"SÓ TEMOS RAZÃO DE EXISTIR SE INSERIDOS NA COMUNIDADE"

José Alberto

Relações Públicas - ISPV

Em entrevista concedida à SEM MAIS, em 01/08 2000, o Presidente do ISPV salientou que a instituição só tem razão de existir se profundamente inserida na Comunidade justificando, deste modo, "o seu empenhamento na melhoria das relações com o sector empresarial da região".

Relativamente ao III Quadro Comunitário de Apoio, João Pedro Barros espera que ele lhe traga boas notícias: "Espero que este Quadro Comunitário da Apoio", disse, "nos dê a possibilidade de crescermos como outras regiões cresceram. Espero que tenha chegado a nossa hora, pois ideias e projectos não nos faltam".

Falando seguidamente do ano académico de 2000-2001, e depois de enumerar as Escolas Superiores integradas no Instituto Superior Politécnico de Viseu, os seus cursos e a sua frequência sempre em crescendo, o Presidente afirmou: "Aguardamos que até ao fim do ano o Governo cumpra as promessas feitas publicamente, de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros 140/97, que prevê a criação de Escolas Superiores de Saúde em todas as capitais de distrito. Para isso nos candidatámos com um trabalho que mereceu na altura toda a concordância do Ministro Marçal Grilo, autoridade que então nos prometeu que seria criada a Escola Superior de Saúde e a de Comunicação e Artes".

Também espera ver o Presidente resolvido o problema da formalização da Escola Superior de Enfermagem "para que ela possa vir a pertencer ao Instituto já a partir do ano académico de 2000/2001".

Falou seguidamente João Pedro Barros da "gestação" dos cursos do ISPV, salientando que "nenhum é criado sem o agreement do Conselho Consultivo, que é constituído por autarcas, figuras públicas e empresários, entre outros", sendo através da discussão que nasce, ou não, a necessidade da sua criação. Como resultado desta metodologia, "a taxa de empregabilidade dos alunos saídos do ISPV é altamente satisfatória, podendo dizer-se que nas áreas das Tecnologias e Engenharias não temos desempregados".

No seu entendimento, "a formação terá de ser cada vez mais encaminhada no sentido de os jovens poderem competir com os parceiros europeus e podermos assim ser exportadores de profissionais altamente qualificados".

E João Pedro Barros prosseguiu: "A qualidade foi uma tónica sempre defendida", salientando que "a expensas da instituição, e para obterem a post-graduação, estiveram em Inglaterra, E.U.A., Bélgica, França, Espanha, e noutros países, os nossos professores. Tudo para melhor podermos assumir o estatuto da qualidade". "Com esta política", afirmou, "já temos neste momento alunos nossos, com as respectivas licenciaturas, a trabalharem em alguns países europeus".

Para manter o nível de qualidade de ensino numa instituição como o Instituto Superior Politécnico de Viseu, salientou João Pedro Barros ser preciso "um investimento quase contínuo". Assim, para levar por diante esses investimentos, "a administração do ISPV, para além das suas receitas próprias, conta com dinheiros do Orçamento de Estado, do FEDER, e outros apoios europeus".

Quanto às novidades que poderão vir do III Q.C.A., "as expectativas são as melhores para as seguintes candidaturas: Edifício da Escola Superior Agrária (um milhão de contos), o projecto, já concluído, orçando em 42.500 contos, devendo a obra iniciar-se brevemente; Edifícios em Lamego para a Escola Superior de Tecnologia e Gestão e para a Escola Superior de Educação; Candidatura ao PRODEP para a construção de duas residências de estudantes e um restaurante no Campus, que possam abranger todas as instituições ali instaladas; Candidatura ao PRODEP para acções de formação do pessoal do ISPV; Candidatura ao PRODEP para fazer post-graduações (mestrados e doutoramentos)".

SUMÁRIO