RÁDIO POLITÉCNICO

 

Com o objectivo de falar do passado, presente e futuro, o jornalista conversou com a subdirectora de MILLENIUM, Doutora Maria de Jesus Fonseca.

J. A.- Como surge na ficha técnica de Millenium ocupando o cargo de subdirectora?

M. J. - As razões foram já explicadas no Editorial de Millenium, no número 15, em Julho de 98. Elas prendem-se, sobretudo, com o crescimento da revista num curto espaço de tempo (na altura quatro anos), que veio a exigir o reforço da equipa directora, até porque, quer o director, quer a outra subdirectora, acumulavam essas tarefas com outras funções tão mais absorventes do que esta, designadamente as de Vice-Presidente do ISPV e Director do Departamento Cultural, e ainda responsável por toda a actividade editorial, e a Dr.ª Sónia, responsável pelo Gabinete de Relações Internacionais, tratando designadamente da mobilidade de estudantes e de docentes e do intercâmbio dentro dos programas europeus.

De facto, a revista cresceu. O primeiro número saiu em Fevereiro de 96. Se verificarmos, a equipa que o realizou foram sete pessoas, e essa equipa, em vez de ter aumentado, diminuiu e ficou apenas com cinco pessoas.

Igualmente, esse número 1 tinha 55 páginas e uma tiragem de 500 exemplares.

A partir do número quatro, de Outubro de 96, a revista cresce em número de páginas, que passaram praticamente a 200, e é também a partir desse número que há alterações na capa, designadamente uma melhor qualidade.

No número 6, Março de 97, começou o início da tiragem de 1000 exemplares da revista.

A partir do número 11, em Julho de 98, a revista apresenta-se num novo formato, que é ainda o actual, com um novo tamanho, capa substancialmente melhorada, aspecto gráfico melhorado, e aumento do número de páginas que a constituem - mais de 200. Neste momento, 300.

Também desde cedo se verificou que seria muito difícil manter a periodicidade inicial que se tinha estabelecido para a revista, dado o volume de trabalho que isso implicava, por um lado, e por outro, este seu rápido crescimento. Por isso, a partir do número 3, de Junho de 96, essa periodicidade foi alterada e passou de bimestral a trimestral. Mesmo assim, esta periodicidade é apertada.

Foram (e são), pois, deste tipo as razões explicativas da minha presença na revista, reforçando a equipa editorial e directora.

J. A. - A revista vai entrar no 5º ano de publicação ininterrupta. Muito embora tenha entrado há relativamente pouco tempo para a revista, tem conhecimento dela. Que balanço é que se pode fazer precisamente a esta actividade editorial?

M. J. - De facto, ainda é cedo, dado o pouco tempo que tenho de permanência efectiva ao serviço da revista. De qualquer maneira, nunca pensei que a revista desse tanto trabalho. Isto de pedir textos aos autores, de lê-los, de os inserir nas respectivas secções, rever os textos todos para o Dr. Paulo Medeiros informatizar, de supervisionar a impressão e depois a paginação da revista é muito trabalhoso.

Contudo, devo dizer que gosto do que faço, mas a tarefa é mais difícil e complexa do que pensava antes de vir para cá. Seja como for, acho a experiência muito enriquecedora. Espero que tudo continue, pelo menos, a correr como até agora.

Quanto à revista, creio tratar-se de uma publicação de indubitável qualidade, tematicamente aberta e diversificada, com textos, quer de opinião, quer científicos, excelentes e rigorosos, que se lêem com gosto e prazer. Sinal disto são os prémios que a revista tem recebido, bem como as cartas, telefonemas e e-mails de leitores, elogiosos, e ainda o acréscimo de pedidos de recepção desta publicação.

J. A. - Quando surgiu o primeiro número tinha como objectivos as vertentes cultural, científica, pedagógica e educativa. Mantêm-se estas metas?

M. J. - Sim! Mantêm-se, evidentemente. É dentro destas metas que nos temos movido, e elas têm contribuído para a identidade da revista.

