A INTERVENÇÃO DA PSICOLOGIA ACTUAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE HOJE (para o sucesso educativo de todos) (1)

 

LÚCIA MARIA P. ALMEIDA RAMOS (2)

 

 

RESUMO

Assumindo a modificabilidade cognitiva como um facto, esta comunicação tenta dar pistas para uma intervenção efectiva no desenvolvimento psicológico de professores e alunos.

Explicitando a activação do desenvolvimento psicológico como o fim da "educação", debruça-se sobre a definição dos conceitos que lhe estão subjacentes e, em face disso, perspectiva a formação psicológica dos professores para a activação do desenvolvimento psicológico de todos os intervenientes no processo de ensino-aprendizagem:1.desenvolvimento da pessoa do professor; 2.desenvolvimento de competências profissionais específicas.

Realça, naqueles dois domínios, o papel da mediação cognitiva e aponta para a intervenção através da observação/reflexão sobre a criança em desenvolvimento, em contextos de vida específicos, e através da investigação/formação em metodologias de ensinar e aprender que permitam a qualificação, intencional e sempre renovada do processo de ensino-aprendizagem como espaço de vida, pessoal, e em que todos se envolvem e "crescem".

 

Vivemos numa sociedade em mudança e é para ela que formamos os nossos alunos. Formamos para o amanhã e esse amanhã não sabemos o que vai ser. Formamos para o desconhecido que sabemos exigente e sempre novo.

Será que eu sou capaz?- Perguntam-se cada professor e cada pai muitas vezes angustiados.

Qual a intervenção da psicologia actual na educação e, consequentemente, na formação de professores?

Com as alterações na conceptualização do desenvolvimento psicológico das últimas décadas, a concepção do desenvolvimento psicológico decorrente da maturação biológica foi sendo progressivamente relativizada e uma perspectiva construtivista foi surgindo. Sabemos hoje que a modificabilidade cognitiva é um facto3. Podemos intervir no desenvolvimento cognitivo, nomeadamente no desenvolvimento da inteligência e de competências metacognitivas:aprender a pensar, aprender a aprender, pensar sobre o pensar.

"O desenvolvimento psicológico é hoje considerado um fenómeno interactivo, fruto da dinâmica processual entre as potencialidades e características individuais e os contextos educacionais em que o sujeito, num processo nunca acabado de integração reestruturante das suas vivências, interactua"4.O sujeito tem, portanto, um papel activo muito importante na construção do conhecimento e na construção de si próprio.

Esta perspectiva tem muito a ver com a concepção de que o ser humano é um organismo proactivo, com motivos inatos e intrínsecos que o orientam, naturalmente, para estabelecer relações com o mundo (que consideramos espaço de vida formado por muitos contextos interaccionais) e determinam um modo de funcionamento interactivo que favorece o desenvolvimento de potencialidades pessoais inatas. Está também ligada à progressiva valorização das múltiplas tarefas que a criança vai realizando ao longo da sua vida e que, por si só, constituem ocasião e oportunidade de desenvolvimento.

A nossa sociedade é hoje essencialmente cognitiva, isto é, aprende e desenvolve-se continuamente com os novos conhecimentos e com aquilo que faz, reconstruindo-se numa aprendizagem acelarada. Não esqueçamos, no entanto que "(...)não há processos cognitivos frios5. (...) os processos cognitivos não se encontram isolados dos processos motivacionais, afectivos e emocionais, assim como não se encontram desligados dos processos de acção ou de execução de respostas (...)6.

A "Educação" vai beber aos avanços da Psicologia.

Ao sabermos que o ser humano não nasce com toda a perfeição que potencialmente pode vir a ter, mas que, no entanto, é dotado de capacidade para atingir essa perfeição e para a desenvolver, tentamos ajudá-lo a aceder ao seu máximo e a desenvolvê-lo, qualificando os contextos educativos. Então, poderemos dizer que a finalidade da "Educação" é a "activação do desenvolvimento psicológico"7.

