UM PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA: SINCLAIR LEWIS

 

ANA MARIA MARQUES DA COSTA *

 

 

Numa altura em que nos alegramos com a atribuição do Prémio Nobel a um escritor português, pareceu-nos justo evocar o primeiro escritor americano a ser galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.

A nossa humilde homenagem resume-se a um sucinto apontamento bio-bibliográfico, onde procuraremos delinear algumas das suas principais obras e seus vectores temáticos, não descurando algumas achegas relativas à vida do autor, por nos parecerem elementos elucidativos e indispensáveis para uma visão mais sólida do seu universo ficcional.

Sinclair Lewis, de seu nome Harry, nasceu a 7 de Fevereiro de 1885 em Sauk Center, Minnesota.

A personalidade e carreira do escritor desvelam claramente as cicatrizes de uma infância infeliz, marcada por um sentimento de inferioridade em relação ao irmão mais velho, pela presença austera de um pai inflexível, e em nada edulcorada pela ternura de uma mãe que, quando não estava ausente, se encontrava fragilizada por motivos de saúde.

Efectivamente, embora os seus escritos de cariz autobiográfico descrevam a infância e adolescência do autor como sendo um período feliz, o facto é que os diários não publicados evidenciam uma realidade bem diferente.

Segundo nos diz Mark Schorer, Harry Sinclair Lewis era a antítese perfeita de seu irmão Claude: "Claude was in every way what Harry was not: sensible, steady, well-organized, happy, gregarious, good looking and well-built, gifted at sports and at hunting and fishing, unimaginative, shrewd with money and thrifty, ambitious"1. Ao que tudo indica, as qualidades de Claude eram muito apreciadas pelo seu irmão mais novo, que, em 1947, confessa: "for sixty years I have tried to impress my brother Claude"2. Por sua vez, Fred, o irmão mais velho (possivelmente devido à grande diferença de idade que os separava), quase não passava de um estranho para Harry. Numa carta datada de 20 de Janeiro de 1947, Sinclair Lewis escreve a um amigo: "the sad thing was that my brother, Fred, died suddendly last Tuesday, from a coronary. He was so much older than I and so different in his interests that I did not know him very well and the only really sad thing about it to me was the thought of how many amusing things and pleasant places he has missed in his life (...)"3.

Quanto ao Dr. Edwin J. Lewis, pai de Sinclair Lewis, sabe-se que era dotado de um temperamento metódico e disciplinado: "The whole town set its clocks by Dr. Lewis's walk down Main Street to his office. On the dot of seven each morning he appeared. When he had lighted the fires and prepared his office for the day, he reappeared and walked home. It was then exactly 7:15. Year in, year out the time never varied"4. Mas havia também quem acusasse o laborioso médico de ser: "(...) dictatorial, harsh and a bit cruel (...)"5.

Também o facto de ter nascido em Sauk Center, e de aí ter vivido durante a sua infância e adolescência, funcionou como um amargo viático que os anos futuros não conseguiram derrogar, e que a sua criação literária bem evidencia.

Foi graças à sua passagem por Yale - onde ingressou aos dezassete anos, depois de um curso de preparação em Oberlin -, às suas reiteradas viagens ao velho continente europeu e ao seu primeiro casamento (com Grace Livingstone Hegger, uma mulher proveniente de um estrato sócio-económico superior ao seu), que o romancista se pôde aperceber da existência de um hiato profundo entre o contexto provinciano em que fora educado e os meios cosmopolitas das cidades do Leste.

O confronto Leste/Oeste constitui, aliás, o eixo cardinal de onde dimanam os fios que estruturam a teia narrativa dos seus romances.

Nos seus "apprenticeship novels"6 Sinclair Lewis exalta as virtudes do Oeste: os heróis e heroínas são seres inocentes e puros, em resultado do seu convívio com os ventos regeneradores de uma paisagem virgem e de um espaço por desbravar.

Main Street, publicado em 1920, assinala, por isso, uma ruptura com a concepção diegética a partir da qual se haviam estruturado as obras anteriores do romancista.

De facto, até aquela data, um conjunto de escritores, incluindo o próprio Lewis, haviam tentado perpetuar o mito de que as pequenas vilas do Middlewest eram, "approximately paradise".

Opondo-se a esta noção, Sinclair Lewis explora, em Main Street, o tema da província como locus horrendus explicável à luz de um conjunto de circunstâncias que ousamos sintetizar.