Há uma outra meta que me parece se deve acrescentar a essas, que é a de, através da revista, o ISPV, promover a ligação e o intercâmbio com a comunidade.

J. A. - Em que secções é que se divide a revista, para divulgarmos daqui ao auditório da Rádio Politécnico?

M. J. - A revista divide-se em seis secções neste momento, tirando o Editorial. Temos a Vida Académica, as Perspectivas, a Educação sem Fronteiras, Spectrum, Educação, Ciência e Tecnologia, e Arquivos.

Apenas de salientar que Spectrum foi uma secção introduzida na revista a partir do número 15, em Julho de 99.

J. A. - Trimestralmente, quantas revistas são editadas?

M. J. - Mil exemplares é a nossa tiragem actual.

J. A. - E é para manter? Ou para aumentar? Como pensa que vai ser a tiragem?

M. J. - Neste momento pensamos mantê-la, até porque isso tem a ver com a distribuição que é feita da revista. Posso dizer-lhe que a distribuição interna entre as Escolas que constituem o ISPV, o Pólo, os Serviços, se situa nos 350 exemplares.

A distribuição externa, a nível institucional, ultrapassa os 350 exemplares. A nível individual, também se faz a distribuição às pessoas que o solicitarem.

Para os nossos alunos são distribuídos mais ou menos 200 exemplares. Isto dá sensivelmente 1000 exemplares. É por isso que muitos números se encontram esgotados e até já fizemos reimpressão de alguns.

J. A. - Já abordou também, há momentos, aspectos da evolução da revista. Será que, por exemplo, em termos de apresentação gráfica, poderá sofrer alguma alteração?

M. J. - Se vier a sofrer, é sempre dentro do mesmo estilo e mantendo, tanto quanto possível, a forma que tem contribuído para dar à revista a identidade que ela tem. Contudo, é óbvio que temos o desejo de melhorar qualitativamente a sua apresentação gráfica. Por exemplo, pensamos vir a imprimi-la em papel de maior qualidade, quiçá melhorando a impressão, mas, sobretudo, estudamos neste momento a possibilidade de introduzir cor na revista. Ela perde bastante por não ser a cores. Pelo menos nas fotografias. A cor dar-lhe-ia outro aspecto, outra vida, outra qualidade.

Também, por outro lado, se possível, estamos a pensar na aquisição de mais equipamento tipográfico que permita precisamente essa melhoria.

J. A. - Como está a programação, no curto prazo, de Millenium, pois muito embora seja de periodicidade trimestral há que calendarizar a saída, já que o corpo redactorial é muito exíguo para as exigências da revista?

M. J. - Os próximos números, designadamente os deste ano, já estão todos programados. Igualmente, também, já temos planeados alguns números para o próximo ano.

Sobretudo, é evidente que continuamos a contar com a colaboração das nossas áreas científicas e departamentos das nossas Escolas e, portanto, dos nossos docentes.

Embora ainda faltem confirmações, mas, no campo das hipóteses, neste momento, pensamos dedicar, por exemplo, um número à cooperação internacional, outro ao património cultural da região de Viseu, outro será produzido pela área científica de Educação Visual e Tecnológica que, aliás, como área, é a primeira vez que vai participar; Igualmente, iremos contactar os Departamentos de Engenharia de Madeiras, de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial e de Engenharia Electrotécnica. E todas eles são Departamentos que, enquanto Departamentos, irão colaborar pela primeira vez. Estamos a fazer os contactos no sentido de vir a obter as confirmações de participação.

J. A. - As Unidades Orgânicas têm colaborado como seria de desejar, já que são elas que praticamente têm a massa cinzenta, na elaboração da revista?