Formar pessoas preparadas para intervir de forma crítica e criativa na sociedade em construção acelarada, pessoas disponíveis para a mudança, com capacidade de aprender em cada dia com os factos novos que experienciam, com capacidade de se desenvolver, concomitantemente, com a sociedade em que interagem, são objectivos da "educação".

Os mediadores explicitados, de forma clara, pela sociedade para fazerem a "educação" são hoje essencialmente os professores. A eles cabe a árdua tarefa de, através do processo de ensino-aprendizagem que implementam, promover intencionalmente o desenvolvimento dos seus alunos, de forma a que estes se continuem a construir/desenvolver, mesmo depois de sair da "escola", intervenham na sociedade como cidadãos plenos, realizando-se nessa mesma sociedade que ajudam a construir.

A Psicologia, hoje, na formação de Professores, parte dos fins da "educação"e, apostando na "promoção do ser para ser todo o ser que potencialmente pode vir a ser"8, vai mais além:baseando-se nos seus conhecimentos actuais, assume a modificabilidade cognitiva9, e envereda por uma intervenção efectiva no desenvolvimento do ser humano - intencionaliza o processo educativo em termos de activação do desenvolvimento psicológico dos professores e dos alunos.

O que é activação do desenvolvimento psicológico?

A activação do desenvolvimento psicológico é um conceito muito recente. Surgiu com a ideia de que é possível agir sobre o desenvolvimento da criança, optimizando-o e melhorando-o, quer em situações de aprendizagem normal, quer em situações educativas especiais.Implica, como nos diz José TAVARES (1995) no prefácio do livro "instigar, estimular o desenvolvimento humano em todas as suas dimensões, tendo em conta as suas disponibilidades mais sensíveis (...) ou abertas dos sujeitos nos seus diferentes estádios ou fases de desenvolvimento". É um conceito ligado à pedagogia10, pois efectiva-se de forma intencional, na escola através duma pedagogia centrada na criança e das metodologias de ensino-aprendizagem que cada professor implementa. Baseia-se nos pressupostos da escola activa que coloca no centro do processo o sujeito, com as suas características, a interagir, de forma dinâmica, com as pessoas e os objectos de aprendizagem, e a construir e interiorizar a interpretação das suas vivências.

Poderemos considerar percursores do conceito de activação do desenvolvimento psicológico, as noções piagetianas de equilibração e de interiorização como mecanismos importantes no processo desenvolvimental, o conceito de conflito cognitivo de Inhelder, Sinclair e Bovet (1974) como o desiquilíbrio de uma dada estrutura, provocado pelo confronto do sujeito com possibilidades de resposta diferentes para um mesmo problema, o conceito de conflito socio-cognitivo com os trabalhos de Doise, Mugny e Perret-Clermon (1974), Mugny, Giroud e Doise (1978), ou Mgny e Doise (1983) que vêm enfatizar as explicações do desenvolvimento cognitivo a partir de variáveis sociais, dando origem a um novo ramo do saber:a psicologia social genética, e o conceito de zona de desenvolvimento proximal de Vigotsky.

Analisemos mais detalhadamente cada um destes conceitos que sendo percursores fazem parte integrante do processo de activação do desenvolvimento psicológico:

A equilibração é um mecanismo proposto por Piaget para explicar como se processa o desenvolvimento das estruturas cognitivas.

Ao interagir com os objectos do mundo externo, o sujeito, com o seu mundo interno, como que procede a uma acção de pesagem entre aquilo que já conhece e que assimila às estrururas cognitivas que possui e o que é novo e não se encaixa nessas mesmas estruturas. Gera-se desiquilibrio, o sujeito sente tensão e continua a agir sobre os objectos (estímulo, experiência, acontecimento,...) esforçando-se por reencontrar o equilíbrio perdido. O sujeito consegue o reequilíbrio quando consegue perceber o facto novo. Deu-se a acomodação das suas estruturas cognitivas, isto é, a sua alteração reestruturante. Foi esta mudança interna do sujeito que lhe permitiu captar e integrar os novos elementos da realidade com que interagiu. Mas foi a sua "actividade" sobre os objectos que possibilitou que as suas estruturas cognitivas se alterassem. Este mecanismo é também um mecanismo de assimilação/acomodação11 e permite que o sujeito se reconstrua em cada dia através duma reequilibração contínua e progressiva das suas estruturas cognitivas.

