DAQUI HOUVE GENTE DE PORTUGAL: espaço de encontro com gente grada, mais ou menos conhecida, que na nossa cidade nasceu ou viveu ou tão-só por aqui cruzou no universalismo juncional que é a cultura contra a morte...

 

1. ANTÓNIO ALVES MARTINS, ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE E LUÍS MIGUEL NAVA:

 

BREVE ROTEIRO AMOROSO A PARTIR DE TRÊS LIVROS DE POETAS NASCIDOS EM VISEU

 

MARTIM SOUSA*

 

Sobre os espaços de eleição de escritores muito se tem falado. Ninguém contestará poder pensar-se o universal e universalista Vergílio Ferreira como o romancista de Melo - lembre-se ,a propósito , a afirmação de Guimarães Rosa, o escritor do sertão, que postula que quanto mais regional mais universal 1 -, como, aliás, Shakespeare é o escritor de Londres e Stratford-upon-Avon, Kafka o de Praga, Joyce o de Dublin, Eça (com Cardoso Pires) o de Lisboa, Camilo o do Porto, Bernardes o do Neiva, Dickens o de Londres, Hugo o de Paris, Twain o do Mississipi, Wittgenstein o de Viena ...2

Mas não é essa a prova que trazemos aqui. A convocação dos poetas António Alves Martins, António Franco Alexandre e Luís Miguel Nava, todos eles nascidos em Viseu - entendendo-se o local de nascimento como meramente circunstancial, não obstante algumas obsidências electivas -, deverá ser aqui entendida como uma homenagem a um motivo que tem iluminado a literatura de sempre.

 

 

1.1. ANTÓNIO ALVES MARTINS

 

Sobrinho do célebre bispo Alves Martins que celebrizou aforisticamente a asserção segundo a qual a religião se quer como o sal na comida, António Alves Martins nasceu em Viseu, no ano de 1894, cidade onde viria a morrer, em 1929, vítima de tuberculose. Fundamentalmente poeta, se bem que "admirável prosador"3, o malogrado artista - na esteira trágica de um Guilherme de Faria, de um José Duro ou de um António Nobre -, legou-nos cinco interessantes livros adentro do modo lírico: Anunciação (1921), Mulher de Benção (1923), Fogueira Eterna (1926), S. Francisco de Assis (1927) e o póstumo A Lança de S. Miguel (1965).

No rasto do amor, pegaremos ao de leve no terceiro livro, porque indiciosamente no centro da obra poética publicada, sabendo de antemão que Mulher de Benção é uma celebração do amor conjugal e que S. Francisco de Assis é um devedor do amor místico e do franciscanismo tão em voga na época.

Fogueira Eterna, livro que Alves Martins escreveu na cadeia em que esteve preso por razões de ideário - o poeta era monárquico -, não poderia permanecer indemne à tópica do amor e, assim, no primeiro dos "Sonêtos do Cárcere" é bem visível uma sua modalidade dolorida e fendida pelo misticismo: "Se chego a Deus por este sofrimento, / Devo adoral-o... Sinto-me christão./ Cada saudade minha é uma oração / E alargou-me esta cela o sentimento!"4. Este auto-comprazimento na dor e no sofrimento, que mais se afirmam como um dever, é a ascese necessária para chegar ao Sumo Bem, o Amor Divino que liberta as grilhetas do presídio e instaura no sujeito lírico um alor sentimental. Contudo, como se vê na última estrofe, o coração humano, demasiado humano, afunda-se nos ritos memoriais sem ter atingido o mais divino amor: "Mas, tão humano, o coração - Senhôr! - / Cai nos abismos fundos da memória, / Sem ter chegado ao mais divino amôr!".5 Esse arroubo, fímbria da emoção e da impossibilidade, amor que se afirma até pela evasão no tempo e no espaço como decorrência de um eco evocativo, convoca algumas vezes uma amor saudoso, um misto de saudade e sofrimento: "Hoje, mal acordei, ouvi, distante, / Um gemido tão aspero e cortante / Que me parecia quasi não ter fim... // -Carro de bois! - pensei. E vi a serra, / E vi a Beira-Alta, a minha Terra, / Em Campolide - a soluçar por mim!".6 Aliás, essa catarse amorosa, fogueira que se consome no entrecuzamento da saudade com a dor, aguça o sentimento e torna-o mais acrisolado, como vemos resplendentemente no soneto V dos poemas do cárcere:

 

A tão longa saudade destes dias,

E destas noites a tão longa dôr,

São uma bela penitência, Amôr,

Por essas horas que eu tornei sombrias!