Em Gopher Prairie, a protagonista Carol começa por ter um encontro com a história. Efectivamente, apesar dos dias de pioneirismo estarem longe, aquela região mantinha uma atmosfera de telurismo atemporal: à volta de Gopher Prairie, os trabalhos no campo lembravam os tempos da fronteira, ao mesmo tempo que as florestas e a caça, os lagos, os rios e albufeiras evocavam um período mais heróico e menos complexo.

Na própria cidade de Gopher Prairie, Carol encontra os Champ Perrys e os camponeses escandinavos (que tinham como calendário a Natureza), mas não tarda a perceber que, dos velhos sonhos e esperanças dos tempos áureos do pioneirismo - defraudados pela "era do sindicalismo e dos aviões" -, só lhes restara uma indelével nostalgia.

De resto, uma moralidade hipócrita e repressiva tinha-se apoderado das instituições de Gopher Prairie, facto que iria repercutir-se na conduta incongruente dos habitantes face aos ideais e dogmas que perfilhavam.

Um outro vector temático de Main Street é a luta das mulheres inteligentes e inquietas (como Nora, na obra A Doll's House, de Ibsen, referida no romance em questão). Estas mulheres estavam condicionadas por entraves que eram adversos e obstativos à formação da personalidade e subjectividades individuais.

De facto, embora muitos escritores antes de Lewis se tivessem já referido aos limites impostos ao homem pela família e pelas instituições sociais, poucos (ou mesmo nenhum) haviam analisado as incidências desta problemática sobre o universo feminino.

Em síntese, em Main Street Sinclair Lewis propõe-se analisar os valores comunitários, precisamente numa altura em que o sentimento de comunidade estava a ser posto em questão, devido a emergentes e iminentes transformações de ordem económica e social, entre outras.

Nas obras escritas durante a "Era do Jazz" Sinclair Lewis analisa, sobretudo através de personagens-tipo, as reacções que a classe média, na sua maioria, tomava face às exigências e solicitações de uma contextura que anunciava o advento das modernas sociedades de consumo.

É que o progresso científico e económico que os anos vinte conheceram determinou uma alteração profunda do "modus vivendi" dos sujeitos empíricos que se movimentavam naquele contexto.

A adaptação a uma nova conjuntura social e económica evocou respostas que, em alguns casos, se traduziram em atitudes de conformismo e transigência; noutros, em atitudes de rebeldia.

Babbitt, personagem central do romance homónimo de Lewis, publicado em 1922, evidencia, ao longo do seu percurso, quer uma, quer outra das ordens de respostas acima descritas. Efectivamente, por um lado, Babbitt constitui o protótipo do conformista, consubstanciado no "Standard American Citizen", como comprovam as palavras do enunciador textual: "Just as he was an Elk, a Booster, and a member of the Chamber of Commerce, just as the priests of the Presbyterian Church determined his every religious belief and the Senators who controlled the Republican Party decided in Washington what he should think about disarmament, tariff, and Germany, so did the large national advertiser fix the surface of his life, fixed what he believed to be his individuality"7.

Por outro lado, após a prisão de Paul Piesling, Babbitt auto proclama-se um rebelde: tem uma ligação amorosa, defende grevistas e recusa tornar-se membro de uma associação de patriotas. No final da história, Babbitt regressa à sua velha rotina, tornando-se de novo parte do tecido social de Zenith. Resta-lhe apenas a esperança de que o seu filho Ted não se deixe contaminar pelo vírus da estultificação que ameaça apoderar-se dos seres humanos e das instituições: "Well - I've always wanted you to have a college degree. But I've never - Now, for heaven's sake, don't repeat this to your mother, or she'd remove what little hair I've got left, but practically, I've never done a single thing I've wanted to in my whole life! I don't know's I've accomplished anything except just get along. I figure out I've made about a quarter of an inch out of a possible hundred rods. Well, maybe you'll carry things on further. I don't know. But I do get a kind of sneaking pleasure out of the fact that you knew what you wanted to do and did it. Well, those folks in there will try to bully you, and tame you down. Tell'em to go to the devil! I'll back you. Take your factory job, if you want to. Don't be scared of the family. No, nor all of Zenith. Nor of yourself the way I've been. Go ahead, old man! The world is yours"8.

A Babbitt segue-se Arrowsmith, romance em que o escritor analisa os efeitos negativos que o zelo mercantilista poderá ter sobre o homem da ciência.

