MILLENIUM n. 5 - Janeiro de 1997

 

VIDA ACADÉMICA

  

 

INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO DE VISEU

Sessão Solene Comemorativa do Dia do Instituto

e Abertura do Ano Académico de 1996/1997

6 de Novembro de 1996

10.30 horas

 

PROGRAMA

 

- Cortejo Académico.

- Abertura, pelo Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Prof. Doutor João Pedro Antas de Barros.

- Intervenção do Presidente da Associação Académica de Viseu.

- Entrega de medalhas de Prata a Profesores - Adjuntos.

- Tomada de posse da direcção da ADIV - Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu (do Instituto Superior Politécnico de Viseu).

- Entrega do diploma ao melhor aluno de cada curso concluído no ano lectivo de 1995/1996.

- Intervenção de sua Ex o Senhor Ministro da Educação, Prof. Doutor Eduardo Marçal Grilo.

- Lançamento da primeira pedra da 3 fase da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Superior Politécnico de Viseu.

DIA DO INSTITUTO

06/11/1996

 

Com a cerimónia protocolar do cortejo académico, que contou com a presença de professores de outras instituições e dos docentes do I.S.P.V., iniciou-se a sessão de abertura das comemorações do Dia do Instituto. Presentes na mesa, o Secretário de Estado do Ensino Superior, o Presidente do I.S.P.V. e o representante das Associações de Estudantes .

Primeira intervenção, a do Presidente da instituição.

Começando por referir a alegria que sentia pela presença de todos numa cerimónia de grande significado institucional, o professor João Pedro Barros salientou logo depois algumas das "dificuldades inimagináveis com que a comunidade viseense continua a confrontar-se ... no dealbar de um novo milénio", nomeadamente as que se prendem com a instalação da Escola Superior Agrária (ESA), uma questão em que "só a miopia de alguns homens que pensam no desenvolvimento à sua imagem e tamanho tem impedido que os nossos jovens façam a formação com que sempre sonharam". Em claro contraste com esta atitude de responsáveis locais, "o esforço e a atenção de todo o Ministério da Educação incluindo, obviamente, o Ministro e o Secretário de Estado do Ensino Superior, que têm acompanhado a par e passo toda esta problemática".

Para João Pedro Barros, o Ensino Politécnico "não pode crescer se, por razões externas à sua vontade e capacidade, o obrigarem a estiolar numa dimensão homunculizada".

Deu como exemplo destas razões externas as recentes contestações do ensino universitário relativas à possibilidade dos alunos das Escolas Superiores de Educação poderem leccionar para os três ciclos da escolaridade básica, centrando a sua análise da questão na estrutura actual dos planos de estudo da Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV), mais concretamente na estrutura das suas variantes, com 3.300 horas lectivas nos quatro anos de formação, com estágio pedagógico incluído, equivalentes, em algumas delas, a mais de 135 unidades de crédito, um valor superior ao que é contemplado na proposta de lei apresentada na Assembleia da República.

E o presidente do ISPV continuou: " ... é também oportuno lembrar que se refere como impedimento para habilitar para o 3. ciclo do ensino básico a menor formação científica dos docentes das ESEs públicas. Tal posição, permitam-me referi-lo, constitui verdadeiramente um espanto já que ainda não vimos referidas as mesmas preocupações no que concerne a muitas das instituições do ensino privado. Pensamos sinceramente ser de exigir aos Politécnicos o mesmo que às Universidades, quer sejam públicas ou privadas. Devem ser colocados todos no mesmo plano de exigências. A quem corresponder ao exigido devem ser-lhe permitidos os mesmos graus que hoje são conferidos apenas a um dos subsistemas do Ensino Superior".

E mais adiante:

"No Instituto Superior Politécnico de Viseu, que possui uma cota de 245 professores, com uma existência efectiva, neste momento, de 200, cem por cento do respectivo corpo docente de carreira possui habilitação académica ao nível do mestrado. Alguns assistentes possuem já este grau, o mesmo sucedendo com docentes requisitados.

Existem sete doutorados e um grupo muito significativo de doutorandos, a permitir antever mais de duas dezenas de doutores nos próximos dois anos. Tem havido por parte do Instituto uma grande preocupação com a formação do corpo docente.

O Instituto Superior Politécnico de Viseu, representando três Escolas Superiores, não se sente minimamente diminuído no cotejo com o outro subsistema do Ensino Superior e deseja ardentemente que a paz se instale de forma a permitir as melhores condições de formação aos jovens que os frequentam".

Um indicador insuspeito dos padrões de qualidade actualmente existentes no ISPV, como João Pedro Barros sublinhou, é o das elevadas médias de entrada de muitos dos seus alunos, a indiciarem que a instituição constituiu para eles uma primeira opção.

Falando depois da evolução da instituição nos últimos dez anos, o presidente do ISPV referiu alguns números significativos:

a) Frequência de alunos: de 280 em 1987/1988, nas duas Escolas Superiores então existentes, ela passou para 3200 no presente ano lectivo. Se a este número se juntar a Formação Contínua, a Formação Profissional e os CESEs ultrapassar-se-á já os 4000. Todo este crescimento feito numa década;

b) O número de docentes evoluiu de apenas 11 em 1982, e de pouco mais de 50 em 1986, para os 200 já referidos;

c) relativamente aos cursos ministrados, passou-se de 6 em 1982/1983 para 24 no ano lectivo de 1996/1997, com a seguinte distribuição por Escolas Superiores:

*8 na ESE

*12 na EST

*3 na ESA

*1 curso de Mestrado de Gestão de Empresas, que atribuirá um diploma MBA, contando para o efeito com o apoio do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa;

d) Bolsas de Estudo - de 91 bolsas atribuídas em 1988/89, num total de 950 contos/mês, para mais de 1000 em 1996/1997, num total de 16.400 contos/mês, ou seja, cerca de 200.000 contos anuais;

e) O crescimento do PIDDAC - de apenas 2.780.000$00 em 1982, para quase 3 milhões de contos em 1996/1997, com um pico em 1992/1993 de um milhão e trezentos mil contos, correspondendo à construção e equipamento do edifício da Escola Superior de Tecnologia.

f) Cooperação internacional - o processo de desenvolvimento na cooperação com instituições congéneres e universidades estrangeiras acelerou-se a partir de 1994 através da participação do ISPV em programas comunitários, existindo actualmente relações efectivas com Inglaterra, França, Noruega, Alemanha e Itália, prevendo-se já para 1997/1998 um aumento substancial de fluxos de estudantes, funcionários e docentes dentro da UE e para além dela.

João Pedro Barros referiu seguidamente algumas realidades próximas do ISPV:

* a entrada em funcionamento da primeira residência de estudantes, com 100 camas;

* a continuação da construção da segunda residência, a que se seguirão a terceira e a quarta, num total de 400 camas;

* a iniciação muito próxima das obras da 3. fase da Escola Superior de Tecnologia, destinadas às áreas de Tecnologia e Gestão, com espaços para o ensino de Engenharia Mecânica, para a biblioteca, reprografia, centro de informática, direcção, serviços administrativos e posto médico. Um projecto com um prazo de construção de 12 meses.

Na fase final do seu discurso, o presidente do ISPV salientou o papel relevante dos Institutos Politécnicos na abertura das possibilidades de formação a muitos jovens estudantes com debilidade económica e na defesa de prioridades de acesso concedidas a nível regional, uma medida considerada contributo relevante para o desenvolvimento mais equilibrado do país, e anunciou uma série de questões imperativas a nível nacional e regional: a alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo, "para bem dos que tiveram a desdita de nascer neste interior do país; a instalação a curto prazo, com toda a dignidade, da Escola Superior Agrária; a criação da Escola Superior de Comunicação Social, no âmbito do ISPV".

Terminou com palavras de esperança no papel que vai ser desenvolvido pela ADIV (Associação para o Desenvolvimento e Investigação em Viseu), "verdadeiro interface entre a formação científica e as empresas, e na acção do actual Ministério da Educação que, nas suas palavras, "possui uma equipa sóbria, competente e com horizontes bem definidos".

///

 

Nuno Gil, aluno da Escola Superior de Tecnologia e representante das Associações de Estudantes das diferentes Escolas Superiores do ISPV, começou por saudar a presença do Secretário de Estado do Ensino Superior nas comemorações do Dia do Instituto, evocando logo de seguida uma afirmação do Ministro da Educação proferida em 19 de Junho de 1996 na Assembleia da República: "A educação é um assunto de todos", uma verdade muitas vezes esquecida. Não pelos jovens que, segundo Nuno Gil, se encontram hoje "no meio de uma encruzilhada de ruptura dos sistemas, começando a constatar e a pôr em causa a enorme desadequação das suas habilitações académicas relativamente às expectativas do mercado profissional, barrando-lhes o caminho para a desejada inserção na vida activa" e, por via disso, procurando "obter uma adequada e correcta formação técnica, científica e pedagógica ministrada por um corpo docente devidamente habilitado"... que lhes "permite contribuir, em termos de mais-valia, para o desenvolvimento da nossa região e do nosso país".

O representante da academia referiu depois não pretender entrar em polémicas estéreis e inconsequentes, manifestando-se convicto de que "o ensino politécnico, a funcionar de uma forma qualitativamente superior ao nível do corpo docente e de instalações, poderá responder positivamente, em termos de formação de quadros técnicos superiores, às necessidades impostas pelas políticas de desenvolvimento regional, que procuram, de uma forma equilibrada, criar as infraestruturas necessárias ao desenvolvimento de Portugal. E quem assim não pensa ou é demagogo ou não está suficientemente bem informado, enganando-se todos aqueles para quem os alunos do ensino politécnico apenas pretendem ocupar lugares que não são seus. Nada mais errado. Pretendemos ocupar o lugar que nos pertence por direito próprio nas escolas, nas fábricas, no campo, sem complexos e preconceitos, contrariando os que, julgando-se entendidos, não se aperceberam ainda que o tempo passou por eles à velocidade de uma flecha. É que a formação que nos é dada incute-nos um espírito eminentemente prático da vida.

Imbuídos deste espírito construtivo julgamos oportuna uma alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo tendo como objectivo a criação de um sistema de graus académicos iniciais comum ao ensino politécnico e ao universitário".

Nuno Gil manifestou então, em nome de todos os estudantes do ISPV, o apoio à proposta do Ministério da Educação no sentido de que os docentes do 3. ciclo do ensino básico obtenham a sua formação tanto nas ESEs como nas Universidades, enunciando as razões desse apoio. Nas suas palavras, "porque as alterações sociais ocorridas nos últimos anos configuram um novo quadro para o ensino básico, caracterizado por uma formação de carácter geral e de acordo com uma perspectiva de unidade global". No caso específico das Escolas Superiores de Educação, elas foram criadas "para promover a formação inicial do ensino básico. O alargamento deste nível de ensino para nove anos impõe necessariamente o aumento da amplitude dessa formação que lhes foi atribuída".

As questões relacionadas com a implantação da Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV) foram também preocupação do representante dos estudantes, que referiu a propósito:

"O que se lhes está a fazer [aos estudantes da ESAV] é a negação de tudo aquilo em que acreditamos! ... Não pode brincar-se com o futuro de uma geração. Quase que diria que formar quadros técnicos agrários numa escola superior de tecnologia, como acontece entre nós, nem sequer lembraria ao diabo. Ou será que, à semelhança das vacas, os homens também estão loucos?"

