A CADA UM A SUA ESCOLHA

 

MARIA FERNANDA GONÇALVES *

 

 

1 - Aplaudo a ideia dos docentes da área de Ciências da Educação de convidarem os colegas, e se proporem eles próprios, a fazer e justificar a escolha pessoal de um livro, comentando-o de modo breve e na forma que julgarem mais adequada.

A ideia é susceptível de várias formas de tratamento e, do meu ponto de vista, pode satisfazer objectivos de índole científica e formativa que considero nada desprezíveis.

Claro que cada um fará uma escolha dos próprios objectivos da sua intervenção, pelo menos de modo implícito na forma como elabora a comunicação escrita.

O facto de este despretensioso trabalho se inserir na Revista Millenium é já uma forma de enquadrar os seus objectivos. Visa esta Revista, na leitura que dela faço, espelhar a vida académica/científica das Escolas e Departamentos que constituem o ISPV; promover a reflexão e debate de questões teóricas entre os que integram essas Escolas, mormente o seu corpo docente; dar espaço à apresentação pública de algumas produções científicas inerentes ao trabalho dos mesmos docentes, ou de outros; e muito em particular, julgo eu, proceder a um trabalho de informação e divulgação que dê a conhecer melhor a Instituição à(s) comunidade(s) a que está ligada e, além disso, ser instrumento de trabalho cultural entre os jovens estudantes, nomeadamente na fase de transição entre o Secundário e o Superior.

Se bem ajuízo, escolher uma forma a dar ao texto pedido implica priveligiar algum destes objectivos e clarificar quem são os destinatários preferenciais. Para quem falo?

Para os meus pares académicos (e profissionais) ? Para os meus colegas que estão noutros sectores de ensino? Para os meus alunos? Para outros alunos?

Pergunta ainda mais angustiante: quem estará interessado na minha escolha pessoal? A quem servirá ela, se for feita em função dos meus próprios interesses e idiossincrasias, e não em função dos destinatários, ou com critérios supostamente objectivos, de "cientificidade" garantida, em teoria universalmente aceites ?

Relato emoções? Faço crítica literária? Dou a forma de recensão crítica? Evidencio erudição? Apresento justificações didácticas que cativem os alunos? Faço uma boa síntese com comentário pessoal (coisa a que a própria síntese já não é alheia) ou confesso aos eventuais leitores o modo por que aquela obra me permitiu aproximar-me de certos aspectos do conhecimento, de uma melhor compreensão de algumas dimensões da realidade ou, simplesmente, me proporcionou a fruição de um enorme prazer intelectual, se é que posso pôr-lhe rigorosos limites? Convenhamos que é muita interrogação para tão breve trabalho.

 

2 - Faço nova pausa. Para quem ainda me acompanha neste deambular processual deixo registada mais uma preocupação.

Sou professora (com um prazer que alguns acharão masoquista ou "franciscano") e não consigo alhear-me de tal nesta situação.

Muito mais que o gosto pelo "livro" ( eu que sou da geração da ditadura do livro único), arrisquei sempre fomentar nos jovens com quem trabalhei o gosto pelos livros. Para mim "este plural é coisa bem singular".

Penso ainda no processo de "construção pessoal" com que me formei e nas diversas concepções de SABER que fui assimilando. A minha formação profissional passou também por aqui.

Hoje aprofundo questões destas no trabalho quotidiano e tudo faz outro sentido.

Se convictamente partilho a ideia de que um professor não "domina" propriamente um saber, mas tem que ter com ele uma relação correcta e aberta, e englobo aqui o gosto, a curiosidade científica, a abertura constante, a actualização permanente, o uso adequado dos instrumentos culturais necessários, a participação na partilha e na construção desse SABER, pelo menos, ao nível de uma apropriação pessoal, crítica e criativa dele. Se, brincando com os meus alunos, digo às vezes que um professor só ganha para exercer condignamente a sua profissão, se ganhar o suficiente para comprar livros e viajar , mudo a minha opção para este texto que começava a despontar.