M. J. - Isso é uma coisa que tem sido relativamente difícil. É que tem havido falhas de informação ou então a informação não chega a tempo. Temos de repensar o modo como a informação se transmite e nós já concluímos que nos faz falta uma pessoa, isto é, um interlocutor privilegiado em cada uma das Escolas, que seja responsável pela tarefa de nos transmitir a informação. Essa pessoa coordenaria toda a informação proveniente de todos os sectores da Escola e dos diversos Serviços e seria ela que nos faria chegar a informação atempadamente. Julgo que será esta a mecânica que procuraremos implementar.

J. A. - A própria dispersão do ISPV, com as Unidades Orgânicas em espaços físicos distintos, ainda que dentro de um raio praticamente de 5 Kms, não proporciona esses obstáculos?

M. J. - Sim, embora esse me pareça um obstáculo de somenos importância porque possuímos os meios humanos e materiais necessários para os ultrapassar. Por exemplo: temos motoristas e carros que rápida e facilmente fazem a ligação; E, melhor ainda, temos e-mails, e por e-mail pode enviar-se num ápice toda essa informação.

J. A. - E que tipo de colaboração existe precisamente na construção da revista, já que, como foi atrás referenciado, dá trabalho a fazer?

M. J. - Temos recebido, em termos de colaboração, e temos, sobretudo, contado com os nossos docentes, em primeiro lugar. Alguns colaboradores externos, mas sem carácter sistemático. Igualmente, alguns alunos têm começado a colaborar na revista e alguns funcionários. De qualquer forma, quer a nível dos funcionários, quer a nível dos alunos, a participação é ainda reduzida e, neste campo, há muito trabalho de sapa a fazer no sentido de promover a sua colaboração.

Aproveito para referir que qualquer pessoa pode propor artigos para publicação em Millenium, bastando para isso, se não quiser deslocar-se aqui, enviar o original com a respectiva disquette por correio, ou mandá-lo por e-mail para millenium@ipv.pt

J. A. - Uma questão mais: A Millenium on-line na Net é para continuar?

M. J. - Evidentemente. A Millenium on-line é para continuar. Aliás, a este propósito, gostaria de informar que na última revista publicámos que Millenium foi alvo de vários prémios na Internet. E esses prémios não deixam de ser tanto mais significativos quanto Millenium está a entrar no quinto ano de vida, como disse há bocado, mas ela está na Net há apenas dois anos. Neste curto espaço de tempo tivemos efectivamente quatro prémios. Da PNN - Portuguese News Network, da Portugal Links, pelo "excelente design e pela vocação integral da revista pela cultura"; do Guia da Imprensa na Net, afirmando que em Millenium, e passo a citar, "se poderão encontrar artigos de professores do ensino superior, quer portugueses quer estrangeiros, alguns deles as maiores autoridades mundiais em Ciências da Educação, abordando diversas temáticas, desde a Literatura, Educação, Filosofia, Matemática, etc.", e qualificando ainda o site como referência cultural para a comunidade lusófona. Um outro prémio é o da Escola Net, que foi atribuído de acordo com os seguintes critérios: "é um site que se encontra em português; tem conteúdo cultural e educativo nos textos e artigos que publica; a sua apresentação visual; a resolução da página; o facto de se tratar de página educacional e cultural não comercial." Igualmente, um prémio de YAHOO, porque Millenium é, e cito de novo, "um espaço aberto à circulação de ideias sobre questões de importância crucial para a cultura, ciência e educação."

Já agora, Millenium pode ser vista na Net no seguinte endereço: http://www.ipv.pt/millenium.

Numa experiência que se fez no mês de Julho do ano passado, a revista esteve três semanas em 1º lugar e uma semana em 2º lugar em PT/TOP 25. Esta presença na Net deve-se à iniciativa voluntária e ao trabalho de um aluno da ESEV, João Rodrigues. Quando ele acabar o curso e se tiver de sair, com certeza que continuaremos a ter recursos humanos que permitirão a permanência da revista na Net.

 

(Emissão de 26 de Janeiro de 2000)

JOSÉ ALBERTO

Técnico-Adjunto Esp. 1ª Classe

(ISPV – Relações Públicas)

SUMÁRIO