Podemos assim descortinar, na tessitura discursiva do texto, uma apologia aos valores do espírito, praticamente moribundos numa sociedade em que tudo se converte em bem transaccionável. Na verdade, todo o romance se estrutura em torno da preocupação de evidenciar a integridade e dignidade morais do protagonista. Este facto confere ao romance uma aura de idealismo, não conseguida nos trabalhos anteriores do autor.

Exceptuando uma meia dúzia de médicos mal-humorados, a quem desagradou a forma como Sinclair Lewis os retratara, o romance conheceu merecido êxito, tendo sido aclamado, quer pelo público, quer pela crítica literária. Assim, cinco anos após a publicação de Main Street (o primeiro trabalho do autor com êxito considerável), Lewis é finalmente distinguido com o Prémio "Pulitzer".

O romancista era, na altura, uma figura de tão "quixotesca" reputação, que ninguém se surpreendeu com o facto de este ter declinado o Prémio, alegando que a atribuição de tais prémios iria condicionar as preferências estéticas do público, uma vez que era manipulado pelas vozes poderosas da auctoritas.

Em 1926 9, o autor publica Mantrap (considerada uma das piores obras de Lewis, e em 1927, um novo "best-seller", intitulado Elmer Gantry.

Elmer Gantry aborda o problema da corrupção no seio da Igreja Evangélica. Lewis escolheu a cidade do Kansas como campo para as suas pesquisas, e foi para lá que se dirigiu em 1926, a fim de travar conhecimento com pastores de todas as religiões e credos.

À semelhança da maioria dos romances de Sinclair Lewis, Elmer Gantry não assenta numa intriga fortemente estruturada, em torno da qual toda a acção se possa organizar.

Efectivamente, em vez de romance, dever-se-ia talvez considerar Elmer Gantry uma crónica episódica. Seja como for, a obra é composta por três partes distintas: a primeira, que nos dá a conhecer a educação baptista da personagem, a sua ordenação e fuga de Lulu; a segunda descreve-nos a sua carreira como evangelista, sob os ditames da deslumbrante Sharon Falconer; a terceira desvenda-nos a sua experiência com o Pensamento Novo e a sua conversão ao Metodismo, ao mesmo tempo que nos apresenta o declínio do seu casamento com Cleo e a sua fuga de Hettic.

A história de Elmer Gantry é de facto a história da decadência religiosa que, na altura, se abatia sobre as instituições americanas.

A própria existência do desejo sexual - um tema raramente abordado por Sinclair Lewis - serve para ilustrar a desumanidade de Elmer e o contexto religioso em que este se movimenta. São vários os passos da obra onde está patenteada esta atmosfera de concupiscência abusiva aluidora de um estado de alma dignificante. À guisa de exemplo, lembremos aquele onde Sharon Falconer revela a Elmer que apenas o poderá amar fisicamente:

"(...) Some day I might fall in love with you. A tiny bit. If you don't rush me too much. But only physically. No one can touch my soul!"10

Evoquemos ainda o episódio em que Sharon, numa atitude simultaneamente pagã e sacrílega11, se entrega a Elmer Gantry, diante de um altar, chegando mesmo a invocar a participação das próprias deusas da fertilidade:

"It is the Hour! Blessed Virgin, Mother Hera, Mother Frigga, Mother Ishtar, Mother Isis, dread Mother Astarte of the weaving arms, it is thy priestess, it is she who after the blind centuries and the groping years shall make it known to the world that ye are one, and that in me are ye all revealed, and that in this revelation shall come peace and wisdom universal, the secret of the spheres and the pit of understanding.

Ye who have leaned over me and on my lips pressed your immortal fingers, take this my brother to your bosoms, open his eyes, release his pinioned spirit, make him as the gods, that with me he may carry the revelation for which a thousand grievous years the world has panted".12

De resto, um clima de orgia evangélica satura todo o romance, o que contribui para completar o quadro de um mundo despido de valores éticos, morais e espirituais.

Contrariamente ao que acontecera com Arrowsmith, a reacção do público e da crítica literária a Elmer Gantry foi de inocultada e exacerbada indignação.

Em Boston, a venda do livro foi proibida, e o "Transcript" (uma publicação daquela cidade) acusava Sinclair Lewis de ser "um dos maiores egoístas do mundo de hoje".13

Subitamente, muitos pastores se viram confrontados com os pedidos de divórcio de suas mulheres, que os acusavam de serem "Elemer Gantrys", isto é, adúlteros.

