INTRODUÇÃO À INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR

- CURSO I/97 - EAIE -

7 a 11 de Julho - Maastricht (Holanda)

 

Sónia Silva

Técnica Superior do ISPV (Relações Internacionais)

 

Decorreu no passado mês de Julho, entre os dias 7 e 11, em Maastricht (Holanda), um curso de Introdução à "Internacionalização do Ensino Superior", organizado pela EAIE (European Association for International Education), no qual participou a funcionária do ISPV (Departamento Cultural) Sónia Silva.

O referido curso teve como objectivo fundamental proporcionar aos seus participantes uma reflexão conjunta, assente em bases racionais e científicas, e no intercâmbio de experiências, acerca das questões ligadas à Educação Internacional, uma área ainda pouco explorada em termos de investigação.

Dirigidas sobretudo aos que desenvolvem actividades nesta área (como sejam professores, técnicos de relações internacionais, gestores de programas...), com uma experiência de 2/3 anos, as sessões do curso distribuiram-se da seguinte forma:

- Sessão I (7 de Julho) - "A fundamentação da Internacionalização do Ensino Superior": durante a qual puderam ser ouvidos os testemunhos dos diversos agentes envolvidos no processo de internacionalização da educação. A presença de representantes da administração central, do sector privado e de instituições de ensino superior gerou focos de discussão sobre as diversas expectativas e visões inerentes a este processo.

- Sessão II (8 de Julho) - "Os Elementos da Internacionalização": nesta sessão foram abordadas as mais diversas actividades ligadas à internacionalização (mobilidade de estudantes e professores, desenvolvimento curricular, investigação conjunta, etc.) e gerou-se uma enriquecedora troca de experiências entre os diversos participantes, provenientes de instituições e países com os mais distintos perfis internacionais. Foi, ainda, analisado, com mais detalhe, o sistema europeu de transferência de créditos, assim como as possibilidades da sua aplicação às diversas instituições representadas;

- Sessão III (9 de Julho) - "O Processo e a Gestão da Internacionalização": dedicada ao estudo de possíveis modelos de organização e gestão do processo de internacionalização, tendo sido dada particular atenção aos diferentes tipos de envolvimento dos agentes educativos que actuam no âmbito do ensino superior, quer ao nível central (Universidades/Politécnicos), quer ao nível das Faculdades e Escolas Superiores.

Toda esta abordagem se processou através do estudo de casos, apresentados pelos próprios gestores dos modelos já aplicados.

- Sessão IV (10 de Julho) - "Política e Programas Comunitários para a Cooperação Internacional no Ensino Superior": uma visita à Comissão Europeia (Bruxelas), com passagem por duas Direcções-Gerais (DG XII - Investigação e Desenvolvimento; DG XXII: Educação, Formação e Juventude). A referida visita incluiu três sessões de esclarecimento: a primeira, de carácter mais geral, incidiu sobre as políticas e programas comunitários a favor da Europeização/internacionalização da Educação; a segunda sobre iniciativas comunitárias no âmbito do apoio à investigação/desenvolvimento e, finalmente, a terceira, tida na DG XXII, foi dedicada à análise de vários programas comunitários, com particular destaque para o SOCRATES.

- Sessão V (11 de Julho) - "Temas Correntes na Internacionalização": ao longo da qual foram tratados, fundamentalmente, dois temas: os estudantes/professores não-móveis [o que se prende com questões como a internacionalização dos curricula e utilização de novas tecnologias (mobilidade virtual)] e o recrutamento de estudantes estrangeiros.

Dada a diversidade da proveniência dos seus participantes (no que diz respeito quer ao país, quer ao tipo de instituição), e dada a sua estrutura, que proporcionou uma participação activa de todos (organizadores, oradores e participantes), tornada possível pelos "workshops" organizados para o tratamento dos diversos temas, poderá dizer-se que o curso foi em si um bem sucedido exemplo de uma actividade de internacionalização, não só pelo que momentaneamente gerou mas, e sobretudo, pelo efeito estrutural que concerteza terá nas visões e formas de trabalhar dos que nele tiveram oportunidade de participar.

 

SUMÁRIO