O Professor Evangelista Loureiro

 

Omito a apresentação do Senhor Professor Evangelista Loureiro, neste contexto, porque a mesma está inserida, mais adiante, na sessão solene do início das actividades académicas da ESEV.

Falar do Senhor Professor Doutor Evangelista Loureiro, em tão curto espaço, afigura-se-me difícil, mas é necessário. Estamos perante uma personalidade que foi efectivamente um dinamizador e pioneiro no âmbito do Projecto das Escolas Superiores de Educação e que se manteve no processo até à sua morte, em 1986. Na verdade, além da sua intervenção na reforma de Veiga Simão, ele fez parte do grupo de trabalho que elaborou o famoso "Projecto Preliminar das Escolas Superiores de Educação", um documento que serviu de base de trabalho para todas as Comissões Instaladoras e continuou a ser o suporte de projectos e legislações ainda vigentes.

No que respeita à Escola Superior de Educação de Viseu, importa salientar que esta Instituição, há muito, lhe deve uma homenagem com a dimensão que a recordação da sua pessoa, da sua obra e da sua intervenção, em prol do seu arranque e do seu prestígio, merece. Não acredito que o dever dessa homenagem tenha sido esquecido, mas não posso deixar passar impune o facto de, inexplicavelmente, ainda não ter ocorrido. Tanto mais que, julgo eu, o Senhor Professor Loureiro pertencia ao Conselho Científico da ESEV, à data da sua morte.

Mas, a melhor homenagem que, neste contexto, posso render à sua presença na comunidade educativa, é dar a conhecer uma das conferências que proferiu na ESEV, em 1981, integrada no já referido programa de formação contínua com que se iniciou o processo de divulgação da Instituição e de animação pedagógica e cultural da comunidade envolvente. Todavia, não poderia encerrar esta modesta invocação da sua obra, enquanto colaborador da ESEV, sem uma breve referência à sua postura como pessoa. Com efeito, se é certo que ele impressionava qualquer um devido à sua inteligência e saber, parece-me que ninguém ficava indiferente perante determinados traços de personalidade que o caracterizavam, dos quais saliento a simpatia, o humanitarismo, a sinceridade e o dinamismo com que contagiava todos. E curioso será referir que, para além da linguagem, eram os olhos e os gestos os principais agentes reveladores e transmissores do seu inconfundível carácter.

 

Obrigada, Professor.

SUMÁRIO