 

As horas que entre nós teem sido frias,

Por minha culpa, deixa-me supôr

Que já lhes deu ternura este calôr

Que sempre, como agora, merecias!

 

A minha culpa sinto-a resgatada!

- Bemdita seja a cela condenada

A aprisionar tão longa saudade...

 

Bemdita seja, sim, pois a ternura

Que sinto agora, vem desta amargura,

E, por ela, comungo a Eternidade!7

 

Nesta obra, o amor é tendencialmente ao divino, como um rito elegíaco que se instala numa cadência ascensional e pletórica de desejo absoluto, de pacificação e de mitigação do vulgar concreto: "Mas a alma quere mais! Não se contenta / Como o olhar mortal que se alimenta / Da forma fugidia... / Não quere as cousas - quere o Creadôr; / Não procura quem ama - busca o amôr, / Sedenta de harmonia!".8 Não espanta, por isso, que o sujeito poético manifeste uma nítida descrença relativamente ao mundo de então, numa sextilha que faz a contraposição da sua tipologia de amor: "As vozes d'hoje tão contraditorias! / Palpitam nelas passageiras glorias, / Quimeras e aflicções... / Tropel de vozes desvairadas, loucas! / - Beijos vermelhos a sangrar nas bocas / E dôr nos corações!"9

Por fim, digamos que Alves Martins, outro poeta que poucos lêem, propugna, nas muitas linhas que cruzam a sua poesia, por um amor conjugal e por um amor místico-catártico. Como o anunciou há muito Voltaire, a palavra amor serve, na sua ambiguidade, para denominar mil quimeras, nas infinitas variedades desse sentimento, que, como diria Sílvio Lima, comporta "simbioses afectivas, conexões fortuitas, interferências multímodas."10

Os vectores que assinalámos no poeta viseense ultrapassam o quimérico e são o cerne do próprio homem nesse mundo assinalado de simbioses.

 

1.2. ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE

 

António Franco Alexandre, o poeta português que maior curiosidade desperta em Óscar Lopes, nasceu, em Viseu, no ano de 1944. Com uma obra contida, dentro de uma certa deriva pós-modernista , para usarmos as palavras avisadas do ilustre professor e investigador supracitado, Franco Alexandre conhece o êxito com Distância (1969), seguindo-se-lhe o incontornável Sem Palavras nem Coisas (1974), Os Objectos Principais (1979), Visitação (1983), A Pequena Face (1983), As Moradas 1 & 2 (1987), Oásis (1992), Poemas (1996) e Quatro Caprichos (1999), livro este no qual Eduardo do Prado Coelho vê uma "comovedora beleza"11.

Poeta descosido dos salões mundanos e da ribalta demasiado humana, a sua voz carregada e sugestiva, adentro de um certo tecnicismo narrativo, é uma das mais significativas 12 (a mais importante da nossa modernidade, pensamos nós) da poesia portuguesa de todos os tempos e lugares.

No intuito de exemplificarmos a presença amorosa na obra de António Franco Alexandre, pegaremos sucintamente, a partir deste momento, na obra Sem Palavras nem Coisas (1974), obra que verdadeiramente afirmou o poeta viseense como escritor ímpar do cerzimento cultural.

Assim, no poema "Coito", assistimos à laceração da interioridade poética, num díssidio nítido entre o tempo do amor carnal ("esta nudez / cola-se-me ao corpo, ao braço de ouro, / à humidade / inquieta dos dentes.") e o tempo da despedida ou da saudade de outros corpos e desse "lugar de lençóis, de lâmpadas partidas". E o que fica desse amor corporal, o despojo que resta do encontro do corpo consigo e com o corpo do outro, é o desalentamento de uma erótica cansada e sem remédio, bem patente no desossamento final:

 

Palavra que fica. e fica um lugar. um sítio de rastros,

um sítio deserto. um ar a pavor. sandálias na boca.

um resto de sítios atados nos ossos. é um coração?

fica sobre a terra o espaço das mãos. mas entre o

seguinte: entre ossos e chão.

 

É comum aparecer-nos ainda na poesia de Franco Alexandre, como acontece, aliás, no poema anterior, uma explícita alusão, com palavras fortes e muitas vezes rudes, às paixões do corpo, ao sexo e aos relâmpagos interiores desviantes, o que, só por si, não afasta nunca a mágoa que mais e mais se instala, instaurando um mundo de corpos perdidos.

