ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DO I.S.P.V.

Em 18 de Junho último, João Pedro Barros divulgou as bases programáticas da sua candidatura à Presidência do Instituto Superior Politécnico de Viseu, de acordo com o preceituado no nº 3 do artigo 13º dos Estatutos institucionais. Nenhuma outra candidatura foi apresentada.

MILLENIUM publica hoje este documento orientador pela importância de que se reveste o programa de acção tornado público, tanto no que se refere aos princípios fundamentais, como aos objectivos formulados nos âmbitos da consolidação institucional e funcional, da melhoria qualitativa das actividades, da inovação curricular e pedagógica, da acção social escolar, das relações com a comunidade e da posição do ISPV no sistema global do Ensino Superior Politécnico.

BASES PROGRAMÁTICAS DA CANDIDATURA

(nº 3 do art. 13º dos Estatutos do I.S.P.V.)

A. NO ÂMBITO DOS PRINCÍPIOS

A) - Cumprir e fazer cumprir os Estatutos do Instituto Superior Politécnico de Viseu;

B) - Fazer cumprir os Estatutos e Regulamentos das Escolas Superiores integradas no Instituto Superior Politécnico de Viseu;

C) - Honrar e dignificar todas as actividades desenvolvidas na sua globalidade pelo Instituto Superior Politécnico de Viseu;

D) - Pugnar pela afirmação da axiologia educacional no âmbito das Escolas integradas.

B. NO ÂMBITO DA CONSOLIDAÇÃO INSTITUCIONAL

Objectivo Geral

Criar e desenvolver condições para o efectivo exercício, por parte das escolas, das autonomias que a Lei e os Estatutos do Instituto lhe conferem.

Actividades

    1. Reforçar a consolidação institucional das Escolas Superiores do Instituto Superior Politécnico de Viseu;
    2. Privilegiar o relacionamento entre o Instituto e as suas Escolas Superiores integradas – Escola Superior de Educação; Escola Superior de Tecnologia e Escola Superior Agrária;
    3. Dinamizar as actividades dos orgãos colectivos do Instituto, nomeadamente o Conselho Geral.

C. NO ÂMBITO DA CONSOLIDAÇÃO FUNCIONAL

Objectivo Geral

Incrementar a prática da lógica de funcionamento do Instituto e suas unidades orgânicas, prevista nos Estatutos.

Actividades

    1. Dar sequência às propostas originárias das Escolas que mereçam acolhimento do Conselho Geral;
    2. Incrementar as relações entre as Escolas através de projectos de organização conjunta;
    3. Promover e apoiar as relações das Escolas com outras instituições nacionais;
    4. Desenvolver as actividades de cooperação internacional, designadamente no âmbito dos Programas Comunitários e das relações com os países africanos de expressão oficial portuguesa;
    5. Propor, em articulação com as Escolas integradas e com os Serviços Sociais, a alteração dos estatutos no que se revelar de impeditivo do funcionamento harmonioso e consequente com uma dinâmica institucional voltada para a modernidade;
    6. Promover as acções necessárias conducentes ao alargamento dos quadros das três Escolas integradas;
    7. Desenvolver todos os meios necessários à criação da Escola Superior da Comunicação Social e das Artes;
    8. Propor a passagem do Polo de Lamego a Unidade Orgânica, com novos cursos que se adaptem ao desenvolvimento da região duriense.

D. NO ÂMBITO DA MELHORIA QUALITATIVA DAS ACTIVIDADES

Objectivo Geral

Promover condições que favoreçam a qualidade dos serviços prestados pelo Instituto e suas unidades orgânicas.

Actividades

    1. Diligenciar no sentido de garantir solução definitiva para instalação dos Serviços Centrais do Instituto;
    2. Envidar todos os esforços para a construção da Escola Superior Agrária (ESAV) e Escola Superior de Educação (ESEV) em terrenos do Campus em Repeses.
    3. Dar sequência às propostas das Escolas, orientadas para a melhoria das condições materiais do seu funcionamento, com incidência em instalações e equipamento;
    4. Promover a realização de estudos orientados para a definição racional dos recursos humanos necessários à actividade normal do Instituto e suas unidades orgânicas;
    5. Incrementar a organização e realização de programas de formação de recursos humanos, com especial incidência nos professores das diferentes Escolas;
    6. Estimular actividades de investigação e inovação, apoiando a criação de centros específicos;
    7. Criar mecanismos de recolha de dados e tratamento estatístico e informativo;
    8. Promover Acções de Formação para funcionários dos ISPV e respectivas escolas integradas;
    9. Estudar e activar o acesso dos funcionários a melhores padrões funcionais através da evolução na carreira respectiva;
    10. Estabelecer critérios de justiça na avaliação qualitativa do serviço desenvolvido pelos funcionários do ISPV e Escolas integradas.