O evangelista Billy Sunday apelidou Sinclair Lewis de "coorte de satã"14, enquanto outro insigne representante da Igreja sugeria que o escritor fosse condenado a uma pena de cinco anos. Em suma, Sinclair Lewis transformava-se no próprio Judas.

A única crítica favorável partiu de H. L. Mencken, que considerou a obra uma das maiores sátiras de todos os tempos, comparando o romancista a Voltaire. O fim do seu casamento com Grace Hegger em 1928 faz com que o escritor regresse à Europa15, onde vai encontrar a matéria-prima para um novo romance. O seu novo trabalho conta-nos a história de um Babbitt mais próspero, mais poderoso e, de certa forma, mais sensível chamado Samuel Dodsworth, que, deambulando pela Europa, conhece uma mulher de inteligência superior, com a qual acabará por casar.

Na obra Dodsworth, os valores da velha Europa são confrontados com os da jovem civilização americana, num debate que culmina com uma estranha, improvável e ambivalente simbiose de primitivismo e de erudição.

Um resumo muito sucinto do enredo do romance Dodsworth afigura-se-nos pertinente para uma melhor clarificação do que anteriormente se afirmou.

Samuel Dodsworth, um jovem de vinte e oito anos, alto, espadaúdo e atraente, conhece, durante um baile no "The Kennepoose Canoe Club" a mulher com quem irá partilhar uma boa parte da sua vida, a bela e distante Fran Voelker.

Depois de uma elipse, onde são resumidos vinte e dois anos de casamento, vamos encontrar Samuel Dodsworth com cinquenta anos de idade, pai de dois jovens (do rapaz Brent e da menina Emily).

Tendo aumentado consideravelmente o seu pecúlio económico, Samuel Dodsworth aceita que Fran o convença de que uma viagem pela Europa não só lhe proporcionará o lazer e entretenimento merecidos, como também não diminuirá de forma significativa a fortuna acumulada.

Partem então rumo à Europa, onde Fran - enamorada dos símbolos mais despiciendos do velho continente, como sejam a jactância, a sofisticação e a frivolidade - troca Dodsworth por um aristocrata europeu.

Por sua vez, o idealista e romântico Dodsworth sente-se atraído pelos símbolos de que o Velho Mundo se pode orgulhar: a música, a poesia, a arquitectura, em suma, todas as formas genuínas de arte.

Do exposto, facilmente se conclui que a civilização europeia constituía um misto de frivolidade e de erudição. Porém, e tal como Edith iria explicar a Dodsworth, também a América, ao afastar-se da Natureza, isto é, ao perder as suas raízes telúricas, perdera a sua inocência e pureza originais:

"(...) And I - you think of me as sitting in drawing-rooms, but here you've seen me reveling in sea water and running on the beach. And often and often when you think I'm napping in my room, I sneak out to that little bit of walled-off garden just above the house and lie there in the hot sun, in the wind, smelling of the reeking earth, finding life! That's the strengh of Europe - not its so-called 'culture', its galleries and neat voices and knowledge of languages, but its nearness to earth. And that's the weakness of America - not its noisiness and its cruelty and its cinema vulgarity but the way in which it erects steel-glass skyscrapers and miraculous, cement-and-glass factories and tiled kichens and wireless antennae and popular magazines to insulate it from the good vulgarity of earth!"16

Segundo Edith, só a recuperação do seu modus vivendi primitivo devolveria aos americanos a sua inocência original.

No final da história, Sam e Edith preparam-se para regressar à América "to experiment with caravans"17. Os valores da velha Europa são assim aquilatados e rejeitados em favor dos valores da civilização americana.

À semelhança de Dodsworth, também Sinclair Lewis encontra uma nova alma gémea18, na pessoa de uma das mais prestigiadas e inteligentes jornalistas europeias: Dorothy Thompson.

A 14 de Maio de 1928, o autor casa, em Londres, com Dorothy Thompson, regressando, logo de seguida, aos Estados Unidos acompanhado da sua nova esposa. É aí que termina Dodsworth, que será publicado em 1929.19

O ano de 1930 foi marcado por duas efemérides de grande significado para Sinclair Lewis: o nascimento do seu segundo filho, Michael, e a recepção do Prémio Nobel da Literatura.

