JORNADA TÉCNICA NA ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

 

(ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA)

 

 

No passado dia 18 de Março, o Departamento de Engenharia Electrotécnica, por intermédio da empresa Casa das Lâmpadas, levou a efeito uma jornada técnica sobre:

 

. Produtos de iluminação geral, decorativa, rústica e de emergência;

. Aparelhagem de manobra.

Fez-se igualmente a apresentação de produtos de comunicações, nomeadamente:

Sistemas de recepção e distribuição TV

 

. recepção terrestre;

. amplificação;

. distribuição;

. recepção satélite.

 

Sistemas de intercomunicação

 

. sistemas de telefones de porteiro;

. sistemas videoporteiro.

 

Esta jornada decorreu ao longo de todo o dia, tendo estado presentes todos os docentes e técnicos de laboratório do departamento e os alunos finalistas do referido curso de bacharelato em Engenharia Electrotécnica.

RÁDIO POLITÉCNICO

Serviços Sociais do ISPV

ENTREVISTA COM A ADMINISTRADORA DOS SAS

Começámos por colocar à dr Rosa Pinhel, Administradora dos Serviços de Acção Social do ISPV, uma primeira questão relacionada com o crescimento do ISPV. Segundo a entrevistada, "o crescimento do Instituto e das suas unidades é uma realidade inquestionável que se reflecte no trabalho dos Serviços de Acção Social e ao qual temos procurado responder da forma mais satisfatória.

Basta analisarmos alguns números para compreendermos que é assim:

No ano lectivo de 1988/89, quando os Serviços iniciaram as suas actividades, a 473 alunos do Instituto correspondiam 91 alunos bolseiros, com os quais havia um encargo mensal em bolsas de estudo de 944 contos.

No presente ano lectivo, a 3.300 alunos do Politécnico (em formação inicial) correspondem cerca de 800 alunos bolseiros (não tenho ainda valores absolutos porque decorre neste momento o período de reclamações aos resultados apresentados, havendo igualmente alunos que ainda não completaram os seus processos, o que poderá originar um ligeiro aumento deste número) e o encargo mensal é na ordem de 18.000 contos...

Em 1989/90 tínhamos em funcionamento um bar e um refeitório. Neste ano lectivo temos o Refeitório da Escola Superior de Educação, que serve almoços e jantares, e o Refeitório da Escola Superior de Tecnologia que, respondendo a um anseio dos alunos, para além dos almoços serve também, desde Janeiro, jantares. Nestes dois refeitórios, no mês de Janeiro, foram servidos 7.107 almoços e 1.754 jantares. No sector da alimentação, temos ainda um protocolo com a Câmara Municipal de Lamego, que autoriza os nossos alunos do Pólo Educacional de Lamego a utilizar o seu refeitório mediante contrapartida financeira. Funcionam também três bares, sob nossa administração directa, um na Escola Superior de Educação, outro na Tecnologia e o último em Lamego".

- Um dos sectores mais visados no vosso trabalho é o das bolsas de estudo. A comunicação social tem feito eco de grandes alterações para este ano lectivo. Quer referir algo a este respeito?

"Com certeza. Mas deixe que lhe diga: algumas afirmações revelaram-se um pouco desconhecedoras da verdadeira realidade. De algumas leituras quase que se deduziria que só a partir deste ano lectivo é que os alunos iriam usufruir desse benefício social. Não é assim".

"O que aconteceu é que este ano, fruto da publicação, em Setembro, da Lei do Financiamento do Ensino Superior Público, houve necessidade de fazer alguns ajustamentos, alterando um documento antigo e profundamente desactualizado à luz dos novos conceitos previstos na Lei.

A maior alteração prende-se com a não penalização dos dois primeiros anos de não aproveitamento, sujeitos, no entanto, a um nível mínimo de aprovação em unidades curriculares (40% de um ano médio). Existe igualmente a manutenção do direito a requerer bolsa de estudo enquanto o estudante puder concluir o curso com um número de inscrições igual a n+2 (sendo n o número de anos de duração normal do curso). Esta situação traduz-se em que, no nosso Instituto, os alunos dos cursos de bacharelato têm a possibilidade de requerer bolsa de estudo durante 5 anos (3+2) e os de licenciatura durante 6 anos (4+2).

A bolsa de estudo é paga anualmente, durante 10 meses, sendo o seu valor máximo, para o ano lectivo em curso, de 5.670$00/mês.

A bolsa de estudo é suportada integralmente pelo Estado, a fundo perdido, e visa contribuir para custear, entre outras, as despesas de alojamento, alimentação, transporte, material escolar e propina", salientou a Administradora dos Serviços de Acção Social.