E. NO ÂMBITO DA INOVAÇÃO CURRICULAR E PEDAGÓGICA

Objectivo Geral

Criar condições para que as Escolas diversifiquem a sua actividade de ensino, em atitude de permanente actualização.

Actividades

    1. Colaborar com os Conselhos Científicos das diferentes Escolas no sentido de elevarem o nível qualitativo da sua composição interna;
    2. Apoiar as expectativas de alargamento das potencialidades curriculares das diferentes Escolas;
    3. Promover a cooperação entre as Escolas na organização conjunta de novos cursos;
    4. Exercer as competências previstas na alínea b) art. 9º da Lei nº 54/90

 

"Definir os critérios de recrutamento, selecção e provimento, bem como a promoção, recondução, prorrogação, mobilidade, exoneração, rescisão de contrato, demissão e aposentação do pessoal das suas unidades orgânicas".

F. NO ÂMBITO DAS RELAÇÕES COM A COMUNIDADE

Objectivo Geral

Incrementar os mecanismos de relação das diferentes Escolas com os sectores profissionais mais directamente relacionados com as actividades de ensino.

Actividades

    1. Dinamizar a constituição dos Conselhos Consultivos de cada escola;
    2. Favorecer a elaboração de Protocolos e Convénios com outras instituições, públicas ou privadas, com vista à realização de projectos concretos;
    3. Apoiar a realização das actividades que as Escolas entendam dever promover para desenvolver as suas relações com a comunidade envolvente;
    4. Sugerir a realização de actividades conjuntas orientadas pelos mesmos propósitos;
    5. Desenvolver as acções necessárias à institucionalização da Associação de Estudantes do Instituto Politécnico de Viseu.

G. NO ÂMBITO DA POSIÇÃO DO ISPV NO SISTEMA GLOBAL DO ENSINO SUPERIOR POLITÉCNICO

Objectivo Geral

Contribuir para a dignificação do Ensino Superior Politécnico nos planos institucional e académico.

Actividades

    1. Defender o estatuto profissional dos diplomados pelo Ensino Superior Politécnico;
    2. Apoiar esforços orientados para o prestígio dos professores e outros trabalhadores do Instituto Politécnico, no entendimento de que se trata de uma das condições essenciais para a dignificação do ensino superior politécnico;
    3. Contribuir para a consagração e valorização institucional das Escolas do Ensino Superior Politécnico, designadamente mediante a possibilidade de concessão de outros graus académicos e formação dos seus futuros professores.

H. NO ÂMBITO DA ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR

Objectivo Geral

Contribuir para melhorar as condições de apoio social aos estudantes do Instituto Superior Politécnico de Viseu.

Actividades

    1. Prosseguir os esforços de melhoria das estruturas dos serviços de apoio social das diferentes Escolas;
    2. Promover a criação de residências para estudantes dentro do programa já estabelecido;
    3. Apoiar iniciativas originárias das Associações de Estudantes;
    4. Aquisição de uma viatura para serviço das Associações;
    5. Construir um novo bar que possibilite um são convívio entre todos os estudantes;
    6. Apoiar os alunos com verbas das propinas nos trabalhos da Prática Pedagógica e estágios;
    7. Melhorar ou tentar melhorar as instalações dos Serviços Sociais.

O acto eleitoral teve lugar no dia 7 de Julho último.

O colégio eleitoral era constituído por 88 representantes eleitos dos docentes, dos funcionários e dos estudantes dos Serviços Centrais e das Unidades Orgânicas integradas. Votaram 78 desses representantes, registando-se apenas 4 votos brancos. O senhor Prof. Doutor João Pedro Barros foi, assim, eleito para um segundo mandato de três anos com uma percentagem de votos superior a 94%

SUMÁRIO