A consagração de Sinclair Lewis pela Academia Sueca, apesar de ter marcado o zénite da sua carreira literária, representou também o começo de um notório declínio na sua escrita, que se iria evidenciar nas obras publicadas nos anos 30 e 40.20

Atente-se a que a prosperidade que caracterizara a década de vinte dera lugar a uma sociedade empobrecida. O tipo de vida que aquela preconizara, e que Sinclair Lewis tão arguta, sábia e eficazmente tinha transformado em fonte de trabalho, era agora violentamente ameaçado por uma realidade desoladora, onde imperava a fome, a miséria, o vandalismo e o desespero.

Sinclair Lewis nunca se adaptou a esta nova realidade, e a sua obra, a partir de então, constitui o espelho dessa sua inadaptação.

Sempre inquieto e rapidamente insatisfeito com os lugares e com as pessoas, Sinclair Lewis viveu, durante os últimos anos da sua vida, em diferentes locais dos Estados Unidos e da Europa. Precocemente envelhecido, devido ao álcool, do qual só temporariamente se conseguia libertar, o romancista termina as suas peregrinações em Itália. Morre a 10 de Janeiro de 1951, numa obscura clínica de Roma, vítima de ataque cardíaco.

Nenhum amigo, nenhum familiar estava presente. Aparentemente ignorado por todos, Sinclair Lewis morre como sempre viverá: inteiramente só.

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* Equiparada a Professora Adjunta da ESEV

1 Cf. Schorer, Mark, Sinclair Lewis: An American Life. New York, Toronto, London, Mc-Graw-Hill Book Company Inc., 1961, p. 20.

2 Apud Schorer, Mark, op. cit., p. 19.

3 Apud Schorer, Mark, ibidem.

4 Apud Schorer, Mark, op. cit., p. 13.

5 Apud Schorer, Mark, ibidem.

6 Our Mr. Wrenn, publicado em 1914, ano em que Lewis desposa Grace Livingstone Hegger; The Trail of the Hawk (1915); The Innocents (1917); The Job (1917) e Free Air (1919).

7 Lewis, Sinclair Babbitt, Middlesex, Penguin Books Ltd., 1991, pp. 80-81.

8 Idem, ibidem, p. 319.

9 1926 é o ano da morte do Dr. Edwin J. Lewis.

10 Lewis, Sinclair, Elmer Gantry, New York, NAL Penguin Inc., 1980, p. 173.

11 O altar é uma combinação grotesca de ícones sagrados com imagens de deuses pagãos, tal como o descreve o autor: "It was an altar of grotesque humor or of madness, draped with Chinese fabrics, crimson, apricot, emerald, gold. There were two stages of pink marble. Above the altar hung an immense crucifix with the Christ bleeding at nail-wounds and pierced side; and on the upper stage were plaster busts of the Virgin, St. Theresa, St. Catherine, a garish Sacred Heart, a dolorous similacrum of the dying St. Stephen. But crowed on the lower stage was a crazy rout of what Elmer called "heathen idols"... apeheaded gods, crocodile-headed gods, a god with three heads and a god with six arms, a jade-and-ivory Buddha, an alabaster naked Venus, and in the center of them all a beautiful, hideous, intimidating and alluring statuette of a silver goddess with a triple crown (...)" (Lewis, Sinclair, op. cit., p. 184-5).

12 Idem, ibidem, p. 185.

13 Cf. Schorer, Mark, "Sinclair Lewis", in William Van O'Connor (ed.) Seven Modern American Novelists. An Introduction, p. 62.

14 Idem, ibidem, p. 63.

15 Importa recordar que, enquanto estudante, Sinclair Lewis viajara algumas vezes em "cattle boats", para a Europa, e que, tanto o romance Babbitt como o romance Arrowsmith, foram escritos no velho continente.

16 Lewis, Sinclair, Dodsworth, New York, Random House Inc., 1947, p. 360.

17 Idem, ibidem, p. 376.

18 Lewis divorciara-se de Grace Hegger em Abril de 1928.

19 O romancista publicara, entretanto (1928) um romance intitulado The Man who Knew Coolidge.

20 Ann Vickers (1933); Work of Art (1934); It Can't Happen Here (1935); The Prodigal Parents (1938); Bethel Merriday (1940); Gideon Planish (1943); Cass Timberlane (1945); Kingsbood Royal (1947); The God-Seeker (1949) e World so Wide (publicado postumamente, em 1951).

SUMÁRIO