UMA AVENTURA NA TERRA DAS SETE TORRES

 

SARA CUNHA LOPES *

 

Há muito tempo, na Terra das Sete Torres havia um rei chamado... Torres. Numa noite de tempestade, o rei e toda a gente que vivia no seu reino desapareceram. A Carolina, o João, o Miguel e eu viajámos para a Terra das Sete Torres. Ali começou a nossa aventura.

- Porque é que esta terra se chama "Terra das Sete Torres"? - perguntou o João.

- Talvez porque o castelo tem sete torres, não? - tentou a Carolina, se calhar com razão. - E se fôssemos investigar?

E lá fomos nós pelas ruas divertidamente a caminhar. Dentro das casas só havia móveis. Não se viam pessoas.

- Vamos para o castelo! - sugeriu o Miguel.

Fomos. Mal entrámos, vimos um corredor bem longo e avançámos a correr. Ao fundo havia um salão com mesas, armários, cadeiras e sofás tão grandes que deviam lá caber mais de mil pessoas.

- O que haverá dentro das gavetas? - perguntei.

- Não custa nada ver! - respondeu a Carolina.

Abrimo-las. Lá dentro havia talheres de prata, de ouro e de bronze. Nada de muito interessante. Era melhor continuarmos.

Uma porta grande por onde passámos ia dar à zona dos quartos. Um deles tinha uma cama com dois colchões. Devia ser a cama da princesa, pensámos nós.

No quarto do rei, um quarto muito bonito decorado com imaginação, o João perguntou:

- Porque é que aquela jarra ainda tem flores em bom estado?

- Porque são flores de plástico! - disse a Carolina, rindo-se.

- Olha, esta mesa de cabeceira tem cinco gavetas. O que haverá dentro delas? - perguntou o Miguel, intrigado.

Dentro havia um papel que nós desdobrámos. Era um mapa do castelo. Orientámo-nos por ele. Fomos à cozinha, à despensa e, por fim, ao sótão onde, numa arca fechada, muitas roupas antigas estavam guardadas. A Carolina teve logo uma ideia engraçada: «Podíamos fingir que éramos os donos do castelo!»

- Quero vesti-las! - afirmou a Carolina.

- Nem penses! - respondeu-lhe o Miguel.

Mas o João convenceu o Miguel a entrar na brincadeira e passámos o resto do dia a fingir que vivíamos no castelo. Tornámo-nos actores de histórias que não são do nosso tempo. Talvez por isso pareceu-nos que não nos saímos muito bem.

Até à próxima aventura!

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* Aluna da Escola E.B. 1.2. de Marzovelos, Viseu - 10 anos.

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