Reportando-se depois aos alunos bolseiros que vão pagar propinas, Rosa Maria enfatizou:

"Bom, indirectamente os alunos bolseiros não pagam. Esta situação, inicialmente, não estava prevista no Despacho que foi publicado em Outubro. E deixe-me, antes de continuar, fazer aqui um pequeno esclarecimento:

Houve alguma hesitação relativamente à redacção deste documento final, publicado em 31 de Outubro, Despacho n 10.324, o que originou um grande atraso na análise das bolsas de estudo. Este trabalho normalmente é feito durante as férias de verão dos alunos mas este ano, por falta de documento orientador, não foi possível. Para além disso, e devido às inúmeras fórmulas que o mesmo contém, não era viável, sem um suporte informático, analisar as 1.270 candidaturas existentes nos Serviços. Assim, só depois de Outubro foi possível informatizar todo o serviço para se proceder à análise dos processos, o que foi feito com a maior dedicação e boa vontade por todos os elementos que desempenham funções no serviço de bolsas de estudo".

E voltando à questão da propina:

"Neste Despacho de Outubro, a situação não estava claramente acautelada. Sé depois de analisarmos alguns processos, aqui nos nossos serviços e, também, em cada um dos outros institutos, nos apercebemos que, a nível nacional, fruto dos novos critérios, havia algumas descidas de bolsa de estudo comparativamente com o ano anterior. Essa situação foi exposta, e por orientação de 26 de Dezembro do Senhor Director do Departamento do Ensino Superior, foi definido que os alunos bolseiros teriam direito à manutenção da bolsa de estudo do ano anterior, acrescida do valor de 5.670$00/mês para pagamento da propina. Assim, indirectamente, os alunos bolseiros não pagam propina pois ela é acrescentada ao valor da bolsa de estudo. Todavia, são eles os responsáveis pelo seu pagamento, nos prazos estipulados para o efeito, nos Serviços Académicos da Escola a que pertencem ou na Caixa Geral de Depósitos. Os Serviços de Acção Social pagam ao aluno a bolsa de estudo e o aluno paga à instituição a sua comparticipação nos custos do ensino, prevista na Lei do Financiamento, e que se designa por propina".

Houve um aumento significativo do número de novos bolseiros, fruto destas alterações?

"Não lhe posso dizer que o aumento tenha sido significativo. Existiu, no entanto. Em 1997 houve 27 alunos que não tiveram bolsa de estudo por capitação elevada e que este ano, com a mesma situação familiar, obtiveram uma bolsa de 5.670$00/mês. Relativamente aos alunos com falta de aproveitamento, o facto de poderem continuar a usufruir de bolsa de estudo com um aproveitamento mínimo de 40% foi também positivo. Temos cerca de 20% dos bolseiros nestas condições".

Quais são os factores considerados na análise dos processos de candidatura?

"Na análise dos processos é considerado o rendimento anual do agregado familiar do estudante", começou por explicar a Administradora dos SAS para depois concretizar: "Este rendimento é o conjunto de proveitos postos, a qualquer título, à disposição do conjunto dos membros do agregado familiar e é calculado pelos Serviços com base nas informações prestadas pelo requerente e comprovado documentalmente.

No cálculo do rendimento podem ser deduzidos encargos especiais passíveis de influenciar o rendimento do agregado familiar, desde que devidamente fundamentados e documentados, nomeadamente, encargos resultantes do arrendamento da habitação do agregado familiar ou do pagamento de empréstino bancário para aquisição da mesma (até ao limite de 30% dos rendimentos) e/ou encargos resultantes de doença prolongada ou crónica de qualquer dos membros do agregado familiar que possam influenciar o rendimento.

A capitação média mensal do agregado é o resultado da divisão do total de rendimentos encontrado pelo número de pessoas que constituem o agregado familiar".

O alojamento, na opinião da Administradora dos Serviços de Acção Social do Politécnico beiraltino, é algo que preocupa toda a instituição.

"Gostaria de lhe poder dizer que os alunos já dispõem deste serviço, mas a verdade é que, por motivos alheios à nossa vontade, ainda não estamos em condições de o oferecer. A construção das duas residências tem registado alguns atrasos e o facto é que nenhuma das duas está ainda concluída. Posso, no entanto, acrescentar que à primeira só faltam alguns pequenos pormenores estando praticamente em condições de nos ser entregue. Está também em fase final o concurso público para o fornecimento de camas e colchoaria para as duas residências.

É intenção do Senhor Professor-Doutor João Pedro abrir a 1 Residência aquando da inauguração da 3 fase da Escola Superior de Tecnologia, o que deixa um limite temporal que nos faz prever que no próximo ano lectivo os alunos do Instituto Politécnico de Viseu irão dispor deste Serviço.

Recordo que cada uma das residências tem capacidade para 100 camas, sendo 20 quartos individuais, com casa de banho privativa. Todos os quartos dispõem da possibilidade de ter telefone e televisão".

Finalizando:

"Estão também a encetar-se diligências para uma possível aquisição, no centro da cidade, de um espaço físico para alojar os alunos deslocados, sendo ainda muito cedo para poder concretizar algo mais. Oportunamente serão dados mais pormenores sobre este assunto", disse Rosa Maria, Administradora dos SAS, acrescentando que os seus serviços têm ainda mais alguns projectos, a divulgar oportunamente aos microfones da Rádio Politécnico.

 

Emissão de 10 de Fevereiro de 1998

José Alberto

Técnico-Adjunto Especialista de 1 Classe

(Relações Públicas - ISPV)

 

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