Outras vezes, o amor perdura, esgotando-se, numa ficta imagem perdida no tempo e na memória, logo sugerida por objectos exteriores que reganham o centro do poema e preenchem o espaço entre as repetições que conduzem a compreensão. Tal acontece, por exemplo, no belíssimo poema "Sem palavras nem coisas", de que transcrevemos parte, e que transmite a ideia do abismo amoroso: "o amor / não tem tempo, e dura no que amaste./ Dura de repente nos olhos abertos e / a água que respira no flanco dos animais / bocejando devagar a chegada da noite e das / redes e os passos mornos dos caçadores, / e as luzes escancaradas do silêncio. Dura / esticado nas árvores, dura mansamente sem / palavras nem coisas, sem tempo para / aguardar as mãos do caçador e as redes / mornas respirando sobre a água: aquilo / que amastes perdura."

E se o amor que ressuma deste livro é sempre desabitado e magoado, uma outra paixão se afirma mais euforicamente: a do prazer do texto - que é uma arqueologia electiva, uma escavação e uma colagem de intertextos passionais, dos quais se levanta, como vimos, um trajecto poético de sofrimento, de abandono e de amargura amorosa. Ou seja, desse mundo fica a ruína de um intimismo único que, sob o olhar do cosmopolitismo quotidiano, se emociona com o encontro dos corpos magoados. Que se abandonam, solitários, desorados e desossados na "casa desertada"...

 

1.3. LUÍS MIGUEL NAVA

 

Luís Miguel Nava nasceu em Viseu, no dia 29 de Setembro de 1957, vindo a falecer tragicamente em Bruxelas, passados que eram dez dias do mês de Maio de 1995. Da sua vida, polifacetada, emerge o poeta - a par da vertente artística, possuía uma licenciatura em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, onde viria a ser assistente -, o leitorado em Oxford e a actividade como funcionário da Comunidade Europeia. Interessar-nos-á mais, como facilmente se depreenderá, o seu trabalho poético, eximindo-nos tal vezo à citação de outra bibliografia.

Iniciando-se muito cedo, sob edição de autor, com o livro O Perdão da Puberdade (1974) - obra que Nava nunca considerará -, a fortuna literária de Nava chega, cinco anos depois, com o livro que verdadeiramente assinala as suas primícias no mundo das letras: fala-mos de Películas (1979), livrinho que seria o "Prémio Revelação de Poesia 1978". Seguem-se-lhe A inércia da deserção (1981), Como alguém disse (1982), Rebentação (1984), Poemas (1987), O céu sob as entranhas (1989), Seis formas do invisível (1993) e Vulcão (1994).

Com ancoramento num Gastão Cruz ou num Eugénio de Andrade, o rigor poético de Luís Miguel Nava transporta-nos ao mundo real através de uma visão excessiva do corpo, motivo construtivo que, aliás, se intensifica no devir temporal, lembrando assim, como alguma crítica vai pretendendo, a obsessão da pintura de um Francis Bacon. Pena é que o abrupto interrompimento de uma obra em construção nos tenha privado de outras evoluções ou vezos obsessivos.

Face ao exposto, à presença do corpo como vivência do real, não poderia a poesia naviana permanecer indemne à tópica amorosa. Será, pois, nessa senda que partiremos no parágrafo seguinte, com a detenção que o espaço permite, utilizando para tal a obra derradeira (sê-lo-á ?) de Nava.

Vulcão , como diz Nuno Júdice, é um livro em que "as imagens como que implodem com a violência física do domínio total de uma metáfora envolvente de cada uma delas, impedindo-as de saírem do plano real para uma dimensão de carácter abstracto ou alegórico."13 Assim, a metáfora, ancorada que está na fisicidade do corpo, deixa de ser um artefacto meramente lírico ou surrealizante e passa a ser uma figura com o intuito claro de instaurar a realidade.

O poema inicial de Vulcão, "Os Ecos", instala o esplendor da carne que se vai intersticiando "no abismo dos dias" e que claramente sente, nesse rito da memória, os ecos de um amor, outrora vibrante, que o já não é: "carne // onde inda vibram / do extinto amor os ecos."14

Um amor vivencial e convivial não pode deixar de estar presente na convocação do sujeito lírico plural nós , que encontramos, contidamente, em "Sem outro intuito", naquele "Atirávamos pedras / à água para o silêncio vir à tona." (p. 15), ou, principalmente, na composição em prosa "A noite", poema no qual o halo nocturno irradia, dentro do dia, "das nossas próprias entranhas" (p. 18) e assobia ao "cruzar-nos os poros", numa corporização que assusta e atrai, a um tempo, e que, em passe final, depois de uma sucção em relâmpago, se imprimia nos próprios olhos, permitindo que "unidos aos relâmpagos", rompessem "então a custo a treva nasalada."