A intervenção de Nuno Gil concluiu com uma referência à cerimónia que ocorreria durante a tarde, de lançamento da primeira pedra na construção da terceira fase da Escola Superior de Tecnologia de Viseu. "Estamos certos", disse, "de que o termo desta obra permitirá a Viseu, à região e ao país ficarem dotados de um espaço de formação de quadros técnicos perfeitamente equiparável ao que de melhor existe por essa Europa fora. Dêem-nos os instrumentos e nós saberemos honrar a confiança que em nós depositam".

///

Pela importância de que se revestiu, analisa-se aqui detalhadamente a intervenção do senhor Secretário de Estado do Ensino Superior, doutor Alfredo Jorge Silva, o último orador da sessão de abertura.

Começando por referir que gostaria de fazer algumas reflexões em torno do sub-sistema do ensino superior e das políticas que têm que ser desenvolvidas para que ele exerça o seu importante papel no espaço nacional, o Secretário de Estado afirmou que, para além do crescimento que é ainda necessário, as duas palavras-chave são a qualidade e a credibilização.

E prosseguindo: "Com estas duas vertentes cumpridas teremos os sub-sistemas politécnico e universitário impostos em termos internacionais com vantagens para o país. É por isso que nós consideramos como estratégicos... a autonomia responsabilizada das instituições, a sua avaliação e o seu financiamento".

Referindo-se seguidamente ao projecto de alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo, o Secretário de Estado enunciou três propostas fundamentais desse documento: a alteração do acesso ao ensino superior, colocando-o sob a responsabilidade das instituições que o integram; a alteração dos graus académicos, quer nos politécnicos, quer nas universidades; o alargamento às Escolas Superiores de Educação da formação de docentes para o 3. ciclo do Ensino Básico.

Abordou seguidamente a questão da revisão do estatuto da carreira docente no politécnico e na universidade, "um documento preparado com todo o cuidado pelo governo", já apresentado às estruturas sindicais representativas, ao Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos e ao Conselho de Reitores das Universidades, frisando que o novo estatuto visa "o aumento da credibilização e da dignificação dos professores do ensino superior no intuito de os colocar, sem favor, no topo dos corpos especiais da função pública".

Ideia fundamental na elaboração do documento é, para o Secretário de Estado, a introdução dos "mecanismos necessários a uma maior mobilidade entre os dois sub-sistemas do ensino superior e, sobretudo, a criação, no âmbito do Politécnico, da categoria de professor - titular, naturalmente com a necessidade da obtenção do grau de doutor e da agregação".

No que diz respeito às post-graduações para fins de progressão nas carreiras, elas "têm que ser idênticas no politécnico e na universidade".

A autonomia foi depois o tema. Afirmou o Secretário de Estado:

"No âmbito do aprofundamento da autonomia está a flexibilização da gestão das instituições. Daí, o decreto-lei já publicado para as universidades, visando a flexibilização de aspectos de ordem académica, encontrando-se actualmente em estudo com o Ministro das Finanças um outro diploma para enquadrar as gestões das instituições no que concerne ao pessoal, ao património, e às questões financeiras".

Falando da avaliação das instituições, o titular da Secretaria de Estado do Ensino Superior afirmou ser esta uma questão de enorme importância para o governo, sendo "urgente saber qual a qualidade das instituições". Relativamente ao ensino politécnico, decorridos que são já quase vinte anos desde a sua criação, "vale a pena fazermos a avaliação global de todo o seu percurso para verificarmos se o fruto inicial deu os frutos desejados e, eventualmente, introduzir as correcções necessárias. Acresce também referir que a avaliação vai ser obviamente extensiva ao ensino privado e cooperativo".

A propósito das questões do financiamento do ensino superior, o membro do governo afirmou: "estamos a ultimar um projecto de lei a submeter à Assembleia da República, clarificando, do nosso ponto de vista, várias áreas, todas elas interligadas, como sejam as relações entre o estado e a instituição, por um lado, o estado e os estudantes e as suas famílias, pelo outro". E continuando: "esta lei do financiamento vem reforçar e clarificar a acção social escolar e, entre outras vertentes, facilitar aos estudantes o acorrerem a empréstimos para custearem a sua formação, pagando-os durante a sua vida activa, podendo ainda, se o desejarem, tornar-se independentes da sua família. Neste triângulo - estado, estudante, família - está prevista uma comparticipação dos estudantes através de uma taxa fixa".

No final do seu improviso, o Secretário de Estado realçou a importância do sub-sistema politécnico e recordou que "ele é fundamental para o país e tem de continuar a afirmar-se pela sua especificidade, não se podendo descaracterizar com a tentação de mimetizar a universidade, o mesmo aliás

se podendo referir relativamente a esta ao criar licenciaturas de cariz cada vez mais estreito, com problemas de creditação junto das associações profissionais de direito público a quem o estado outorgou a creditação dos cursos, criando problemas de empregabilidade".

Mesmo a concluir, o senhor doutor Alfredo Jorge Silva exortou todas as estruturas do politécnico viseense a prosseguir na meta do enriquecimento da instituição, "que tem um projecto, uma liderança, uma estabilidade, sendo, por via disso, uma instituição com futuro no espaço nacional".

 

J.A.

 

  

A ADIV E O SEU FUTURO

 

VIDEIRA MARTINS*

 

É com imenso prazer que colaboro neste número da revista "Millenium ", com o objectivo de tecer algumas considerações sobre a criação recente da Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu (ADIV). Iria desenvolver umas breves notas, consubstanciadas em três vertentes fundamentais.

