Rui Torres de Almeida*

 

Natal

Alvorada de paz e de emoção

Sonho que nos prende e arrebata.

O Natal é para mim uma canção,

E a luz a brilhar na imensidão

Na noite da mais bela serenata.

 

Eu amo este bando que chilreia

Ao ritmo intenso de alegria,

À roda da mesa onde, à ceia,

Se acende a luz de uma candeia.

Poema de amor em noite fria!

 

 

Fantástica e linda sinfonia

Assinala no céu doce destino.

Estrela fulgurante que nos guia

Nesse mar de sonho e poesia,

Berço imortal de um Deus Menino.

 

Natal é a esperança do mundo

Onde a guerra impõe a sua lei.

E eu, a voz do velho vagabundo,

Peregrino nesse vale fecundo,

Saudoso dos amores que lá deixei!

 

(Dezembro de 1992)

 

 

* Um homem da Beira

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