Ainda na tipologia nocturna, que será uma recorrência neste livro, onde, aliás, é evidente a constante "expansão do peso semântico do deserto, trazendo a sombra do abandono, da morte e da solidão"15, aparece-nos em "As trevas" um grau zero do amor ou, se assim quisermos, um amor desiludido ou cauterizado pela vida: "que os lagos gelam a partir das margens / e o homem a partir do coração" (p. 24).

E, no fundo, a poesia excessiva e vulcânica presente neste pequeno-grande livro, que mais não é do que um vulgar evoluir na unidade criativa da obra naviana, vinca uma erótica visível, de acordo com António Ramos Rosa, na "violência libidinal" da sedução amorosa, do mar e da obsessão do corpo. Tal obsidência que percorre todo o roteiro poético do poeta viseense, até na intensificação de motivos e recorrências, é obrigatoriamente erotismo e armadilha amorosa. Como a certeza disso serão as asserções de um Eduardo do Prado Coelho, que diz ser este Vulcão "uma das experiências literárias mais originais, perturbantes e apaixonantes da poesia portuguesa contemporânea"16, ou de um Gastão Cruz, que defende serem os primeiros três livros considerados por Nava "a única presença verdadeiramente forte e diversa afirmada no panorama poético português dos anos 80 (e ponto de referência fundamental (...) da identidade deste período)." 17

Vulcão é a lição de uma errância pelo deserto. E o que acontece em cada uma das suas páginas-jornadas até ao rompimento da luz só pode ser o amor em que "havemos de arder juntos" (p. 63). Como um súbito asfalto que nos subisse ao coração...

__________

1 Permita-se-nos, neste particular, o cotejo com esse grande escritor brasileiro que foi João Guimarães Rosa e dedicar à aldeia de Vergílio Ferreira as palavras por si usadas em entrevista com Günter Lorenz a respeito do seu genesíaco sertão: "...este pequeno mundo do sertão, este mundo original e cheio de contrastes, é para mim o símbolo, diria mesmo o modelo do meu universo." (Günter W. Lorenz, Diálogo com a América Latina - Panorama de uma Literatura de Futuro , São Paulo, E.P.U., 1973, p. 321). Também a aldeia, que quase sempre assoma na obra vergiliana, se constitui em modelo do específico e particular universo de Vergílio Ferreira. E resulta para nós inconfutável que dessa especificidade, dessa particularidade, dessa redução de espaço que diz muito, nasce em abundância a inquestionável universalidade das suas criações.

2 Cf. Malcolm Bradbury, The Atlas of Literature , London, De Agostini Editions, 1996.

3 Palavras de António Manuel Couto Viana na Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura .

4 António Alves Martins, Fogueira Eterna , Lisboa, Parceria António Maria Pereira - Livraria Editora, 1926, p. 21.

5 Id. , op. cit. , p. 22.

6 Id. , op. cit. , p. 24.

7 Id. , op. cit. , p. 43.

8 Id. , op. cit. , pp. 29-30.

9 Id. , op. cit. , p. 79.

10 Sílvio Lima, O Amor Místico (Noção e valor da experiência religiosa). Vol. I: O Amor Místico , Coimbra, Imprensa da Universidade, 1935, p. 396.

11 Cf. Eduardo do Prado Coelho, "Até ao centro opaco / onde desejam", in <<Leituras>>, Público , 5 Junho 1999. Trata-se de um livro que, falando da força e da impotência do amor, faz ressumar uma "comovedora beleza - arqueada, tensa, feroz, crispada, visceral e lisa." (loc. cit. )

12 Cf. Joaquim Manuel Magalhães, Os Dois Crepúsculos. Sobre poesia portuguesa actual e outras crónicas , Lisboa, A Regra do Jogo, 1981, pp. 245-250; Fernando Guimarães, Simbolismo, Modernismo & Vanguardas , Porto, Lello & Irmão - Editores, 1992, pp. 222-223.

13 Nuno Júdice, "NAVA, Luís Miguel", in Álvaro Manuel Machado, Dicionário de Literatura Portuguesa , Lisboa, Editorial Presença, 1996, p. 334.

