RÁDIO POLITÉCNICO

 

PERSPECTIVAS PARA O ANO DE 1998

- Uma entrevista com o Presidente do ISPV

Na entrevista que mantivemos com João Pedro de Barros, o presidente do ISPV começou por referir que 1998, na sua perspectiva, vai ser um bom ano para a instituição.

"Em primeiro lugar", referiu, "vai acontecer a inauguração da 3 fase da Escola Superior de Tecnologia, com um conjunto de diversas estruturas: biblioteca (única no país, pelas suas características, havendo no mundo apenas duas mais, uma delas em Estocolmo); auditório com capacidade para cerca de 250 lugares; o edifício para a Associação Académica do ISPV, direcção da EST, serviços administrativos, gabinetes, etc."

E João Pedro de Barros prosseguiu: "Ainda no campo das estruturas, vai ser colocado à disposição dos estudantes o novo edifício de Engenharia Mecânica e, simultaneamente, o parque desportivo com um campo de futebol, dois courts de ténis, três polidesportivos".

Segundo o presidente, vai ser ainda construída uma piscina. Concluindo esta fase da entrevista, disse: "Vamos inaugurar duas residências para estudantes, com 200 camas, apetrechadas à altura das necessidades da vida actual e, finalmente, lançar a primeira pedra de mais duas obras que nós consideramos relevantes para o nosso Campus Politécnico, ou sejam, mais duas residências com lotação para 200 camas, e o edifício para os Serviços Centrais e Presidência do ISPV, com um auditório para 500 lugares, preparado para tradução simultânea, e com um espaço social destinado a cafetaria. Uma possibilidade de melhor servir a comunidade".

Falando da qualidade do ensino ministrado na instituição, João Pedro de Barros referiu o prestígio que o ISPV tem a nível nacional, uma realidade que, por vezes, a nível local, não é destacada, um facto a lamentar "uma vez que a instituição é hoje, talvez, o maior factor de desenvolvimento da região".

Na linguagem fria dos números, o Presidente do ISPV realçou: "Hoje temos aproximadamente cinco mil alunos nas várias formações; ultrapassámos já os quatrocentos professores, incluindo alguns requisitados; temos mais de cem funcionários; um património considerável em equipamentos e infra-estruturas ...; oferecemos vinte e seis licenciaturas e não nos vamos quedar por aqui".

João Pedro Barros referiu seguidamente a existência de um calcanhar de Aquiles na instituição. Nas suas palavras, "a opinião pública não percebe o porquê da falta de casa da nossa Escola Superior Agrária. Nós, instituição, poderíamos resolver o engulho da Escola em dois tempos. Só o não fizemos para não delapidar as verbas limitadas que gerimos. O Governo deu-nos luz verde para adquirir uma quinta e nela instalar esta unidade orgânica. Ainda não avançámos devido ao facto de o anterior Governo nos ter cedido todas as instalações da Estação Agrária. Por isso, entendo eu que é exactamente aí que devemos instalar a Superior Agrária, uma escola que já colocou no mercado de trabalho os primeiros diplomados. Estamos a aguardar uma definição quer sobre os terrenos da Estação Agrária, quer sobre o edifício onde está instalada a Fenafrutas. O Estado, ao ir ao encontro das nossas justas aspirações, não faz mais que o seu dever, poupando ao erário público largos milhares de contos, como de resto sucedeu com as Superiores Agrárias de Ponte de Lima, Castelo Branco e Elvas".

Sobre a presença do ISPV no III Congresso do Ensino Superior Politécnico, a realizar em Lisboa entre 18 e 20 de Fevereiro próximo, João Pedro de Barros vai fazer nele uma intervenção - "Pensar o Ensino - Um Contributo", juntamente com as docentes da ESA, Cristina Costa e Fátima Pinho. Ideia central, a de potenciar o Ensino Politécnico como o ensino detentor de uma especificidade própria da qual Portugal poderá beneficiar como sucede na Europa.

 

Emissão de 13 de Janeiro de 1998

JOSÉ ALBERTO

Técnico-adjunto especialista de 1 classe - (Relações Públicas - ISPV)

SUMÁRIO