Breve resenha histórica da ADIV

A ADIV nasceu em 6/11/1995, data em que foi legalmente constituída, tendo como sócios fundadores o Instituto Superior Politécnico de Viseu e as Escolas Superiores de Educação e de Tecnologia. A escritura foi publicada no D.R. III Série n.210, de 10/09/1996. A ADIV pode ter como associados pessoas singulares ou colectivas de direito público ou privado. Numa primeira fase, entendeu-se apenas formular um convite de adesão a todos os docentes das Escolas integradas no Instituto Superior Politécnico de Viseu. Mediante o pagamento de uma jóia simbólica, aderiram ao projecto (associados efectivos) cerca de cem docentes. Em 30/10/1996 foram eleitos os Órgãos Associativos (Assembleia Geral, Direcção e Conselho Fiscal) da ADIV, dando-se assim um outro passo importante para o relançamento de uma organização que tem por finalidade apoiar o progresso da região de Viseu nos domínios da investigação, ensino e formação.

Momento actual da organização

Com sede operacional num gabinete da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, a ADIV está a viver, de momento, as dificuldades inerentes ao arranque de qualquer tipo de organização. Assim, está a ser dotada de uma estrutura organizativa mínima em termos de meios técnicos (aquisição de equipamento informático), humanos (um elemento destinado à área administrativa-contabilística) e o acesso a redes de informação (Internet e outras).

Para o atingimento deste objectivo foi de capital importância o deferimento do apoio financeiro oriundo do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), integrado no programa de "unidade de inserção na vida activa" (UNIVA), após um processo de acreditação da ADIV junto do IEFP. A face visível destes investimentos pode já ser verificada a partir de 2 de Janeiro de 1997.

Perspectivas futuras de desenvolvimento

 

Como já deixámos antever, o próximo passo será a abertura da organização ao meio envolvente da região de Viseu. Esta meta passará duas etapas de intervenção:

I) angariação de novos associados;

II) actuação da ADIV junto do meio empresarial.

Há uma opinião praticamente unânime da direcção da ADIV que esta segunda etapa deve ser iniciada pelo lançamento de cursos de formação de qualidade junto de quadros superiores de empresas. O êxito desta formação será o melhor cartão de visita e iniciar-se-á assim, da melhor forma, a interligação entre o sector científico-académico e o sector empresarial da Região.

Nesta perspectiva, o trabalho que está a ser desenvolvido prende-se com a elaboração de dois documentos prioritários: o regulamento interno definitivo (que descreverá, em última instância, as regras e normas a observar no tocante, por exemplo, aos associados, às eleições, ao modo de cobrança dos serviços prestados) e o Plano de Actividades para o biénio (1997-1998). Este documento deverá contemplar, em termos objectivos, algumas das acções previstas nos Estatutos da ADIV: "investigação e desenvolvimento de novas tecnologias; acções de formação de recursos humanos dos sectores público e privado; colóquios, seminários e debates no âmbito da investigação, ensino e formação; publicação de trabalhos científicos; estudos e projectos", bem como um cronograma de actuação ao longo do tempo.

Contudo, para além destes aspectos interventivos junto dos potenciais clientes, e numa óptica de curto/médio prazo, dever-se-á caminhar, em termos estratégicos, para uma autonomia e profissionalização crescentes da ADIV, para uma melhor consecução das suas finalidades. Assim, seria necessário, pelo menos, a existência de instalações próprias e uma viatura de serviço, bem como a selecção de um quadro superior senior em "full-time" (que pudesse dar a cara da ADIV em todas as horas). E só referimos estes investimentos porque para a execução das acções a serem desenvolvidas e que acima indicámos dispomos já de capital humano sufuciente (entre os nossos associados) para fazer face à maioria das solicitações vindas do exterior.

E terminava estes pontos de reflexão com um lugar comum: o futuro da ADIV será o que nós quisermos que ele seja. Vamos trabalhar e aguardemos!

Viseu, 23 de Dezembro de 1996

* Presidente da Direcção da ADIV

 

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ECOS DA IMPRENSA

 

DIRECÇÃO DA ADIV

TOMA POSSE

 

A Direcção da Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu (do Instituto Superior Politécnico de Viseu - ISPV) - ADIV - tomará posse quarta-feira.

Estamos em presença de um organismo autónomo que o presidente do ISPV afirma irá permitir que se faça uma ligação entre o sector científico-académico e o sector Empresarial da Região, <<permitindo fazer o que até aqui não era possível>>.

Mas o presidente do ISPV, João Pedro, disse que, a exigência sua, a ADIV funcionará completa e totalmente autónoma, ficando o presidente do ISPV apenas estutariamente como presidente da Assembleia Geral. Os diversos órgãos da ADIV são eleitos livremente pelos associados da Associação.

 

J.A.

Instituto Superior Politécnico de Viseu

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

Sessão Solene Comemorativa do Dia da Escola

22 de Novembro de 1996

10.00 horas

 

PROGRAMA

 

- Abertura, pelo Presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, Eng Fernando Lopes Rodrigues Sebastião.

- Intervenção do Presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia de Viseu.

- Intervenção do Presidente do Instituto Superior Politécnico de Viseu, Prof. Doutor João Pedro de Barros.

- Entrega de diplomas aos alunos que terminaram o curso no ano lectivo de 1995/1996.

- A Escola Superior de Tecnologia e a Internet.

-Uma breve visita ao servidor web da Escola.

-Visita às instalações da Escola.