A interiorização não é mais do que o trabalho de integração pessoal, em representação, das aquisições e transformações que o sujeito realizou na sua acção sobre os objectos. Esta operação vai permitir ao sujeito relacionar e entender a realidade.Vai permitir que haja desenvolvimento cognitivo.

O desequilíbrio provocado pelo aparecimento de algo que se não encaixa nas estruturas cognitivas que o sujeito possui gera nele o conflito cognitivo - que não é mais que "o confronto do sujeito com as situações externas, com os outros e com o seu mundo interno"12 - que se prolonga no tempo provocando dissonância cognitiva (Festinger,1957) e pondo em marcha a "actividade criadora do sujeito" e o mecanismo de assimilação/acomodação, até contruir a resposta que lhe serve.

O conflito cognitivo pode ser deliberadamente provocado pelos professores, na sala de aula, quando eles apelam à exploração de materiais, à análise de situações, à resolução de problemas (ALMEIDA, 1993). Fazendo isto, o professor está a activar o desenvolvimento e a aprendizagem do sujeito e a impedir a sua estagnação.

A importância do conflito cognitivo e da dissonância que ele provoca tornou-se central na explicação do desenvolvimento.

Outro factor, não menos importante vai ser introduzido: a interacção social e com ele o conflito socio-cognitivo. Vigotsky (1978) realça a importância da interacção do sujeito com os outros no seu desenvolvimento cognitivo individual.Para ele os processos intrapessoais são, primeiro, interpessoais - "é necessário que tudo aquilo que é interno (...) tenha sido externo" 13. O desenvolvimento é uma internalização gradual de competências de regulação experimentadas anteriormente em situações de interacção social.

O trabalho em grupo na sala de aula poderá permitir o confronto e a integração de diferentes pontos de vista o que não só facilitará a coordenação progressiva dos esquemas cognitivos que as crianças envolvidas possuem, mas também activará a reestruturação dos mesmos.A este respeito, Vigotsky introduz o conceito de zona de desenvolvimento proximal. A criança desenvolve-se e aprende naturalmente desde que interaja em contextos adequados e minimamente estimulantes. Poderá, no entanto, desenvolver-se/aprender mais e melhor se for ajudada pelo educador a analisar, reflectir sobre o que fez (...).

A distância entre o nível de desenvolvimento que vai desde aquele que a criança atinge naturalmente quando interage com as pessoas e os objectos de aprendizagem, até ao nível de desenvolvimento que atingirá se, intencionalmente, é levada a interagir com os mesmos objectos de aprendizagem e as mesmas pessoas, mas reflectindo, discutindo, questionando o que fazer, como fazer, o que fez, como fez, por que fez, o que aprendeu (...), é chamado por Vigotsky como zona de desenvolvimento proximal14.Uma vez que a criança atinja o desenvolvimento que lhe permite o limite superior da zona, outra zona de desenvolvimento proximal se constrói para essa criança, e assim sucessivamente.

Percebemos agora que o desenvolvimento psicológico, na globalidade e o cognitivo, em particular, pode ser promovido/activado até ao seu máximo (máximo esse que pode estar sempre a ser melhorado), de forma intencional, desde que se qualifiquem os espaços de vida em que a criança cresce e interactua com as pessoas significativas e os objectos de aprendizagem que lhe são propiciados e desde que se promovam ocasiões de confronto de acções, de ideias, de descobertas de hipóteses de caminhos a seguir (...) entre os sujeitos. Ocasiões para pensar sobre as acções e sobre o pensar. Ocasiões de conflito cognitivo e /ou de conflito sócio-cognitivo.

Como é que a Psicologia intervém hoje na formação de professores para activar o desenvolvimento psicológico do ser humano?

