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POLÍTICA DE INTERNACIONALIZAÇÃO DO IPV 2007-2013 Modelo de Gestão da Cooperação Internacional Na gestão das actividades de cooperação internacional, o ISPV aplica um modelo de gestão misto, que combina procedimentos administrativos e financeiros centralizados, assegurados pelo Gabinete de Relações Internacionais, em colaboração com o Departamento de Planeamento e Gestão e sob orientação da Presidência do ISPV, com uma gestão científica e pedagógica descentralizada, da responsabilidade das Escolas Integradas e intermediada pelos respectivos coordenadores académicos para a cooperação internacional. O esforço de internacionalização do ISPV envolve toda a comunidade académica, incluindo órgãos de gestão, docentes, discentes e funcionários, no âmbito das respectivas responsabilidades e competências. Definição da Política de Internacionalização A ‘Política de Internacionalização do ISPV’ traduz-se no enquadramento teórico e estratégico estabelecido para o esforço institucional, sistemático e sustentado, destinado a promover a internacionalização da Instituição, através da integração crescente de uma dimensão internacional/intercultural nas suas funções essenciais, designadamente na educação, formação, investigação e serviços, de forma a dar resposta às exigências e desafios decorrentes da globalização das sociedades, economias e mercados de trabalho. Esta política estabelece os objectivos genéricos e as linhas de acção de médio prazo, contemplando as seguintes questões: incidência geográfica, tipo de actividades/projectos, áreas científicas envolvidas, recursos humanos/materiais a utilizar (programas/organismos de apoio, investimento próprio, etc) e medidas de apoio (desenvolvimento de estruturas e instrumentos de gestão da cooperação internacional). Esta política é estabelecida em função de: 1)Variáveis contextuais de amplitude local, nacional e internacional, incluindo, entre outras: solicitações e oportunidades do meio envolvente; as orientações do Ministério de Tutela; objectivos estabelecidos pela União Europeia no domínio da internacionalização da educação (com destaque para os constantes da Estratégia de Lisboa); e os princípios do ‘Processo de Bolonha’ que assistem à construção do ‘Espaço Europeu de Ensino Superior’ e do ‘Espaço Europeu de Investigação’; 2) Missão e objectivos específicos da Instituição, bem como as suas características, designadamente a sua dimensão/estrutura, a formação/investigação, serviços disponíveis, e os seus recursos humanos e materiais. Todas as actividades de cooperação internacional desenvolvidas pelo ISPV são, antes de mais, enquadradas por um conjunto de valores, dos quais se destacam a ‘universalidade da ciência e investigação’, a ‘formação integral do indivíduo’ (cobrindo competências específicas e transversais), a ‘interculturalidade’, o ‘intercâmbio’ (incluindo a mobilidade física e virtual), a ‘qualidade’ e a ‘construção europeia’ (mais concretamente a construção do espaço europeu de aprendizagem e de investigação). Objectivos Estratégicos Genéricos Em termos genéricos, a política de internacionalização do ISPV estabelece como objectivo fundamental o reforço da cooperação, intercâmbios e mobilidade enquanto meios essenciais para promover: - Uma formação de qualidade, assente no princípio da formação integral do indivíduo e aquisição de competências-chave, estimulando a iniciativa, a criatividade, a autonomia e práticas de elevado desempenho, de forma a incrementar os níveis de empregabilidade; - A aprendizagem ao longo da vida, alargando o leque de possibilidades de formação e experiências educativas e profissionais; - O reconhecimento e transparência de habilitações e competências de forma a proporcionar a circulação das pessoas no espaço internacional para efeitos de prossecução de estudos ou profissionais; - Investigação de elevado nível, que fomente a produção e transferência de conhecimento e tecnologia, a inovação e uma estreita comunicação com os parceiros económicos e sociais; - A compreensão intercultural, a aprendizagem de línguas e o sentido de cidadania activa (europeia e transeuropeia); - Serviços de qualidade, assentes em referências e boas práticas internacionais, incluindo a dimensão social no ensino superior; - A qualidade e inovação a todos os níveis de actuação da instituição, incluindo conteúdos, metodologias e práticas, com destaque para a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação. - A igualdade de oportunidades. Objectivos Específicos Ao nível da organização e gestão, pretende-se melhorar o esforço de regulamentação e os procedimentos específicos para os diversos tipos de actividade de cooperação internacional, incluindo o seu enquadramento no sistema de gestão da qualidade do ISPV, assim como incrementar o nível de informatização da gestão processual. A melhoria dos instrumentos de divulgação constitui igualmente um dos objectivos do ISPV, com destaque para o site institucional, a elaboração de guias específicos para determinados tipos de mobilidade, assim como a disseminação regular da informação via Canal de Notícias e revista ‘Polistécnica’. A criação de estímulos para a participação em actividades de cooperação é também uma prioridade, em particular no que se refere aos docentes, através de esquemas precisos de reconhecimento profissional e outros benefícios que as Escolas Integradas possam vir a adoptar. No que respeita à cooperação internacional propriamente dita, é objectivo do ISPV: - Fomentar uma participação mais abrangente em termos disciplinares, envolvendo crescentemente os departamentos e áreas científicas das Escolas Integradas e corrigindo desequilíbrios de participação que possam subsistir. - Diversificar a cooperação em termos geográficos, implicando o seu alargamento crescente a outras regiões do globo. - Incrementar o volume das actividades da cooperação existentes e introduzir novas modalidades de cooperação. Procurar-se-á, por um lado, alargar o leque de ofertas disponíveis ao nível da mobilidade (cobrindo outros destinos, envolvendo outros públicos e novos formatos). Neste âmbito terá particular relevância a mobilidade Erasmus e Leonardo da Vinci, assim como esquemas de cooperação com outras regiões. Deverá ser igualmente estimulado o desenvolvimento de projectos orientados em simultâneo para a promoção da mobilidade e ‘internacionalização em casa’ (semestres internacionais, desenvolvimento curricular conjunto, aprendizagem de línguas, etc). Deverá ainda ser dada particular atenção às actividades destinadas a facilitar o desenvolvimento e inserção profissionais, incluindo a cooperação com os parceiros sociais e económicos - Finalmente, procurar-se-á melhorar e/ou implementar medidas de apoio à cooperação internacional, concretamente no âmbito do ECTS, Suplemento ao Diploma e curso de português para estrangeiros. |
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