 

DIA DA ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

 

Na mesa da sessão de abertura das comemorações do dia 22 de Novembro estavam presentes o presidente do ISPV, o presidente da Associação de Estudantes da EST e, naturalmente, o presidente da instituição, cuja intervenção reproduzimos na íntegra

Em nome da ESTV cabe-me agradecer a amabilidade que tiveram em aceder ao nosso convite para estarem presentes nesta cerimónia do dia da Escola, que coincide com o 11. Ano da sua criação. De facto, a Assembleia de Representantes, usando da competência que lhe foi atribuída com a aprovação dos nossos Estatutos, teve a preocupação de escolher um dia que fosse um marco importante na história da nossa instituição. Optou, assim, pelo dia 22 de Novembro, que é a data de publicação do decreto-lei n.46/85, que criou a nossa Escola.

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Estes 11 anos, porventura poucos para uma Instituição de Ensino Superior, foram, no entanto, para todos aqueles que trabalham nesta casa, 11 anos de intenso trabalho e com uma dedicação a toda a prova que é justo realçar.Não fora o grande empenhamento das pessoas envolvidas neste processo de construção da nossa Escola, muito difícil teria sido ultrapassar as múltiplas dificuldades com que nos deparámos, nomeadamente a falta de condições físicas e de recursos humanos que, principalmente nos primeiros anos, se fizeram sentir.

A ESTV começou a principal actividade para que foi criada em 1987 com a entrada em funcionamento do curso de Gestão.Em 9 anos passou:

- de 1 curso para 9 cursos;

- de 4 para 95 docentes;

- de 11 para 1700 alunos.

Durante estes anos atravessámos, como referi, múltiplas dificuldades. Começámos a funcionar em instalações provisórias, com os alunos a passarem grande parte do seu tempo a deslocarem-se pela cidade. Das instalações junto à Universidade Católica para o Edifício da antiga Escola de Educadores de Infância; do pavilhão de Engenharia de Madeiras, em Repeses, para a Escola Superior de Educação, onde funcionava o único refeitório do Instituto. E tinham as aulas de oficinas na E.S. Emídio Navarro, onde ainda hoje se deslocam os nossos alunos de Engenharia Mecânica, esperemos que, apenas, por mais um ou dois anos. Quero aliás aproveitar esta oportunidade para agradecer publicamente, mais uma vez, ao Conselho Directivo desta Escola Secundária pelas facilidades que nos têm dado na resolução deste problema.

Face ao exposto, a criação de condições para os nossos alunos tem sido para nós uma das principais prioridades. Começámos por construir o Pavilhão de Engenharia de Madeiras por não ser possível instalar provisoriamente o equipamento oficinal necessário ao bom funcionamento do curso.

Terminado o Pavilhão, construímos o Edifício Pedagógico, uma construção com a área de 11000m2 com 25 Salas de aula, 36 Laboratórios, Gabinetes para docentes e Refeitório.

Estamos neste momento para iniciar a construção da terceira fase das obras da escola, que engloba espaços para a direcção e serviços administrativos, biblioteca, auditório, associação de estudantes e oficinas, com uma área global da ordem dos 6.000 m2. A obra foi já adjudicada, tendo a 1. pedra sido lançada no dia 6 do corrente mês por sua Ex. o Sr. Ministro da Educação.

Em Dezembro de 1997, se não houver imprevistos, teremos terminados todos os edifícios que tinhamos em projecto.

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Nenhum dos cursos da ESTV foi criado ao acaso. Todos eles surgiram após um levantamento exaustivo das necessidades da região. Foram ouvidos para esse efeito diversos representantes das actividades económicas do distrito e do país, nomeadamente a Associação Industrial, Associação Comercial, IAPMEI, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Associação Nacional das Indústrias de Madeiras, diversos empresários e forças vivas da nossa área de influência que integram o Conselho Consultivo da escola e cujo contributo foi para nós de extrema importância.

Actualmente, tal como referi, temos em funcionamento 9 cursos:

- Gestão diurno e nocturno

- Gestão Comercial e da Produção

- Eng. Electrotécnica

- Eng. Madeiras

- Eng. Mecânica

- Eng. Civil

- Eng. Ambiente

- Eng. de Sistemas e Informática

Todos os cursos que referi, até ao momento concedem o grau de bacharelato. Estamos ainda a ministrar quatro cursos de Estudos Superiores Especializados que conferem Licenciaturas aos alunos dos cursos de Gestão, Eng. Electrotécnica, Mecânica e de Madeiras.

Em cooperação com o ISCTE - Instituto Superior das Ciências e da Empresa - estamos a organizar a terceira edição do mestrado em Gestão de Empresas.

Com os cursos que enunciei, colmatamos, de momento, no âmbito tecnológico, as necessidades mais sentidas na região. Ao irmos de encontro a essas necessidades estamos, também, naturalmente, a assegurar o futuro dos nossos diplomados. É com grande satisfação que podemos afirmar que a grande maioria dos nossos alunos que terminaram o curso se encontram hoje a trabalhar, alimentando assim o mercado de trabalho que a região carece, mormente no âmbito tecnológico.

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No presente momento está em fase terminal um concurso para criação da rede interna de comunicação de dados da ESTV. Esta rede irá abranger todos os edifícios da Escola e terá um total de 300 pontos de acesso à rede.

Por solicitação do Sr. Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, a ESTV é o interlocutor junto do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, relativamente à participação no projecto conjunto de implementação de uma rede de comunicação entre os diversos Institutos.

Nos próximos dois anos o referido projecto permitirá o alargamento da rede a todos os edifícios das várias escolas integradas, nomeadamente a Escola Superior de Educação e o seu Pólo de Lamego, bem como a Escola Superior Agrária.