Tendo em conta os conhecimentos actuais da Psicologia e as suas repercussões na Educação, nomeadamente na implementação do processo educativo, perspectiva-se a formação psicológica de professores em dois domínios:

1. O desenvolvimento da pessoa do professor, como ser activo, construtor do seu conhecimento e construtor de si próprio;

2. O desenvolvimento de competências profissionais específicas, no professor, de forma a que, através do desenvolvimento do ensino-aprendizagem que implementa na sala de aula, contribua intencionalmente para activar o desenvolvimento psicológico dos seus alunos.

Analisemos cada um desses domínios, não deixando desde já de referir que os dois se entrelaçam e completam mutuamente.

1.O desenvolvimento da pessoa do professor, como ser activo, construtor do seu conhecimento e de si próprio e, agente de relação interpessoal e de relação de ajuda com os alunos, os encarregados de educação e os os colegas.

As perspectivas cognitivo-estruturais do desenvolvimento consideram que as acções do sujeito são orientadas por processos de mediação cognitiva que variam com o nível de desenvolvimento de cada indivíduo.

O professor, no exercício das suas funções docentes, como pessoa afectivo-emocional e cognitivo-social/cultural em construção, é influenciado pelas representações que vai construindo das suas vivências interactivas e experienciais.A mediação cognitiva está sempre presente na sua actuação.

Investigações referidas por Óscar GONÇALVES e José A. CRUZ (1985, p. 200) têm demonstrado que os professores com um nível elevado de desenvolvimento (no campo cognitivo, egóico, conceptual ou moral) manifestam um conjunto de competências que os tornam mais eficazes no exercício da sua função docente. Assim, esses professores são mais reflexivos, empáticos, responsivos às necessidades dos alunos, usam uma maior variedade de modelos de ensino-aprendizagem, colocam-se mais facilmente na perspectiva e papel do outro e recorrem mais à inovação nos processos de ensino-aprendizagem que usam.

Precisamos, então, de implementar o desenvolvimento na pessoa do professor, para que as representações que cria dos alunos, das matérias a ensinar, dos processos de ensino aprendizagem que implementa, sejam as mais ajustadas a uma qualificação intencional do contexto em que desenvolve o ensino-aprendizagem e , assim, este se torne facilitador do desenvolvimento dos alunos e, logo, construtor, de mediadores cognitivos que, por sua vez, os levem à acção/reflexão e ao envolvimento nessa mesma acção.

Como poderemos implementar a promoção do desenvolvimento psicológico do professor e influenciar os seus processos de mediação cognitiva?

Óscar GONÇALVES e José A. CRUZ (1985), referem que quase todos os estudos sobre a promoção do desenvolvimento psicológico se centram no domínio interpessoal. Parece que a intervenção no desenvolvimento interpessoal permite potenciar/estimular outras áreas do desenvolvimento.

Da nossa parte, e tendo em conta as investigações e a nossa experiência sobre o assunto, pensamos que o desenvolvimento da pessoa do aluno-professor em formação inicial deve processar-se através da observação/reflexão sobre a problemática que envolve o desenvolvimento humano, tendo em conta as diversas perspectivas de desenvolvimento e, através de uma constante interrogação de si próprio, como sujeito cognitivo-afectivo-social e cultural em construção face à realidade com que interage.Apostamos numa formação teórica completada/confrontada com uma formação experiencial de interacção no terreno.

2.Desenvolvimento de competências profissionais específicas, no professor, de forma a que, através do desenvolvimento do ensino/aprendizagem que implementa, na sala de aula, contribua intencionalmente para activar o desenvolvimento psicológico dos seus alunos.

Sabemos que o processo de ensino-aprendizagem é essencialmente um conjunto de processos de relação e interacção num contexto de vida específico.Os diferentes intervenientes são "pessoas" individuais e também sócio-culturais e cognitivas.Cada um como que poderia dizer, em cada momento, "eu sou eu e as minhas circunstancias"; no entanto, e mesmo assim, não deixam de se influenciar mutuamente, numa relação dual. O professor necessita cada vez mais de uma formação que o capacite para comunicar e interagir construtivamente com os seus alunos.

