Prefácio

 

A dinâmica científica que se instalou no Instituto Superior Politécnico de Viseu permite pensar numa evolução positiva rumo à qualidade formativa que se exige num país que, definitivamente, quer trilhar os tortuosos e difíceis caminhos de Bolonha.

Tal determinação exige, obviamente, um enorme esforço de todos os actores do acto educativo/formativo, nomeadamente os professores. E não encontramos nenhuma métrica que permita avaliar a qualidade que não seja através das respectivas graduações científicas. Voon Shiller ao vincular-se à ideia de que muitos julgam segundo a aparência e muito poucos segundo a essência pretendeu, assim pensamos, comunicar-nos que só através de grande qualidade poderemos atingir a excelência pretendida.

Nesta perspectiva se têm orientado as nossas preocupações, ajudando a construir nesta casa uma nova mentalidade motivadora para todos quantos nela exercem uma actividade científica, social e artística, caracterizadora de uma relevante evolução antropológica.

Sabemos, hoje, que o mundo é plano e que, de acordo com esta constatação, só se evolui através da permanente procura do encontrável, do que se transforma na esclarecida perspectiva de Lavoisier. Só a formação e evolução científica o permitirá. Por isso renegaremos sempre uma instituição que apenas aspire a ter professores que vivam numa espécie de quinta dimensão entre o mundo plano e o meio plano (Friedman, Thomas. O Mundo é Plano, pág. 421).

  Uma instituição só terá visibilidade epistemológica positiva se os seus professores tiverem no seu horizonte como objectivo atingir a excelência através da permanente evolução científica e também pedagógica.

Este opúsculo pretende dar a conhecer à nossa comunidade o trabalho de investigação realizado pelos nossos professores com o objectivo de obter graduações.

Num arco temporal de meses teremos atingido a centena e meia de doutores e as três centenas de mestres. Não sendo ainda o óptimo é já o muito razoável para uma instituição tão jovem como a nossa.

A espera de uma alegria, também é uma alegria e é com este estado de espírito que cumprimento todos quantos continuam a trabalhar cientificamente para que consigamos um país mais culto e, por isso, mais moderno e mais competitivo na perspectiva da agenda de Lisboa (2000).

 

 

João Pedro Antas de Barros

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