Nesta reflexão, releio um texto de Pedro d'Orey de Cunha sobre "Uma nova deontologia da profissão docente". Fala este autor em 1991 (infelizmente já não podemos contar com novos contributos seus) de uma "dentologia do passado" de uma "deontologia do presente" e esboça o que, na sua perspectiva, será um novo paradigma deontológico que as alterações de vária ordem, e a concretização da "escola para todos" reclamam.

Esse paradigma incluiria o professor como 1) centrado sobre a pessoa humana, 2) fascinado pela busca da Verdade e do Belo e 3) dinamizado por uma nova consciência de profissionalismo e exigência de qualidade.

A busca do SABER como objectivo profissional, envolvendo nessa busca os alunos, é uma ideia sedutora.

Daí que eu não escolha um livro, neste espaço que me é dado, mas me refira a alguns livros. E como a "busca" precisa de meios de vária natureza, gostaria de destacar algumas publicações, algumas organizações privadas, e algumas instituições públicas que têm facilitado o trabalho de "busca" a uma pessoa que trabalha e vive numa cidade encantandora, mas não privilegiada em recursos de natureza intelectual (1). Subjectivamente, é uma forma de quase reconhecimento; objectivamente, poderá ser para alguém um recurso informativo (muito limitado, porque meramente exemplificativo).

 

3 - A minha área de trabalho é, actualmente, a de Ciências da Educação (sem cuidar agora de discutir nem designação nem limites). Mas, antes de fazer uma escolha nesse campo, gostaria de me referir a uma ou outra obra de carácter geral, uma vez que nenhuma área de especialidade pode prescindir das suas relações interdisciplinares e culturais, nem nenhum profissional vive desligado do mundo do seu tempo.

Encontrando-nos em finais do século XX é inevitável a tentativa de fazer "balanços" e de olhar a evolução que o mundo sofreu e nós com ele.

Das minhas leituras pessoais destaco a obra de HOBSBAWM, A Era dos Extremos,(2) uma síntese interessante e bem documentada do período de 1914-1991.

A razão por que escolho esta obra é contrária à dos estritos motivos académicos.

O autor é um intelectual e historiador que tem como época especial de estudo o Século XIX. O trabalho que apresenta nesta obra tem algo a ver com a sua actividade profissional, mas não é característicamente uma obra de investigação académica, e visa um público vasto de leitores.

É este aspecto que suscita a minha atenção, porque me parece ser uma característica do nosso tempo.

Os "construtores" de Ciência tornam-se também seus divulgadores. Para além de interesses estratégicos e económicos, há um sentido democrático do uso do SABER, uma vez que se pretende torná-lo acessível a camadas populacionais cada vez mais vastas. Grandes nomes do campo científico e literário acedem a dialogar, não só com os seus pares, mas com vastas audiências; mantêm participação em orgãos de comunicação social, e não só em revistas especializadas; publicam obras de divulgação e fazem trabalhos de iniciação metodológica ao seu campo de saber, muitas vezes destinados a discípulos principiantes. Forçando um pouco a expressão, também aqui poderíamos dizer que estamos no "século do povo".

 

4 - Este balanço de final de século leva-me a inquirir que obra (ou obras) poderá ser uma boa síntese do SABER do nosso tempo. A primeira resposta óbvia é a de que tal não é adequado à vastidão dos saberes da nossa época e que até por áreas científicas essa pretensão pode ser estulta.

Esta ideia leva-nos a trocar impressões sobre as produções no nosso campo e outros afins e acabamos na discussão sobre "enciclopedismo" - e "anti-enciclopedismo"(3)

No momento em que escrevo (4) está marcada a abertura da nova Biblioteca Nacional de França e a exposição "Tous Les Savoirs du Monde, encyclopédies et bibliothéques". Será um acontecimento a registar na nossa agenda cultural.

Remetido este para melhor oportunidade, continuamos a discussão.

Inevitavelmente desembocamos em juízos avaliativos sobre a Enciclopédia EINAUDI.(5) Revemos o plano da obra, discutimos as entradas de alguns volumes, relemos alguns artigos, apoiamos o "sentido aberto" que quase todos os textos têm e lamentamos o excesso de referências bibliográficas que têm a "marca de origem", ou porventura algumas omissões notórias.