A intervenção da psicologia nesta dimensão desenvolve-se hoje, pensamos, em três momentos a saber:

1- " (...) na observação da criança em desenvolvimento/aprendizagem e em interacção com as pessoas significativas e com os objectos de aprendizagem que estas lhe propiciam nos diferentes contextos de vida em que com elas interagem"15;

2 - "(...)numa reflexão constante sobre essa observação (...)"16;

3- Na investigação de métodos de ensinar e aprender e de estratégias que qualifiquem positivamente o espaço de vida em que a criança cresce e o tornem de facto contexto facilitador do desenvolvimento17 de forma a intervir na promoção cognitiva.

Atravessamos hoje um momento crucial da intervenção da psicologia na formação dos professores:é o momento da psicologia sair à rua, que é como quem diz , sair à escola, e estudar aí as formas efectivas de intervenção no desenvolvimento humano, sem esquecer que o processo de ensino-aprendizagem assenta em processos de relação pedagógica e de relação de ajuda. Se queremos intervir no desenvolvimento, que é o mesmo que intervir no sucesso académico, pessoal e social de cada um, temos que estudar e desenvolver os processos de relação interpessoal dos professores.

Com base nesta observação/reflexão e investigação/formação, "perspectiva-se a fundamentação da acção pedagógica do futuro professor e incentiva-se o sujeito a uma construção, sempre renovada, do seu próprio modelo de intervenção pedagógica.Prepara-se o futuro professor para o desenvolvimento do processo educativo"18 para a activação intencional do desenvolvimento psicológico dos seus alunos.

Poderíamos acrescentar à perspectiva histórica da intervenção da psicologia na Educação19 o momento actual: a investigação em metodologias de ensinar e aprender que se constituam em contextos promotores, facilitadores e activadores intencionais do desenvolvimento.

Pensamos que um conhecimento reflectido de si e dos outros em contexto afectivo-social, porque desenvolvimental da pessoa do professor a todos os níveis, e construtor explícito de mediadores cognitivos positivos, conduz à utilização, selecção e construção de estratégias pessoais centradas na criança que permitem a qualificação intencional do processo de ensino aprendizagem como espaço de vida pessoal tornando-o mais humano, mais motivante e eficaz e, consequentemente, mais propício ao desenvolvimento psicológico de todos os intervenientes.

 

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Notas:

1 Comunicação apresentada no 14 aniversário da ESEV, em 18 de Março de 1997.

2 Professora-Coordenadora da ESEV.

3 Ler Maria de Fátima MORAIS (1993), p.17-29.

4 Citação de Lúcia A. RAMOS, (1995 ), p. 253.

5 Citação de Viegas de ABREU, (1989), p.231-232.

6 Ibidem.

7 Ler A. BONBOIR (1995) e José TAVARES (1995).

8 Citação de João Evangelista LOUREIRO, s/d.

9 Ler Maria de Fátima MORAIS (1993) e (1996).

10 Ler A. BONBOIR (1995).

11 Ler Tran-Thong, (1981), p.96.

12 Referido por Leandro de ALMEIDA (1994), p.255.

13 Citação de Vigotsky referida por Maria de Fátima MORAIS (1996), p.18.

14 Ler, a este respeito, Leandro de ALMEIDA (1994), p.256 e José L. P. Ribeiro (1990), p. 71-74.

15 Citação de Lúcia A. RAMOS e al. (1997, p.20)

16 Ibidem.

17 A respeito das características dos contextos facilitadores do desenvolvimento ler Gabriela PORTUGAL (1994).

18 Citação de Lúcia A. RAMOS e al. (1997, p.20)

19 Óscar GONÇALVES, Isabel SOARES e M. LEMOS (1983, p.5-8) e Isabel SOARES (1995, p.137-138) referem três momentos da intervenção da Psicologia na educação:1 momento - diagnóstico dos alunos problema;2 momento - facilitação do processo de ensino-aprendizagem; 3 momento (a partir dos anos 70) - promoção do desenvolvimento psicológico do professor.

SUMÁRIO