14 Luís Miguel Nava, Vulcão , Lisboa, Quetzal Editores, 1994, p. 9. Todas as citações serão reportadas a esta edição.

15 António Manuel Ferreira, "Luís Miguel Nava: Até à raiz da alma ", in Diagonais das Letras Portuguesas Contemporâneas , Aveiro, Fundação João Jacinto de Magalhães, 1996, p. 130.

16 Eduardo do Prado Coelho, O Cálculo das Sombras , Porto, Edições ASA, 1997, p. 380. Anteriormente publicado no suplemento "Leituras", do jornal Público (20 de Maio de 1995), sob o título "Uma estrada que levasse ao mar".

17 Gastão Cruz, "A arte de pesar o mar", in Luís Miguel Nava, Poemas , Porto, Limiar, 1987, p. 9.

 

UMA BIBLIOGRAFIA QUASE FUNDAMENTAL E NÃO EXAUSTIVA

 

1.1. ANTÓNIO ALVES MARTINS

 

ACTIVA:

. Anunciação , 1921.

. Mulher de Bênção , Porto, Edição de a "Renascença Portuguesa", 1923.

. Fogueira Eterna , Lisboa, Parceria António Maria Pereira, 1926.

. S. Francisco de Assis , 1927.

. A Lança de S. Miguel , 1945 (ed. póstuma).

 

PASSIVA:

BRASIL, Reis, História da Literatura Portuguesa , 3a edição, Lisboa, Editorial Minerva, 1971, pp. 407-408.

LISBOA, Eugénio (coord.), "MARTINS, António Alves", in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses , vol. III, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1994, p. 513.

SIMÕES, João Gaspar, Perspectiva Histórica da Poesia Portuguesa (séc. XX) , Porto, Brasília Editora, 1976, pp. 183-184.

 

1.2. ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE

 

ACTIVA:

. A Distância , Lisboa, 1969.

. "Minhas pequenas dúvidas e a guerra" e "Lançando papagaios junto ao rio", in Novembro , 1973.

. Sem Palavras Nem Coisas , Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1974.

. "Relatório Um", in Nova , n 1, 1975-76.

. Com João Miguel Fernandes Jorge , Joaquim Manuel Magalhães e Helder Moura Pereira, Cartucho , Lisboa, Edição dos Autores, 1976.

. Os Objectos Principais , Coimbra, Centelha, 1979.

."Acrilírico", in Colóquio/Letras , n 53, Janeiro de 1980, pp. 54-56.

. "Cartão-Postal", in A Terceira Margem , Recife, n 2, 1982.

. Visitação , Porto, Gota de Água, 1983.

. A Pequena Face , Lisboa, Assírio & Alvim, 1983.

. As Moradas 1 & 2 , Lisboa, Assírio & Alvim, 1987.

. Oásis , Lisboa, Assírio & Alvim, 1992.

. Poemas , Lisboa, Assírio & Alvim, 1996.

. Quatro Caprichos , Lisboa, Assírio & Alvim, 1999.

 

PASSIVA:

AMARAL, Fernando Pinto do, O Mosaico Fluido , Lisboa, Assírio & Alvim, 1991.

DIOGO, Américo António Lindeza, Modernismos, Pós-Modernismos, Anacronismos - Para uma História da Poesia Portuguesa , Lisboa, Cosmos, 1993.

HATHERLY, Ana, "António Franco Alexandre, Sem Palavras Nem Coisas , Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1974.", in Colóquio/Letras , n 26, Julho de 1975, pp. 20-22.

LOPES, Óscar, "Alguns nexos diacrónicos na poesia novecentista portuguesa", in A Phala , edição especial ("Um Século de Poesia"), Lisboa,.1989.

MACHADO, Álvaro Manuel, "ALEXANDRE, António Franco", in Dicionário de Literatura Portuguesa , Lisboa, Editorial Presença, 1996, pp. 19-20.

MAGALHÃES, Joaquim Manuel, Um Pouco da Morte , Lisboa, Presença.

NAVA, Luís Miguel, "António Franco Alexandre, As Moradas 1 & 2 . Lisboa, Assírio e Alvim / 1987", in Colóquio/Letras , n 101, Jan.-Fev. de 1988, pp. 113-114.

-------------------------, "Fernando Pinto do Amaral, O Mosaico Fluido. Modernidade e Pós-Modernidade na Poesia Portuguesa mais recente , Lisboa, Assírio & Alvim, 1991.", ", in Colóquio/Letras , n 129-130, Julho-Dezembro de 1993, pp. 281-282.