Por mim, não tenho dúvidas, esta é a obra que eu elegeria como a mais representativa do SABER que enquanto Comunidade Cultural adquirimos, e do modo como o perspectivamos.

Dizem que é "elitista"? Bendita seja a "eleição" da qualidade.

Este é o contraponto do critério que elogiei no ponto anterior deste texto. Ambos coexistem. Felizmente!

 

5 - Depois destas referências a um enquadramento global, debruço-me sobre o meu campo específico.

As Ciências da Educação, vistas na perspectiva académica e na da produção literária, têm tido um enorme desenvolvimento nas últimas décadas em Portugal.

Não é este o momento mais adequado para interpretar tal facto, mas ele impõe-se aos olhos de quem quer que esteja minimamente atento à evolução da educação escolar e das suas implicações.

Tal abundância súbita de cursos e disciplinas, de graduações académicas e de publicações não garante, só por si, um estatuto realmente valorizado deste campo, nem mesmo um progresso real evidente e inovador em muitos dos problemas e áreas mas, pelo menos, confere-lhes uma visibilidade que forçará algumas portas.

Gostaria de citar duas instituições que tivessem contribuído entre nós, particularmente, para a aceitação social e académica deste domínio científico (é bom reforçar o termo) e mesmo para o seu prestígio.

A Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação tem uma história recente e não cumpriu ainda (neste tempo curto) os objectivos da sua criação. É porém um fórum em que se põem algumas esperanças.

Embora também recente, mas com obra importante já feita, lembraria o Instituto de Inovação Educacional. A ele voltarei a referir-me a propósito das suas produções.

Nos últimos anos a sua actuação tem-se feito sentir por intervenções, pelo dinamismo dos projectos, pelo apoio a acções desencadeadas pelas escolas ou por alguns profissionais, pelos estudos que promove e pelas publicações que divulga. Cremos estar-se a produzir algum saber educacional bem alicerçado na nossa realidade e não só utilização de quadros de referência alheios com aplicação a um contexto próprio.

Esta é a minha 1 Instituição premiada.

A 2 escolha terá uma marca mais subjectiva. Tem a ver com a leitura e aproveitamento que faço da vida de algumas instituições formativas.

Gostava de registar uma "menção honrosa" ao Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Creio que este Departamento tem lugar cativo na história da institucionalização dos"Estudos de Educação Escolar e Formação de Professores" em Portugal.

Mas não é essa história que estou a fazer. A minha nota de agradecimento vem do uso que faço da sua Biblioteca, por ser local de visita obrigatória nas minhas deslocações a Lisboa, uma vez que ali encontro o mais completo acervo de revistas estrangeiras da minha área de especialidade.

Pode-se passar lá uma tarde, consultar todos os números de um ano de uma dada revista, e fica-se com uma ideia aproximada do que se produziu nesse ano, no campo que nos interessa.

O meu esforço de actualização é facilitado com algumas horas passadas ali.

Mas a minha 2 atribuição vai para a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa. Não conheço em pormenor a vida desta Escola, mas há coisas que jogam a favor da sua imagem pública: a liderança na acção e na investigação de alguns dos seus docentes, a divulgação por meios editoriais de trabalhos dos seus formandos de pos-graduação, a acção encetada com outras instituições e editoras e a criação de uma linha editorial própria - a EDUCA - que se desdobra nos campos da Organização dos Professores do Currículo e da Formação.

Esta casa faz parte dos meus circuitos culturais nas deslocações a Lisboa.

Entra-se, desce-se uma escada e estamos num espaço aberto que funciona como "ponto de encontro", Bar, recanto de tertúlias, de conversas de grupos informais, de local de refeições, de encontro de professores e de alunos. Penso que pode sentir-se nestes espaços a cultura "expressiva" das escolas. Acresce que este tem anexa uma pequena livraria com enormes escaparates onde estão colocadas as últimas novidades que podem ter interesse para os cursos que a Faculdade ministra. Lá estão as "Ciências da Educação" .Particularmente, estão sempre presentes as edições nacionais.