Desde Outubro / 1996, a ESTV está ligada à Internet através da RCCN (Rede para Computação Científica Nacional) ou rede Académica Portuguesa. Esta rede é da responsabilidade da FCCN (Fundação para a Computação Científica Nacional), constituindo uma rede de computadores e de dados de tipo privado que interliga apenas as entidades do sistema científico e técnico nacional, como sejam, Universidades, Institutos Politécnicos, Laboratórios de Investigação e Desenvolvimento, infra-estruturas especializadas relevantes no sistema de I&D (bibliotecas, banco de dados, centros de supercomputação, etc.).

O corpo docente e alunos desta escola têm agora disponíveis outros meios de acesso à informação, beneficiando também de uma nova ferramenta de comunicação: o correio electrónico.

Estamos, desta forma, em estreita ligação com a comunidade científica nacional e internacional, com todas as vantagens daí inerentes.

Como nó da rede global Internet é possível à ESTV a disponibilização para o exterior, nomeadamente através do servidor de páginas WEB que hoje inauguramos.

De momento, as páginas descrevem a instituição e as várias escolas integradas, referindo a sua organização, os cursos ministrados, os docentes, os departamentos, as actividades de Investigação e Desenvolvimento em curso, os eventos de carácter científico, técnico e cultural promovidos pela instituição, etc.

Pretendemos, no entanto, diversificar o tipo de informação. Numa perspectiva de cooperação com outras entidades locais e regionais, poderemos disponibilizar outras informações ou implementar outro tipo de serviços, como seja a informação autárquica, turística, bolsa de empregos, etc., tendo em vista a utilização deste novo recurso como meio de promoção e de desenvolvimento da região.

Aproveito esta oportunidade para publicamente apresentar uma palavra de agradecimento à FCCN pelo apoio técnico e logístico que esta instituição tem prestado à ESTV.

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Como já tive a oportunidade de referir, os Institutos Politécnicos têm já a possibilidade de atribuição do grau de licenciatura através dos CESEs. No entanto, este processo tem algumas limitações. O acesso aos CESEs é feito através de uma candidatura própria, o que significa que os alunos que terminem o bacharelato não têm, à partida, garantia absoluta de os vir a frequentar porque estão sujeitos a um processo de selecção para um número limitado de vagas.

Por outro lado, os CESEs têm que ser auto-financiados através do pagamento de uma propina que nem todos têm facilidade em pagar.

Uma outra alternativa ao prosseguimento de estudos será a frequência de uma Universidade o que obriga, obviamente, a despesas acrescidas do agregado familiar e à saída da região.

Ora, se um dos objectivos do Ensino Politécnico é a fixação de técnicos à sua região, que ajudem ao desenvolvimento e impeçam a desertificação do interior, esta última hipótese é altamente indesejável. Nesta medida, consideramos que é fundamental para a Região de Viseu e de elementar justiça para os nossos jovens a aprovação da proposta de alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo, recentemente apresentada pelo Governo na Assembleia da República no sentido de podermos ministrar Licenciaturas no seguimento normal dos Bacharelatos e nas mesmas condições que as Universidades.

Para que não restem dúvidas, esta alteração à Lei não vem criar um novo grau para os Politécnicos, uma vez que o grau de licenciado já está previsto na versão anterior, mas tão somente facilitar aos nossos alunos o prosseguimento normal dos seus estudos.

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Apesar de o nosso principal esforço ter sido, como será compreensível, orientado para a criação e funcionamento dos cursos, formação e estabilização do corpo docente e construção de instalações, temos tido uma relação estreita com o tecido empresarial que pretendemos prosseguir e reforçar. A prestação de serviços no âmbito da formação e da elaboração de projectos de investigação é a próxima etapa que pretendemos implementar.

Nesse sentido foi recentemente criada no âmbito do IPV, a ADIV, Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu, cuja finalidade é implementar e desenvolver a nossa ligação ao tecido empresarial através da prestação de serviços e utilizando o "Know How" existente nesta e nas restantes escolas que integram este Instituto.

A ESTV tem hoje grandes responsabilidades para com a região onde se insere. Temos todos consciência dessas mesmas responsabilidades e estamos determinados a não defraudar as expectativas criadas. A nossa aposta vai, por isso, no futuro, continuar a pautar-se por contribuir, na parte que nos toca, para o desenvolvimento regional sem esquecer, no entanto, que os nossos cursos têm âmbito nacional, o que é confirmado pelo facto de termos alunos de todo o País. Estamos apostados, quando se entender necessário e houver condições, a aumentar a oferta de novas áreas de formação através da criação de novos cursos, quer de formação de base, quer de especialização. A criação de novos cursos não poderá, naturalmente, prejudicar a consolidação dos já existentes, particularmente dos mais recentemente criados.

Em qualquer dos casos, a nossa preocupação será sempre a de melhoria da qualidade, que passa, necessariamente, pela qualidade do nosso corpo docente, das nossas instalações e laboratórios e do nosso pessoal administrativo e auxiliar.

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No que se refere ao pessoal não docente, temos hoje algumas preocupações. A Escola teve, num curto espaço de tempo, um grande crescimento. Este crescimento não tem sido, infelizmente, acompanhado pelo necessário aumento do número de funcionários.

Se para o corpo docente tem havido, felizmente, descongelamento de vagas, o mesmo não tem acontecido para o pessoal administrativo, técnico e auxiliar. Atravessamos, por isso, a este nível, um período de grandes dificuldades que só têm sido superadas pela grande dedicação dos nossos funcionários e também dos nossos docentes que, demasiadas vezes, se vêem obrigados a fazer trabalho de índole administrativa.

Torna-se, por isso, urgente a aprovação do quadro de pessoal não docente, suficientemente alargado para suprir as deficiências que referi.

