RÁDIO POLITÉCNICO

VISITA PREPARATÓRIA SÓCRATES - GRÉCIA -

OUTUBRO 1997

- Uma entrevista com o Presidente do ISPV

 

A visita preparatória à Grécia, em Outubro último, no âmbito do Programa Sócrates, foi conduzida pelo presidente do ISPV, João Pedro Barros. Acompanharam-no o vice-presidente responsável pelo Departamento Cultural, Sónia Silva, técnica superiora do mesmo departamento, e as docentes da Escola Superior Agrária, Eng. Cristina Amaro da Costa e Drª. Fátima Pinho.

Segundo João Pedro Barros, "a nossa deslocação à Grécia prendeu-se essencialmente com a presença em solo grego de duas alunas da ESAV, em instituições politécnicas onde adquirem formação ao abrigo da secção Erasmus do programa comunitário SOCRATES". E o presidente continuou: "Visitámos duas instituições politécnicas onde concretizámos contactos com as duas alunas. A sua integração é tal que já falam com alguma fluência a língua do país de acolhimento o que, obviamente, lhes facilita a concretização dos planos de estudo previstos nos acordos de cooperação existentes".

Durante a estadia, a comitiva realizou diversas reuniões de trabalho com dirigentes dos dois institutos politécnicos (Messolonghi e Kalamata). Estas reuniões, na opinião do presidente do ISPV, "visaram um maior incremento para 1998/1999 do intercâmbio feito sob a égide da União Europeia. Ainda no presente ano lectivo", acrescentou, "vai concretizar-se a deslocação de um docente do ISPV a uma das instituições referidas".

Para João Pedro Barros, "o intensificar da cooperação com os países do sul da Europa, com quem temos mais afinidades de vária índole, é uma realidade, mas a meta é privilegiar todos os países que integram o bloco europeu. Aliás, os acordos de cooperação com a Finlândia, Noruega, Inglaterra, França, Espanha, Grécia, e outros, permitem-nos ter alunos nossos nesses países, o que representa para a instituição uma mais-valia inquestionável. Por outro lado, a conclusão das nossas residências de estudantes vai permitir um maior afluxo de estudantes estrangeiros ao nosso Instituto".

Inquirido sobre a situação actual dos politécnicos gregos, João Pedro Barros afirmou: "lá, como cá, o ensino politécnico continua a pretender, muito justamente, afirmar-se, tanto em termos da sua organização e estruturação como no âmbito do enriquecimento dos seus curricula e, em consequência, do valor qualitativo dos seus diplomas. Estou convicto de que o ensino politécnico não vai atingir já o zénite, mas terá alcançado no final do milénio metas impensáveis há meia dúzia de anos atrás".

E prosseguiu: "Os últimos governos têm investido muito no ensino politécnico, já que o produto final deste subsistema de ensino superior é de altíssima qualidade cultural e científica, voltado, como está, para o saber e o saber-fazer. Tudo isto se conjuga, portanto, para que o ensino politécnico possa ombrear com o ensino universitário, embora salvaguardando as especificidades de cada um dos subsistemas". À semelhança da afirmação do senhor Presidente do CCISP, professor-doutor Luís Soares, para quem a "evolução do ensino politécnico é de monta", João Pedro Barros sublinhou o salto qualitativo dado pelo ensino politécnico nos seus quinze anos de existência. A Universidade portuguesa tem mais de sete séculos já.

Finalizando, o presidente do ISPV referiu um critério importante no âmbito da defesa da qualidade da formação na instituição. Nas suas palavras, "mantivemos as mesmas exigências de acesso que as universidades decidiram para este ano. Daí, o ensino politécnico ser muitas vezes a primeira escolha dos candidatos ao ensino superior". Na linguagem fria dos números, "há quinze anos o ensino politécnico tinha cerca de quatro mil alunos e hoje perto de cem mil, uma demonstração forte da capacidade de formação com um prefil próprio".

 

Emissão de 11 de Novembro de 1997

JOSÉ ALBERTO

Técnico-adjunto especialista de 1ª classe - (Relações Públicas - ISPV)

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