Entra-se, folheiam-se os livros, acumulam-se os que queremos trazer (que ultrapassam sempre as nossas previsões orçamentais) e ficamos a saber mais "novidades" sobre o que nos interessa. Quem nos atende conhece os livros; faz contactos quando é preciso para saber se a obra pretendida estará esgotada, ou se haverá alguma outra equivalente; oferece-nos catálogos, dá-nos notícias de algumas obras que "estão para sair".

Dir-me-ão que tudo isto é de interesse menor. Por mim, discordo. Comprar livros num local em que quem os vende sabe alguma coisa sobre o produto com que lida é um prazer que raramente se tem em Viseu.

 

6 - Estando a falar de instituições, ocorre-me estender este sui generis "concurso" às nossas Editoras.

Pego, quase com nostalgia, em obras da Livros Horizonte, nomeadamente da Colecção Biblioteca do Educador Profissional que agora está diversificada. Durante anos foi marcante entre nós (conjuntamente com a "desaparecida" Moraes). Tem agora um ritmo editorial muito irregular; está distante dos seus leitores, mas ainda nos vai dando alguns bons títulos.

Reparo que tenho muitos exemplares da Texto Editora. Já publicou algumas coisas com interesse, e tem agora ligação ao Ministério da Educação. Tem-se a ideia de que faz edições rápidas e relativamente baratas. Mas o número excessivo de obras em que a "ligeireza" parece também excessiva, não serve para consolidar uma boa imagem, ainda que possa conquistar mercado. Já deixei dito que não julgo que divulgação e qualidade sejam incompatíveis.

A atribuir um prémio pelas publicações e acções na Área das Ciências da Educação, ele iria para a Ed. ASA.

Nos últimos anos incrementou imenso a produção neste campo (embora o critério de selecção de obras a traduzir seja, por vezes discutível). Tem agora 5 colecções que cobrem este vasto campo. São elas:

- Biblioteca Básica de Educação e Ensino

- Perspectivas Actuais

- Práticas Pedagógicas

- Horizontes de Didáctica

- Em FOCO

Mas o mais notório, pelo menos nas zonas Centro e Norte do país, foi a capacidade de interacção com as escolas e os professores que trouxe algum dinamismo, deu a conhecer projectos, acompanhou os assuntos mais pertinentes e fomentou o debate sobre eles; pôs os professores a lerem mais sobre estes temas e a escreverem sobre eles. O Jornal Correio Pedagógico foi um bom instrumento de divulgação para as Escolas Básicas e Secundárias. A sua publicação cessou, mas a colecção dos Cadernos Correio Pedagógico tem um pouco o mesmo espírito e produz efeitos semelhantes.

Correndo embora o risco de ser injusta (por deficiência de informação) o meu 2 prémio vai para a Porto Editora. A sua tradição no campo da Educação (excluindo os livros escolares) não é grande.

Mas ultimamente parece ter também enveredado por este campo e de algum modo (se bem interpreto) retomou projectos iniciados pela ASA.

Promove colóquios; tem um jornal de divulgação - Rumos - (para além da Revista Educação); encetou também a publicação de pequenas obras temáticas a que chamou "Colecção Educar" e mantém três colecções, estando pelo menos uma delas com muito êxito. São as colecções

- Ciências da Educação

- Escola e Saberes

- Educação Básica.

Aguardemos para saber quais destes projectos chegarão a consolidar-se.

 

7 - Numa época em que todo o tempo é "duração curta", em que a evolução e a mudança são rápidas, em que quase tudo tem a possibilidade de "chegar a ser", mas muito menos a de "permanecer", as pequenas comunicações, os ensaios curtos, as reflexões críticas e criativas, ou resultados parciais de experiências, exprimem-se muito em obras breves e não chegam a incorporar "grandes tratados". Talvez seja por isso (e por razões mais profundas) que as revistas têm tanto êxito. O número prolifera de tal modo que não há grupo, associação, escola (em duplo sentido), Departamento, campo do saber vasto ou restrito que não tenha a sua revista.

Mas é também por meio destas (das boas revistas especializadas) que vamos conhecendo as produções mais avançadas, as ideias que começam a germinar na mente de alguém ou nalgum "nicho" académico-científico).

Na revisão que estamos fazendo não poderíamos por isso deixar de olhar para as revistas portuguesas dedicadas às chamadas "Ciências da Educação".