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Em relação ao quadro de pessoal docente anteriormente aprovado, torna-se indispensável, a curto prazo, proceder à sua revisão uma vez que o mesmo, calculado com base no número de alunos de 1994, está muito aquém das nossas reais necessidades e, naturalmente, aquém das expectativas dos nossos docentes, que apostaram em seguir uma carreira no ensino superior com a dignidade que lhes é devida.

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Vivemos hoje um problema preocupante ao nível do Ensino Superior. A proposta de alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo está a colocar em confronto os dois subsistemas deste sistema de ensino: o Politécnico e o Universitário. Este conflito, em meu entender, não é útil nem desejável.

Concordamos, na generalidade, com a proposta em discussão e somos solidários com os nossos colegas das Escolas Superiores de Educação.

O Ensino Politécnico cresceu muito nos últimos anos em qualidade e quantidade. Os nossos docentes tiveram a sua formação de base e pós-graduações nos mesmos estabelecimentos de ensino que os docentes universitários.

Não tememos, muito pelo contrário, somos favoráveis à avaliação de todos os estabelecimentos de Ensino Superior, público e privado. Só assim ficaremos a saber, em concreto, e não por meras afirmações fortuitas ou tendenciosas, quais as Universidades ou quais os Politécnicos que têm ou não qualidade. Não aceitamos, por isso, à partida, manifestações meramente corporativas, no sentido de deixarem na opinião pública a ideia de que o Ensino Politécnico é um ensino de segunda.

Este confronto, todavia, se algo tem de positivo, será, concerteza, pelo estímulo e motivação que nos levará a continuar a dar o nosso melhor para dignificarmos cada vez mais o Ensino Superior Politécnico.

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Tivemos esta semana conhecimento do anteprojecto do estatuto da carreira docente do Ensino Superior Politécnico apresentado pela Secretaria de Estado do Ensino Superior.

As alterações propostas são de tal maneira profundas em relação ao actual estatuto que, a serem implementadas, trarão enorme instabilidade ao funcionamento das Escolas e enormes preocupações quanto ao futuro do nosso pessoal docente e auxiliar de ensino.

Entendemos por isso que o estatuto da carreira docente deverá ser alvo de um amplo debate dentro de todas as Instituições de Ensino Superior Politécnico e como tal é inviável e perfeitamente inaceitável a sua entrada em vigor no dia 1 de Janeiro, conforme está previsto no anteprojecto atrás referido.

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Incluído no programa desta sessão está a entrega de Diplomas aos nossos alunos que terminaram o curso no ano lectivo transacto.

Os novos diplomados, e os seus familiares aqui presentes, estão hoje de parabéns. Os seus pais têm hoje motivos para estarem satisfeitos e orgulhosos. O seu esforço e o seu sacrifício foram plenamente compensados pelos resultados por eles conseguidos.

Este acto simbólico significa para os novos diplomados um marco determinante da sua vida. É o final de uma etapa, cuja meta foi atingida à custa de muito trabalho, muita dedicação e, porventura, muito sacrifício.

Se esta data marcou o fim de uma etapa, determina também o início de um novo ciclo. Têm agora pela frente um grande desafio. A Escola proporcionou-lhes uma ferramenta para estarem mais preparados para a sua inserção na vida activa.

Caberá agora a eles utilizar com engenho e arte os conhecimentos e as competências que aqui desenvolveram para que tenham o maior êxito na sua vida profissional, na certeza de que continuaremos a estar disponíveis para os ajudar a conseguir vencer eventuais dificuldades que venham a surgir na sua adaptação ao mundo do trabalho.

Desejo a todos as maiores felicidades.

Encerrando a cerimónia, que teve lugar num espaço amplo aproveitado para funcionar como sala de convívio dos estudantes, com capacidade para cerca de 400 lugares sentados, e que "veio preencher uma lacuna", na perspectiva de Nuno Gil, presidente da Associação de Estudantes da ESTV, João Pedro de Barros, presidente do ISPV, salientou "a qualidade do ensino" ministrada nas Escolas Superiores do Instituto, "reflexo de um trabalho desenvolvido ao longo dos anos em diversos patamares", e a "boa saúde" actual da instituição. Fez ainda uma referência ao facto significativo de o ISPV Ter vindo a ser cada vez mais procurado por estudantes de todas as regiões do país, uma situação que não aconteceria se a qualidade da oferta da formação não fosse de nível elevado.

 

DIA ABERTO DA ESEV

 

Nove de Dezembro foi "Dia Aberto à Comunidade" na Escola Superior de Educação de Viseu, o mesmo sucedendo em todas as ESEs públicas do país. Objectivo principal da iniciativa a informação à opinião pública da realidade da formação ministrada nestas instituições, na sequência da contestação universitária à apresentação na Assembleia da República de um documento com alterações à Lei de Bases do Sistema Educativo. Alterações que prevêem, entre outras, a formação de docentes do 3. ciclo do ensino básico nas Escolas Superiores de Educação.

Do programa levado a efeito na ESEV salientam-se:

 

* uma visita às instalações, que teve a presença de directores de escolas de formação de professores de Moçambique;

* a distribuição de uma brochura informativa da ESEV, com especial incidência nos curricula dos seus diferentes cursos e dos graus atribuídos;

* a projecção, num auditório lotado, do filme "Cidade Dividida", uma obra construída em torno da problemática das relações escola / comunidade, seguida de debate muito participado e com moderação do docente Alberto Cartagena, que se encontrava ladeado por representantes dos alunos de Educação Visual, Educação Física, do Programa Foco e do CESE de Administração Escolar;

* um "Dão de Honra" final.

Segundo Fernando Amaro, presidente do Conselho Directivo da ESEV, o "Dia Aberto à Comunidade" teve "razão de ser" e foi organizado com muito empenho por parte dos docentes da instituição.

