ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA

TOMADA DE POSSE DO PRESIDENTE DO CONSELHO CIENTÍFICO

 

No dia 2 de Março último, João Pedro Barros deu posse ao senhor Professor-Doutor José Carlos Dargent de Albuquerque como Presidente do Conselho Científico da Escola Superior Agrária de Viseu. Presente, o director desta Unidade Orgânica e os docentes membros deste órgão, os vice-presidentes do Instituto e o seu Administrador.

Usando da palavra, António Morais referiu que o passo agora dado marca "de forma emblemática o início de uma nova fase da instituição", depois de se haver reunido um corpo docente habilitado, dedicado à construção de uma Escola viva e atenta ao desenvolvimento da região.

Salientando depois a influência decisiva do apoio que o empossado deu à ESA nos últimos dois anos, tempo difícil, a coincidir com as iniciativas constantes do presidente do ISPV no sentido de instalar a ESA de modo a que a instituição pudesse, de forma condigna, dar a uma vasta região como é o distrito de Viseu os técnicos agrícolas de que ele carece, o director da ESA afirmou ter a instituição chegado a uma fase em que se não pode "esquecer um factor tão importante como o da orientação científica".

Para António Morais, a eleição do senhor Professor Dargent coloca a ESA "numa posição de tranquila autonomia na área", uma vez que "a acrescentar à sua sólida formação académica em Ciências Agrárias", o Professor Dargent "exerceu com grande brilho, para além de outras, funções directivas em duas escolas de inquestionável qualidade na transmissão do conhecimento no Ensino Superior Agrário - a de Coimbra e a de Santarém".

Usando da palavra, o Presidente do ISPV referiu os problemas múltiplos que se têm criado à instituição e a informação nem sempre escorreita que se tem dado à comunidade. Na sua perspectiva, porém, o que se faz na ESA é bem mais importante, nomeadamente a vontade e o dever de a instituição continuar a preparar os técnicos de qualidade necessários para o desenvolvimento da região. Para João Pedro Barros, a acção do senhor Professor Dargent, profundo conhecedor dos problemas de agricultura portuguesa, e também de Viseu e do ISPV, será decisiva neste campo específico, porquanto a sua experiência e o seu saber desenvolverão o quadro de formação da ESA, orientado para a elevação contínua da sua qualidade científica.

O senhor Professor Dargent agradeceu a simpatia que sempre lhe foi dispensada no ISPV e recordou que ao longo do tempo tem vindo a confirmar nesta instituição o muito que os poucos têm feito na ESA.

Salientou de seguida que as autonomias dos Politécnicos trazem responsabilidades aos Conselhos Científicos, nomeadamente no âmbito do planeamento, da investigação e no da prestação de serviços à comunidade.

Para o Presidente do Conselho Científico da ESA, a instituição surgiu num período de crise da agricultura portuguesa, uma crise estrutural de muitos anos, não tendo havido ainda a coragem necessária para a alterar. Uma breve reflexão sobre a nossa realidade traz à superfície uma percentagem muito elevada de iletrados entre os agricultores, apenas 2% deles possuindo um curso superior. Uma situação que urge começar a modificar.

Por outro lado, a ESAV é uma das dezasseis instituições de ensino superior agrícola que, no seu conjunto, oferecem quarenta e cinco cursos de formação, com vagas anuais da ordem das 2300 e com 1800 alunos/ano a diplomarem-se.

O caminho a trilhar pela ESAV, nas conjunturas actuais, só poderá ser o de um ensino de qualidade cada vez mais elevada, salientou o Presidente do Conselho Científico, uma qualidade possível pelas vias da obtenção de graus, de apresentação e de desenvolvimento de projectos de investigação e de prestação de serviços à comunidade, "o grande elo de ligação à agricultura numa região com grandes possibilidades".

As instalações são fundamentais, e com elas, com o crescimento e o desenvolvimento, a diferenciação dos cursos a oferecer.

Uma meta em vista são as licenciaturas e um Estatuto de Carreira Docente que permita a ambição.

SUMÁRIO