-------------------------, "O Poliedro Transparente. Sobre <<Oásis>> de António Franco Alexandre", in Colóquio/Letras , n 135-136, Janeiro-Junho de 1995, pp. 191-194.

PEREIRA, Edgard, "António Franco Alexandre, Poemas , Lisboa, Assírio & Alvim, 1996.", in Colóquio/Letras , n 145-146, Julho-Dezembro de 1997, p. 338-40.

PITTA, Eduardo, "O Som & O Sentido - Teoria, Caprichos & Minotauro", in Ler (Livros & Leitores) , n 46, Verão 1999, pp. 41-42.

 

1.3. LUÍS MIGUEL NAVA

 

ACTIVA

. O Perdão da Puberdade , Coimbra, Edição do Autor, 1974.

. Películas , Lisboa, Moraes Editores, 1979.

. A inércia da deserção , Lisboa, & etc, 1981.

. O Pão a Culpa a Escrita e Outros Textos , Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1982.

. Como alguém disse , Lisboa, Ed. Contexto, 1982.

. Rebentação , Lisboa, & etc, 1984.

. A poesia de Francisco Rodrigues Lobo , Lisboa, Editorial Comunicação, 1985.

. Eugénio de Andrade , Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1987.

. Poemas , Porto, Ed. Limiar, 1987.

. "O corpo espacejado", in Colóquio/Letras , n100, Novembro-Dezembro de 1987, p. 116.

. "Acme a ser Arte - Alguns aspectos da poesia de Luiza Neto Jorge", in Colóquio/Letras , n 108, Março-Abril de 1989, pp. 48-62.

. "Paulo Teixeira, A Região Brilhante . Lisboa, Editorial Caminho / 1988.", in Colóquio/Letras , n 108, Março-Abril de 1989, pp. 106-108.

. O céu sob as entranhas , Porto, Ed. Limiar, 1989.

. Antologia de Poesia Portuguesa (1960-1990) , Lovaina, Ed. Association Européenne pour la Promotion de la Poésie, 1991.

. "Nuno Júdice - uma poética da água", in Colóquio/Letras, n 121-122, Julho-Dezembro de 1991, pp. 220-224.

. "A <<Musa Irregular>> de Fernando Assis Pacheco", in Colóquio/Letras , n 125-126, Julho-Dezembro de 1992, pp. 236-238.

. Seis formas do invisível , Málaga, Ayuntamiento de Málaga, 1993.

. "Amadeu Lopes Sabino, Novelas Imperfeitas. Lisboa, Quetzal, 1991.", in Colóquio/Letras , n 129-130, Julho-Dezembro de 1993, pp. 266-267.

. Vulcão , Lisboa, Quetzal Editores, 1994.

. "O Poliedro Transparente. Sobre <<Oásis>> de António Franco Alexandre", in Colóquio/Letras , n 135-136, Janei ro-Junho de 1995, pp. 191-194.

. "Carta a António Cândido Franco", in Colóquio/Letras , n 135-136, Janeiro-Junho de 1995, pp. 200-209.

. Com Lobão Teixeira, "O Sexo dos Frades", in Navio-Farol , 1995-1999.

 

PASSIVA

AMARAL, Fernando Pinto do, "Luís Miguel Nava, O Céu Sob as Entranhas. Porto, Limiar / !989", in Colóquio/Letras , n 123-124, Janeiro-Junho de 1992, pp. 379-381.

-------------------------------------- , "O que eu ando a ler", in Ler , n31, Verão 1995.

CRUZ, Gastão, "A arte de pesar o mar", in Luís Miguel Nava, Poemas , Porto, Limiar, 1987, pp. 9-14.

JÚDICE, Nuno, "NAVA, Luís Miguel", in MACHADO, Álvaro Manuel, in Dicionário de Literatura Portuguesa , Lisboa, Editorial Presença, 1996, pp. 19-20.

PITTA, Eduardo, "A Letra do Corpo", in Ler (Livros & Leitores) , n 10, Primavera 1990.

------------------ , "A condição dos poetas", in Ler (Livros & Leitores) , n31, Verão 1995, pp. 104-105.

------------------ , "O Som & O Sentido - O mistério primordial", in Ler (Livros & Leitores) , n 41, Inverno/Primavera 1998, p. 38.

ROCHA, Luís de Miranda, "Luís Miguel Nava, Películas . Moraes Editores, Lisboa, 1979", in Colóquio/Letras , n62, Julho de 1981, p. 83.

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* Equiparado a Assistente do 1 Triénio da ESEV.

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