A comunicação social esteve presente e fez eco da iniciativa levada a cabo no "berço" do Ensino Superior Politécnico de Portugal.

J.A.

 

CESE EM EDUCAÇÃO MUSICAL

 

A Escola Superior de Educação de Viseu do ISPV passou a poder conferir o diploma de estudos superiores especializados em Educação Musical.

O CESE criado terá a duração de quatro semestres lectivos em que será desenvolvido um plano de estudos que se encontra anexo à Portaria n 22/97, de 7 de Janeiro (D.R. 1 Série-B, n 5).

Poderão candidatar-se à matrícula e inscrição os estudantes que satisfaçam, cumulativamente, as seguintes condições:

a) Ter habilitação para a docência na educação pré-escolar, no 1 ou 2 Ciclos do ensino básico;

b) Possuir uma experiência mínima de três anos como educador ou professor profissionalizado;

c) Ser titular de um grau de bacharel ou de licenciado.

O curso pode entrar em funcionamento no ano lectivo de 1996/1997, sendo de 30 o número de vagas.

ESEV

 

ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES

Óscar Gomes é o novo presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação de Viseu, sucedendo no cargo a Manuel Rosa.

A tomada de posse dos novos corpos sociais da Associação teve lugar no dia 24 de Janeiro no auditório da ESEV e contou com a presença na mesa dos presidentes do ISPV e da ESEV, bem como de representantes do Governo Civil e da Câmara Municipal e do Director Regional do Instituto da Juventude.

Presentes na cerimónia, muitos estudantes e docentes.

Em próxima edição de MILLENIUM contamos poder apresentar, pela voz do presidente ora eleito, as linhas-força do seu programa de trabalho.

 

ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES DA ESEV

CORPOS SOCIAIS

ANO LECTIVO DE 1996/97

 

MESA da A.G.A. (Assembleia Geral de Alunos):

1 - Presidente - Mário E. Ribeiro A. Gandra de Amaral

1. Secretário - Miguel José de Jesus Soares

2. Secretário - Dina Isabel Prado de A. Santos

Suplente - Carlos Nuno Alves Duarte

DIRECÇÃO GERAL:

1 Presidente - Óscar Henrique Ferreira Gomes

1 Vice-Presidente - Carlos Nuno Granja Oliveira

1 Tesoureiro - Ana Cristina Neves Lopes

1. Secretário - Fernando Manuel Lourenço da S. D'Avó

2. Secretário - Adriano Filipe Silva

Suplente - Alberto Joaquim Morais Santos

 

CONSELHO JURISDICIONAL:

1 Presidente - Joaquim Carlos Costa Cruz

1 Secretário - Carlos Delfim Menino

1 Relator - Sérgio Miguel F. Fernandes

1 Suplente - Tino Luis Fernandes

 

PÓLO EDUCACIONAL DE LAMEGO

ACTIVIDADES DO GRUPO DE TEATRO

JOSÉ VÍSTULO DE ABREU*

ESPECTÁCULOS REALIZADOS

 

1991/92 - Melodias de Romã - Criação colectiva original da autoria de José Abreu

- Teatro Ribeiro da Conceição (Lamego)

- Cine-Teatro Spock (Lamego)

1992/93 - "Segredos" - Adaptação de Poemas de Cecília Meireles

- Cine-Teatro Spock (Lamego)

- Discoteca Hasta-Pública (Lamego)

1993/94 - "Desencontros" - Criação colectiva original da autoria de José Abreu

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Lamego

- Discoteca Hasta-Pública (Lamego)

- Auditório da A.I.R.V.(Viseu)

- "Trocar de Sonho" - Criação colectiva original da autoria de José Abreu

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Lamego

- Discoteca Hasta-Pública (Lamego)

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Alijó

- "História de Duas Mulheres" - Adaptação livre do filme "Thelma and Louise"

- Auditório da E.S.E. de Castelo Branco

- Discoteca Hasta-Pública (Lamego)

- Salão Paroquial de Lamego

- Espaço da A.C.E.R.T. (Tondela)

- Auditório da A.I.R.V. (Viseu)

1994/95 - "Dança que faz mover a Montanha" - Adaptação livre de um conto oriental

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Lamego

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Alijó

- Casa do Povo de Monchique

- Festival de Teatro de Odeceixe

- Pátio do Museu de Grão Vasco (Viseu)

- Espaço do Teatro do Nordeste - Filandorra (Vila Real)

- "Rosinha Minha Canoa" - Adaptação livre da obra com o mesmo nome de José Mauro de Vasconcelos

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Lamego

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Alijó

- Teatro Ribeiro da Conceição (Lamego)

1995/96 - Visões/Ficções - Criação colectiva original da autoria de José Abreu

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Lamego

- Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Alijó

- Casa do Povo de Monchique

Grupo de Actores Permanentes

Anabela Avelãs (aluna e Ex-aluna Ed. Física)

Graça Baptista (aluna e Ex-aluna Ensino Básico)

Lúcia Coelho (aluna e Ex-aluna Ensino Básico)

Alberto Coville

Célia Santos (aluna 4. Ano Port./Ing.)

Sandra Matos (aluna e Ex-aluna Ed. Física)

Carla Alves (aluna e Ex-aluna Ed. Física)

José Abreu

Participação dos alunos dos Cursos de Português/Inglês, Prof. 1. Ciclo do Ensino Básico, Educação Física e Educadores de Infância:

Fonte: "PÓLO EDUCACIONAL DE LAMEGO"

DOSSIER - 1996/97 - 1. Semestre

LAMEGO

* Director

SUMÁRIO