estado, nomeadamente no Ministério da Cultura, na colecção permanente da Fundação Calouste Gulbenkian e em prestigiadas colecções particulares, nacionais e estrangeiras.

João Pedro Grabato Dias. Heterónimo de António Quadros.

Detentor de uma "extraordinária 'fauna léxica' que a um tempo nos subjuga e desorienta" (Eugénio Lisboa dixit). Co-editor e co-director, com Rui Knopfli, dos cadernos de poesia Caliban. Poeta e pintor, mas também professor, cenógrafo, letrista, maquetista, arquitecto, urbanista, apicultor, jardineiro, pecuário, eis um dos mais famosos artistas portugueses: "Humor, minha automática secreta" (40 e Tal Sonetos de Amor e Circunstância e Uma Canção Desesperada).