Elas reflectem, como já dissemos, a evolução que institucionalmente este campo teve em Portugal.

Se a "velha" Revista Portuguesa de Pedagogia" é já uma "instituição", muitas outras têm vida curta e história recente. De entre estas devíamos ainda distinguir as que têm um ritmo regular de publicação e as que são "intermitentes".

Como nota positiva lembraria a Revista Portuguesa de Educação (Universidade do Minho), a Revista de Educação (Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), e a Educação da Porto Editora.

Das muitas que estão ligadas aos Politécnicos ou ESE's salientaria (apesar do seu acidentado percurso) a Aprender da ESE de Portalegre, por parecer manter uma boa relação entre essa Escola e a sua comunidade envolvente.

De âmbito mais lato, mas também ligadas à Educação citarei a Educação-Sociedade e Culturas da Associação de Sociologia e Antropologia da Educação, e a Colóquio/Sociedade e Educação da Fundação Gulbenkian.

Mas depois de tanta nomeação, o prémio vai para a INOVAÇÂO do I.I.E. especialmente a partir dos números em que passou a haver um dossier temático. Associo esta revista ao que atrás dizia sobre construção contextualizada de saber educacional. Não vou fazer a 2 atribuição, como tenho feito até aqui, pela razão simples de que receio bem que entregasse o prémio à mesma instituição pela sua Revista NOESIS, particularmente voltada para os ensinos Básico e Secundário.

 

8 - E num escrito que afinal já vai longo, não posso deixar de falar da própria revista em que escrevo. Referi-me a ela no início deste texto. É um bom projecto que muito deve à pessoa que o dirige.

Julga-se que em breve as Escolas Integradas se autonomizarão também neste aspecto.

Mas seria injusto, nesta revisão de meios culturais de que dispomos, não falar dos que nos são oferecidos pela Instituição em que trabalhamos.

Neste sentido, uma palavra de agradecimento vai para a nossa Bibliotecária que, num zelo e competência inexcedível, tudo faz para conseguir a obra ou o texto que procuramos. Temos conseguido muitas obras por intercâmbio, ou serviço de empréstimo, com outras instituições. Lembro também que o esforço persistente desta profissional fez com que dispuséssemos do programa ERIC, que é optimo para actualização no conhecimento das obras produzidas, mas é bastante mais complicado no que diz respeito à sua aquisição.

Contamos também, dentro dos inevitáveis constrangimentos orçamentais, com grande disponibilidade e porfia de esforços para as aquisições que consideramos prioritárias.

A Biblioteca da ESEV é um bom serviço não só para o interior da Escola, mas também no que respeita a recursos que põe à disposição da comunidade interessada.(6)

Por último, tenho que reconhecer o enorme investimento que se tem feito na informatização dos serviços na ESEV, e na criação de condições para que todos, dentro da Escola, tenham acesso fácil a esses meios. Dentro em breve teremos ligação à Internet. Assim, uma cidadã que se considera protótipo da "era Gutenberg" passará a ter o mundo muito mais à mão.

Os louros a quem os merece!

 

(1) - A influência do Ensino Superior numa dada região pode medir-se também por indicadores como este.

Apesar de ter já um número razoável de estudantes e docentes neste nível de ensino, Viseu não tem ainda uma livraria correspondente a esse potencial mercado.

(2) - HOBSBAWM, Eric - A Era dos Extremos - história breve do século XX (1914 - 1991), Editorial Presença, Lisboa, 1996.

(3) - Um agradecimento especial à nossa colega Ana Maria Mouraz que animou estas conversas e pôs à nossa disposição material da sua própria Biblioteca, entre ele os números da PRELO (Revista da INCM) dedicados a estes temas.

(4) Dezembro de 1996.

(5) Edição Portuguesa a cargo da Impressa Nacional - Casa da Moeda, sob a coordenação de Fernando Gil.

(6) Será curioso fazer o levantamento dos "leitores externos". Pelo menos do ponto de vista estatístico, e da instituição de origem desses leitores, poderia ser significativo.

 

* Prof. Coordenadora da ESEV

 

SUMÁRIO